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BNDES aprovou financiamento de R$ 2,6 bilhões para o programa florestal bienal da Suzano

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Com investimento total de R$ 3,6 bilhões, programa florestal bienal da empresa terá financiamento de R$ 2,6 bilhões do Banco – Foto: Divulgação/BNDES

(BNDES) – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 2,6 bilhões para o programa florestal bienal da Suzano. A iniciativa, que envolve um investimento total de R$ 3,6 bilhões, prevê o plantio de até 435 mil hectares de fazendas de eucalipto nas proximidades das unidades industriais da companhia, nos estados do Espírito Santo, da Bahia, do Mato Grosso do Sul, do Maranhão, do Pará e de São Paulo.

O Banco também aprovou, por meio de operação da linha BNDES Mais Inovação, financiamento de R$ 31 milhões para que a companhia desenvolva uma nova central de produção de árvores de eucalipto superiores (hibridação florestal) e para investimentos em uma chamada de inovação aberta, com estimativa de que sejam apoiados até 14 projetos inovadores relacionados a agroflorestas, remoção de carbono, biomassa de eucalipto e embalagens sustentáveis.

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Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os financiamentos reforçam a produtividade e a competitividade da indústria brasileira, com apoio a uma companhia que já tem presença relevante no mercado internacional e é reconhecida por práticas ambientais sustentáveis. “A neoindustrialização nacional, mais verde e mais inovadora, é uma prioridade do Governo Lula. O apoio do Banco ao programa florestal e ao projeto de inovação da Suzano está alinhado à nova política industrial brasileira, estimulando a bioeconomia a partir do manejo florestal sustentável”, avalia.

“A Suzano valoriza a parceria de longa data com o BNDES, que tem nos apoiado em projetos relevantes e contribuído para a diversificação de fontes de financiamento para viabilizar o plano de investimentos da Companhia”, destaca Marcelo Bacci, Diretor Executivo de Finanças e Relações com Investidores da empresa.

Maior produtora global de celulose – insumo utilizado na fabricação de papéis higiênicos e itens sanitários, produtos absorventes e papéis de imprimir e escrever e embalagens, entre outros –, a Suzano investiu R$ 51,3 bilhões no quinquênio entre 2019 e 2023. Para 2024, ano de conclusão de uma nova fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul, a companhia tem investimentos previstos de mais R$ 16,5 bilhões, incluindo recursos para a ampliação de sua área de plantio.

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O programa florestal da Suzano contribui para a captura de carbono da atmosfera e contempla atividades de plantio de mudas de eucalipto até o fim de 2024, além do manejo sustentável das áreas pelos dois anos seguintes. Os investimentos envolvem preparo de solo e de mudas, adubação, controle de pragas, coveamento e aquisição de mudas.

Além de promoverem a captura e retenção de CO2 da atmosfera, as atividades do programa florestal garantem a manutenção de empregos nos diversos locais de atuação da empresa, que emprega mais de 40 mil pessoas direta e indiretamente. O plantio e o manejo das florestas de eucalipto pela empresa seguem práticas sustentáveis e contam com certificações florestais do Forest Stewardship Council (FSC), do Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor) e do Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC).

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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