Região Sul
Fim da escala 6×1 ganha força no Congresso com apoio de Maria do Rosário e avanço de projeto do governo
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Deputada afirma que proposta não prejudica economia e ganha força no Congresso – Foto: Kayo Magalhães/ Agência Câmara
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que o debate representa uma transformação estrutural nas relações de trabalho no Brasil. A declaração foi feita durante mobilização de centrais sindicais em Brasília, que pressionam o Congresso por mudanças na jornada semanal.
Segundo a parlamentar, a proposta vai além de uma simples alteração na carga horária. Para ela, trata-se de um enfrentamento direto a práticas históricas que ainda influenciam o mercado de trabalho no país. A deputada destacou que a discussão envolve o modelo social e econômico adotado ao longo dos anos.
Maria do Rosário também rebateu críticas de setores que apontam possíveis impactos negativos na economia. De acordo com ela, não há evidências de que a redução da jornada provoque prejuízos econômicos, reforçando que a medida pode, inclusive, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem comprometer a produtividade.
No Congresso Nacional, o tema avança por dois caminhos. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um projeto de lei que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial e com o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um de descanso.
Paralelamente, tramita na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda à Constituição (PEC) com objetivo semelhante. A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Maria do Rosário integra o colegiado e acompanha de perto a tramitação.
A deputada explicou que, apesar de tratar do mesmo tema, os dois caminhos têm diferenças importantes. Segundo ela, a PEC exige maior articulação política por depender de um quórum qualificado, o que pode dificultar sua aprovação em comparação ao projeto de lei.
Além disso, Maria do Rosário alertou para possíveis alterações no conteúdo da proposta constitucional durante o debate parlamentar. Ela avalia que há risco de mudanças que retirem pontos centrais, como a redução efetiva da jornada semanal.
Na avaliação da parlamentar, o projeto enviado pelo Executivo é mais direto e tem maior chance de avançar. Com regime de urgência, a proposta precisa ser analisada em até 45 dias na Câmara e no Senado, sob pena de travar a pauta legislativa.
Mesmo diante de divergências iniciais, o cenário recente indica maior abertura ao tema. Deputados de diferentes partidos passaram a sinalizar apoio à medida, ampliando as possibilidades de avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 no país.
Região Sul
Frente progressista se organiza em Santa Catarina e aposta em Merísio e Décio Lima para disputa eleitoral
PT e aliados fecham acordo e lançam ofensiva eleitoral com chapa majoritária em Santa Catarina – Foto: Assessoria
Presidente do Partidos dos Trabalhadores de Santa Catarina (PT/SC), o deputado estadual Fabiano da Luz reuniu lideranças do Campo Democrático para alinhar a estratégia eleitoral e definir os próximos passos da articulação em Santa Catarina. O encontro consolidou a realização de uma rodada de apresentações da chapa majoritária a partir de maio, com agendas previstas em todas as regiões do Estado.
A composição reúne Gelson Merísio (PSB) como pré-candidato ao governo, tendo Ângela Albino (PDT) como vice. Para o Senado, a indicação é de Décio Lima (PT), ao lado de Afrânio Boppré (Psol). A apresentação oficial da chapa está prevista para a próxima quinta-feira (16), em Florianópolis.
Para Fabiano, a agenda vai dar visibilidade à chapa e reforçar a unidade entre os partidos do campo progressista, além de ampliar a presença regional das lideranças envolvidas. “Vamos apresentar a nossa chapa, buscar os apoios e mobilizar a militância em busca de uma vaga no segundo turno”, destacou.
Participaram da reunião representantes de diferentes siglas, entre eles Guaraci Fagundes (PV), Celso Antonio Calcagnotto (PSB), Rodrigo Minotto (PDT), Lea Medeiros (Psol), Jucélio Paladini (PCdoB) e Christian Ozório Kloppemburg (Rede Sustentabilidade).
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