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Pastor Márcio Poncio é preso na 5ª fase da Operação Unha e Carne da PF por suspeita de ligação com a ‘Máfia do Cigarro’

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Mandados autorizados pelo STF miram suspeitos de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho – Foto: Instagram/ Reprodução 

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (2), mais uma etapa da Operação Unha e Carne e prendeu o pastor e empresário Márcio Poncio, apontado pelos investigadores como um dos alvos de um esquema que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e vínculos com a chamada “Máfia do Cigarro”. A ação faz parte do avanço das investigações sobre organizações criminosas que atuam no Estado do Rio de Janeiro.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o cumprimento de mandados de prisão contra o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Ambos já se encontravam presos por decisões judiciais anteriores.

Além das prisões, equipes da Polícia Federal cumpriram diversos mandados de busca e apreensão para recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam reforçar as investigações. Entre os endereços visitados pelos agentes está o do ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

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Segundo a Polícia Federal, esta nova fase busca aprofundar a investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria sido estruturado para ocultar recursos provenientes do jogo do bicho e da fabricação e comercialização clandestina de cigarros. Os investigadores também apuram a possível participação de agentes públicos na rede criminosa.

As investigações tiveram origem em operações anteriores que revelaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de registros que apontariam pagamentos suspeitos e uma complexa estrutura para ocultação de patrimônio. O material apreendido ao longo das apurações passou a servir de base para novas diligências autorizadas pela Justiça.

A Operação Unha e Carne também está inserida no conjunto de investigações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal para combater a infiltração do crime organizado em instituições públicas do Rio de Janeiro. A Polícia Federal busca identificar possíveis relações entre integrantes da organização criminosa e representantes dos poderes Executivo e Legislativo.

Para os investigadores, a chamada “Máfia do Cigarro” movimenta milhões de reais por meio da produção, distribuição e venda ilegal de cigarros, além de utilizar mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades criminosas. O grupo também é suspeito de manter ligação com o jogo do bicho e outras práticas ilícitas.

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A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que o material apreendido nesta quinta fase será analisado para identificar novos envolvidos e fortalecer as provas já reunidas. Os investigados terão assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo.

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Lindbergh Farias pede investigação da PF sobre mansões ligadas a Flávio Bolsonaro e questiona financiamentos do BRB

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Deputado afirma que imóveis milionários e supostas relações com o banco público do Distrito Federal precisam ser apurados – Foto: Redes Sociais I Agência Senado I Divulgação

O deputado federal Lindbergh Farias afirmou que protocolou um pedido para que a Polícia Federal investigue operações envolvendo imóveis de alto valor associados ao senador Flávio Bolsonaro. Segundo o parlamentar, há questionamentos sobre financiamentos concedidos pelo Banco de Brasília para a aquisição de mansões localizadas em Brasília.

De acordo com Lindbergh, duas residências de alto padrão teriam sido financiadas pelo banco público do Distrito Federal durante a gestão de Paulo Henrique Costa. O deputado defende que as circunstâncias dessas operações sejam esclarecidas por meio de uma investigação oficial.

O parlamentar também mencionou o empresário Daniel Vorcaro ao levantar questionamentos sobre a eventual existência de recursos ou relações financeiras que possam ter influenciado as operações envolvendo os imóveis. Segundo ele, essas dúvidas precisam ser respondidas pelas autoridades competentes.

Além das propriedades em Brasília, Lindbergh citou uma disputa envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-jogador Richarlison relacionada a uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada em uma ilha na região de Angra dos Reis. O deputado afirmou que o caso também merece análise detalhada.

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Em sua manifestação, Lindbergh declarou que a recorrente aquisição de imóveis de elevado valor por pessoas ligadas ao senador levanta questionamentos que, em sua avaliação, justificam uma apuração aprofundada por parte da Polícia Federal. Ele sustenta que é necessário verificar a origem dos recursos e a regularidade das operações financeiras.

Até o momento, não há informação sobre abertura formal de investigação da Polícia Federal em relação às declarações feitas pelo deputado. Também não houve manifestação pública de Flávio Bolsonaro ou dos demais citados sobre as novas alegações apresentadas por Lindbergh Farias. A eventual existência de investigação dependerá da análise dos órgãos competentes.

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