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O projeto Cordeiros da Amazônia nasceu com a inovadora proposta de ovinocultura sustentável no Estado do Acre
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O projeto Cordeiros da Amazônia nasceu com a inovadora proposta de ovinocultura sustentável no Estado do Acre – Foto: Divulgação / Frigorífico Annasar
Imagine que de um simples hobby seja possível criar uma empresa com potencial de mercado e, ainda por cima, contribuir para o desenvolvimento de uma atividade pecuária específica numa determinada região. Imaginou?
Pois esta é a história do casal de ovinocultores Luciana Mendonça e Adalberto Moreto (também conhecido como Beto) e a empresa que criaram, o Frigorífico Annasara . O empreendimento, localizado na capital Rio Branco/AC e inaugurado em 2011, é especializado em abates e processamentos exclusivos de carne de cordeiro .
Pioneiros na exploração comercial da ovinocultura no estado, o casal de empresários antes criava ovinos apenas para o consumo próprio e também por hobby.
No início da atividade, isso lá em 2007, eram cerca de 300 animais. Só que o rebanho começou a crescer e em 2009 esse número já superava 700 cabeças. Como não havia um mercado formal para a ovinocultura na região, e sem saber o que fazer com tantos animais, Beto e Luciana enxergaram nessa lacuna uma boa oportunidade de negócio. A ideia foi verticalizar a produção e abrir um frigorífico .
“Estudamos os custos de produção, viabilidade e rentabilidade. Então decidimos investir na construção de um abatedouro que atendesse as exigências da legislação sanitária local”, relata Luciana.
Nessa época o rebanho ovino do Acre se resumia a pouco mais de 50.000 cabeças. Curiosamente, após a criação do empreendimento, a ovinocultura no estado passou de fato a dar os seus primeiros passos. Caminhada essa que também foi lenta e gradual para o projeto do casal.
No começo, quando o empreendimento abatia cerca de 100 animais por semana, eram eles que elaboravam os cortes e os vendia porcionados e embalados a vácuo com rótulos específicos. Esse detalhe era o diferencial do produto em relação ao que se tinha no comércio local (processados e comercializados na informalidade) na época.
Hoje, com uma produção considerada ainda pequena, o Frigorífico Annasara tem capacidade para abater e processar 120 animais/dia, somando uma capacidade total de 40 toneladas/mês entre produtos e subprodutos.E os projetos de expansão não param.
Segundo Luciana Mendonça, no momento o frigorífico passa por uma ampla reforma visando atender a legislação do Ministério da Agricultura e assim obter o S.I.F (Selo de Inspeção Federal) para poder exportar à outros estados.
“Com a exportação dos produtos a ovinocultura do estado só tende a crescer e se fortalecer. O desafio é grande mais nossa coragem é maior, pois esse é um grande sonho, e poder vê-lo a cada dia se concretizando nos faz sentir recompensados. Nós acreditamos desde o início nesse projeto, a parceria com governo do estado foi essencial, agora entendemos que acreditar que pode dar certo é o primeiro passo, para que algo se realize”, detalha Luciana.
Cordeiros da Amazônia: inovação em ovinocultura sustentável
O projeto Cordeiros da Amazônia nasceu com a inovadora proposta de ovinocultura sustentável no Estado do Acre e outros mercados. Um modelo que consiste em implantar um sistema produtivo eficaz na criação, recriação e terminação de ovinos, idealizado a partir de estudos feitos pelo Frigorífico Annasara e Agência de Negócios do Estado do Acre (Anac), os quais identificaram a atividade como tecnicamente possível, economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta.
Após o governo estadual passar a fomentar a produção no campo visando fortalecer essa cadeia produtiva, o rebanho ovino no Acre passou a crescer. De 2006-2016 o avanço foi de quase 50%.
No entanto, o crescimento do rebanho trouxe a reboque o aumento do abate clandestino, sem nenhum controle de qualidade ou sanitário. Essa foi outra necessidade atendida a partir do Projeto Cordeiros da Amazônia, que também é voltado à produção sustentável para melhor atender a demanda da indústria com o padrão e qualidade exigidos.
Além do incentivo a produção o projeto presta assistência técnica e assessoria rural aos produtores, faz a compra do cordeiro na desmama e com isso contribui para diminuir o abate clandestino na região.
A proposta se norteia no fato de que o setor produtivo do Acre passa por um avanço tecnológico que vem facilitando a vida dos produtores. Principalmente nos projetos de colonização, assentamentos agroflorestais e agroextrativistas, que têm a agricultura familiar como atividade predominante.
Para Luciana Mendonça o estado tem grande potencial de produtividade. Segundo ela, 76% das propriedades rurais no Acre são formados por pequenos estabelecimentos e ideais para produção consorciada.
Ainda assim, desafios existem: “Nosso maior gargalo ainda hoje é a produção no campo. É importante fazer com que os produtores se profissionalizem e entendam que a produção só é viável se for sustentável e realizada de forma profissional, independentemente do tamanho do rebanho. Como todo negócio, a ovinocultura necessita de planejamento.”
Com informações de Régis Nascimento/CeO Agro
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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo
Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux
A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.
O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.
Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.
A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.
No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.
Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.
Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.
Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.
Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.
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