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Documentos apreendidos pela Polícia Federal apontam suposta doação de R$ 3,2 milhões a Cláudio Castro

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Nome do ex-governador do Rio aparece em lista atribuída a Adilsinho, mas PF afirma que apuração sobre os registros ainda está em andamento – Crédito: GOV-RJ

A Polícia Federal intensificou as investigações da quinta fase da Operação Unha e Carne após a apreensão de documentos atribuídos ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Entre os registros analisados pelos investigadores, consta uma anotação que faz referência a uma suposta doação de R$ 3,2 milhões destinada à campanha de Cláudio Castro (PL) ao Governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2022.

Segundo a apuração, o material reúne anotações que estariam relacionadas a pagamentos irregulares, movimentações financeiras suspeitas e possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro. A documentação também menciona outros nomes ligados ao cenário político fluminense, mas a Polícia Federal esclarece que a simples citação nos registros não significa, por si só, a comprovação de qualquer irregularidade.

Apesar da referência ao ex-governador, Cláudio Castro não foi incluído entre os alvos das medidas judiciais cumpridas nesta etapa da operação. De acordo com fontes ligadas à investigação, os agentes ainda analisam a autenticidade e o contexto das informações encontradas antes de definir eventuais desdobramentos do caso.

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A Operação Unha e Carne busca desarticular uma estrutura criminosa apontada pelas autoridades como responsável por sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao jogo do bicho e ao comércio ilegal de cigarros. As investigações também procuram identificar possíveis conexões entre integrantes da organização criminosa e agentes públicos dos poderes Executivo e Legislativo do estado.

Entre os principais alvos da ofensiva desta quinta-feira está o pastor e empresário Márcio Poncio, preso preventivamente em um imóvel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele é investigado por suspeita de participação em atividades relacionadas à chamada “Máfia do Cigarro”, organização apontada como uma das maiores distribuidoras de cigarros falsificados no estado.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também foram expedidos novos mandados de prisão contra Adilsinho e o ex-deputado Rodrigo Bacellar. Ambos, entretanto, já se encontravam presos em razão de fases anteriores da mesma investigação, que segue em andamento desde 2021.

Além das prisões, a decisão judicial autorizou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões. Os investigadores utilizam como base planilhas e documentos apreendidos em operações anteriores, que apontariam a existência de pagamentos periódicos e vantagens financeiras destinadas a diversos agentes políticos, hipótese que ainda está sob análise da Polícia Federal.

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As defesas dos investigados contestam as acusações. Os advogados de Adilsinho negam qualquer pagamento ilícito a políticos, enquanto a defesa de Márcio Poncio afirma que ainda não teve acesso integral ao processo. A Polícia Federal ressalta que as investigações continuam e que o conteúdo dos documentos apreendidos será submetido a novas perícias antes da conclusão do inquérito. As informações e Octavio Guedes, no G1.

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Lindbergh Farias pede investigação da PF sobre mansões ligadas a Flávio Bolsonaro e questiona financiamentos do BRB

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Deputado afirma que imóveis milionários e supostas relações com o banco público do Distrito Federal precisam ser apurados – Foto: Redes Sociais I Agência Senado I Divulgação

O deputado federal Lindbergh Farias afirmou que protocolou um pedido para que a Polícia Federal investigue operações envolvendo imóveis de alto valor associados ao senador Flávio Bolsonaro. Segundo o parlamentar, há questionamentos sobre financiamentos concedidos pelo Banco de Brasília para a aquisição de mansões localizadas em Brasília.

De acordo com Lindbergh, duas residências de alto padrão teriam sido financiadas pelo banco público do Distrito Federal durante a gestão de Paulo Henrique Costa. O deputado defende que as circunstâncias dessas operações sejam esclarecidas por meio de uma investigação oficial.

O parlamentar também mencionou o empresário Daniel Vorcaro ao levantar questionamentos sobre a eventual existência de recursos ou relações financeiras que possam ter influenciado as operações envolvendo os imóveis. Segundo ele, essas dúvidas precisam ser respondidas pelas autoridades competentes.

Além das propriedades em Brasília, Lindbergh citou uma disputa envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-jogador Richarlison relacionada a uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada em uma ilha na região de Angra dos Reis. O deputado afirmou que o caso também merece análise detalhada.

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Em sua manifestação, Lindbergh declarou que a recorrente aquisição de imóveis de elevado valor por pessoas ligadas ao senador levanta questionamentos que, em sua avaliação, justificam uma apuração aprofundada por parte da Polícia Federal. Ele sustenta que é necessário verificar a origem dos recursos e a regularidade das operações financeiras.

Até o momento, não há informação sobre abertura formal de investigação da Polícia Federal em relação às declarações feitas pelo deputado. Também não houve manifestação pública de Flávio Bolsonaro ou dos demais citados sobre as novas alegações apresentadas por Lindbergh Farias. A eventual existência de investigação dependerá da análise dos órgãos competentes.

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