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“Amazônia é patrimônio ambiental, mas será também patrimônio econômico”, diz Lula na cúpula de Paris

Presidente afirmou que o objetivo é preservar a floresta e reunir condições “para ajudar os povos que moram na floresta”

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Foto: Reprodução / capitalreset.com

O presidente Lula (PT) discursou na manhã desta sexta-feira (23) na Cúpula do Novo Pacto de Financiamento Global, em Paris, na França, e afirmou que seu objetivo é fazer da Amazônia “não apenas um patrimônio ambiental, mas um patrimônio econômico, para ajudar os povos que moram na floresta”.

“Nessa floresta brasileira temos 400 povos indígenas e 300 idiomas. E nessa mesma região enfrentamos muitas dificuldades: o garimpo, o crime organizado e pessoas de má-fé que querem tentar fazer com que nessa floresta se plante soja, milho, se crie gado, quando na verdade não é preciso fazer isso. Os empresários responsáveis sabem que isso é errado e que vai causar problemas muito sérios aos produtos que eles têm que vender a outros países”, completou.

O presidente ainda reforçou o convite para que os líderes mundiais viajem a Belém (PA) para a COP30 em novembro de 2025. “Nós vamos realizar a COP30 em um país amazônico. Espero que todas as pessoas que prezam tanto pela Amazônia, que admiram tanto a Amazônia, que dizem que a Amazônia é o pulmão do mundo, espero que essas pessoas participem da COP no estado do Pará, para que tenham noção do que realmente é a Amazônia”.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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