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Centro de Bionegócios da Amazônia empossa Conselho de Administração e elege cinco novos membros

Instalado nesta sexta-feira (07/07), colegiado escolheu nomes com reconhecida atuação na economia da Amazônia

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Rollemberg observou ainda que o mundo pede novas formas de economia, como a economia verde e a bioeconomia – Foto: Reprodução / todahora.com

Dez representantes do poder público e de entidades da sociedade civil tomaram posse nesta sexta-feira (07/07) no Conselho de Administração do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA). O colegiado foi instalado durante reunião presencial no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com participação virtual de alguns integrantes.

Presidido pelo secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, o conselho tem como titulares os representantes de outros cinco representantes de órgãos públicos: Vitarque Lucas Paes Coelho, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR); Rubens Diniz Tavares, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI); Carina Mendonça Pimenta, do Ministério do Meio Ambiente (MMA); Daniel Lima da Silva Filho, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa); e Francisco Soares de Souza Filho, do governo do estado do Amazonas.

Da composição do conselho fazem parte também cinco membros indicados por entidades da sociedade civil: Marcelo Thomé, da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Bruno Quick Lourenço de Lima, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Euler Guimarães, do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese). Também com assento no colegiado, a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) ainda não indicou o representante.

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O conselho também elegeu cinco representantes da sociedade civil, escolhidos pelos critérios de “notória capacidade profissional”, “idoneidade moral”, e reconhecida atuação na área, conforme estabelecido no estatuto do CBA.

Os nomes eleitos foram: Ana Euler, doutora em Ciências Ambientais e Florestais, diretora de negócios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária; Joaquim Correa de Souza Belo, representante do Conselho Nacional dos Seringueiros; Ima Célia Guimarães Vieira, doutora em ecologia, ex-diretora do Museu Goeldi; Wanderley de Souza, ex-secretário-executivo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e ex-presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); e Antonio Floriano Pereira Pesaro, diretor da Apex, ex-deputado federal.

Na próxima reunião do conselho, marcada para o dia 14 de julho, os cinco tomarão posse. Está prevista também, no mesmo encontro, a apreciação do contrato de gestão do CBA, para ser assinado posteriormente entre o MDIC e a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA).

A instalação do conselho foi mais uma etapa da mudança empreendida pelo governo federal no CBA. Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 3 de maio qualificou a FUEA como organização social encarregada de gerir o centro sediado em Manaus, antes ligado à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Com personalidade jurídica própria, o CBA poderá, com a alteração, captar recursos privados e impulsionar novos negócios baseados nos recursos naturais da Amazônia.

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“Vamos trabalhar juntos, buscando a maior sinergia possível, em benefício das comunidades amazônicas e do país”, afirmou o presidente do conselho, Rodrigo Rollemberg, ao lado do diretor executivo da FUEA, Elias Moraes de Araújo, dirigindo-se aos demais integrantes do colegiado. Também secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg ressaltou os objetivos do CBA: “Temos o grande desafio de transformar aquela imensa biodiversidade da Amazônia em riqueza e melhor qualidade de vida para as populações locais e para a população brasileira como um todo”.

Rollemberg observou ainda que o mundo pede novas formas de economia, como a economia verde e a bioeconomia, o que abre novas oportunidades para o Brasil.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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