Região Sul
Deputada Gleisi Hoffmann apresenta parecer e reforça medidas para a Copa do Mundo Feminina de 2027
Região Sul
Relatório amplia reconhecimento às pioneiras e prevê legado duradouro para o futebol feminino no Brasil.
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei nº 1.315/2026, que trata das medidas para a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 no Brasil. O relatório inclui um substitutivo com propostas voltadas à promoção da igualdade de gênero, valorização histórica das atletas e fortalecimento da modalidade no país.
A proposta foi encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estabelece as diretrizes para a organização do torneio, previsto para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades brasileiras. O texto não se limita à logística do evento, mas também incorpora políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do futebol feminino.
De acordo com a relatora, o projeto representa um avanço na correção de desigualdades históricas enfrentadas por mulheres no esporte. O parecer destaca o reconhecimento às atletas que ajudaram a construir o futebol feminino no Brasil, muitas vezes sem o devido apoio institucional.
O texto define responsabilidades da Administração Pública, da FIFA e de outras entidades envolvidas, além de regulamentar a venda de ingressos, com possibilidade de preços dinâmicos e garantia da meia-entrada. Também prevê facilitação na concessão de vistos, regras trabalhistas específicas durante o evento e um plano de segurança coordenado pela Polícia Federal.
Um dos pontos centrais da proposta é a criação de uma premiação de R$ 500 mil para jogadoras pioneiras da seleção brasileira. O substitutivo amplia esse reconhecimento ao incluir atletas que participaram da Copa do Mundo de 1991, totalizando cerca de 30 beneficiadas.
Além disso, o projeto regulamenta direitos de mídia, marketing e proteção de propriedade intelectual, autoriza ações de patrocínio e comercialização durante o evento e determina que o legado financeiro da Copa de 2027 seja direcionado ao fortalecimento do futebol feminino, incentivando a participação de mulheres e ampliando a estrutura da modalidade no Brasil.
Região Sul
Fim da escala 6×1 ganha força no Congresso com apoio de Maria do Rosário e avanço de projeto do governo
Deputada afirma que proposta não prejudica economia e ganha força no Congresso – Foto: Kayo Magalhães/ Agência Câmara
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que o debate representa uma transformação estrutural nas relações de trabalho no Brasil. A declaração foi feita durante mobilização de centrais sindicais em Brasília, que pressionam o Congresso por mudanças na jornada semanal.
Segundo a parlamentar, a proposta vai além de uma simples alteração na carga horária. Para ela, trata-se de um enfrentamento direto a práticas históricas que ainda influenciam o mercado de trabalho no país. A deputada destacou que a discussão envolve o modelo social e econômico adotado ao longo dos anos.
Maria do Rosário também rebateu críticas de setores que apontam possíveis impactos negativos na economia. De acordo com ela, não há evidências de que a redução da jornada provoque prejuízos econômicos, reforçando que a medida pode, inclusive, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem comprometer a produtividade.
No Congresso Nacional, o tema avança por dois caminhos. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um projeto de lei que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial e com o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um de descanso.
Paralelamente, tramita na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda à Constituição (PEC) com objetivo semelhante. A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Maria do Rosário integra o colegiado e acompanha de perto a tramitação.
A deputada explicou que, apesar de tratar do mesmo tema, os dois caminhos têm diferenças importantes. Segundo ela, a PEC exige maior articulação política por depender de um quórum qualificado, o que pode dificultar sua aprovação em comparação ao projeto de lei.
Além disso, Maria do Rosário alertou para possíveis alterações no conteúdo da proposta constitucional durante o debate parlamentar. Ela avalia que há risco de mudanças que retirem pontos centrais, como a redução efetiva da jornada semanal.
Na avaliação da parlamentar, o projeto enviado pelo Executivo é mais direto e tem maior chance de avançar. Com regime de urgência, a proposta precisa ser analisada em até 45 dias na Câmara e no Senado, sob pena de travar a pauta legislativa.
Mesmo diante de divergências iniciais, o cenário recente indica maior abertura ao tema. Deputados de diferentes partidos passaram a sinalizar apoio à medida, ampliando as possibilidades de avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 no país.
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