Região Sudeste
Operação da Polícia Federal tem Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio como alvos em investigação sobre o CV
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Operação autorizada pelo STF também mira suspeitas de lavagem de dinheiro, determina bloqueio de até R$ 22 milhões em bens – Crédito: Alerj
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (2), mais uma etapa da Operação Unha e Carne, intensificando as investigações sobre um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho e de lavagem de dinheiro no estado do Rio de Janeiro. A ação resultou no cumprimento de mandados de prisão contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o pastor e empresário Márcio Poncio e o contraventor Adilsinho.
Segundo a Polícia Federal, a nova fase da operação busca aprofundar a apuração sobre uma estrutura financeira que, de acordo com as investigações, teria sido utilizada para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas ligadas à contravenção e ao fortalecimento de grupos criminosos. Os investigadores também analisam possíveis conexões entre integrantes da organização e agentes públicos.
Márcio Poncio foi localizado e preso em um imóvel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense. Já Rodrigo Bacellar e Adilsinho tiveram os mandados cumpridos enquanto permaneciam sob custódia do sistema prisional, em razão de investigações anteriores relacionadas à mesma operação.
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os agentes federais também cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados na cidade do Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A medida pretende reunir novos elementos que reforcem as linhas investigativas em andamento.
Além das prisões e das buscas, a Justiça autorizou o sequestro de bens e valores que podem alcançar R$ 22 milhões. A medida cautelar tem como objetivo impedir a movimentação de patrimônio que, segundo a investigação, pode ter origem em operações financeiras suspeitas ligadas ao esquema investigado.
As investigações ganharam força após a análise de documentos, anotações e arquivos eletrônicos apreendidos anteriormente com Adilsinho. Entre os materiais examinados estariam registros de movimentações financeiras, supostos repasses de recursos e anotações que passaram a integrar o conjunto de provas analisado pela Polícia Federal.
De acordo com os investigadores, os documentos indicam a existência de uma complexa rede de intermediação financeira que teria sido utilizada para dissimular a origem de recursos, envolvendo pessoas físicas, empresas e possíveis operadores responsáveis por movimentações consideradas atípicas. As informações ainda são objeto de investigação e serão submetidas ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.
A nova fase da Operação Unha e Carne amplia o alcance das apurações conduzidas pela Polícia Federal e reforça o foco no combate às conexões entre organizações criminosas, lavagem de dinheiro e eventuais agentes públicos. Os investigados poderão responder pelos crimes apontados pelas autoridades caso as acusações sejam confirmadas no decorrer da ação penal.
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Lindbergh Farias pede investigação da PF sobre mansões ligadas a Flávio Bolsonaro e questiona financiamentos do BRB
Deputado afirma que imóveis milionários e supostas relações com o banco público do Distrito Federal precisam ser apurados – Foto: Redes Sociais I Agência Senado I Divulgação
O deputado federal Lindbergh Farias afirmou que protocolou um pedido para que a Polícia Federal investigue operações envolvendo imóveis de alto valor associados ao senador Flávio Bolsonaro. Segundo o parlamentar, há questionamentos sobre financiamentos concedidos pelo Banco de Brasília para a aquisição de mansões localizadas em Brasília.
De acordo com Lindbergh, duas residências de alto padrão teriam sido financiadas pelo banco público do Distrito Federal durante a gestão de Paulo Henrique Costa. O deputado defende que as circunstâncias dessas operações sejam esclarecidas por meio de uma investigação oficial.
O parlamentar também mencionou o empresário Daniel Vorcaro ao levantar questionamentos sobre a eventual existência de recursos ou relações financeiras que possam ter influenciado as operações envolvendo os imóveis. Segundo ele, essas dúvidas precisam ser respondidas pelas autoridades competentes.
Além das propriedades em Brasília, Lindbergh citou uma disputa envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-jogador Richarlison relacionada a uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada em uma ilha na região de Angra dos Reis. O deputado afirmou que o caso também merece análise detalhada.
Em sua manifestação, Lindbergh declarou que a recorrente aquisição de imóveis de elevado valor por pessoas ligadas ao senador levanta questionamentos que, em sua avaliação, justificam uma apuração aprofundada por parte da Polícia Federal. Ele sustenta que é necessário verificar a origem dos recursos e a regularidade das operações financeiras.
Até o momento, não há informação sobre abertura formal de investigação da Polícia Federal em relação às declarações feitas pelo deputado. Também não houve manifestação pública de Flávio Bolsonaro ou dos demais citados sobre as novas alegações apresentadas por Lindbergh Farias. A eventual existência de investigação dependerá da análise dos órgãos competentes.
Veja o vídeo:
PF NA MIRA DE MANSÕES LIGADAS A FLÁVIO BOLSONARO. Nós estamos pedindo investigação da PF sobre a relação do BRB com imóveis milionários ligados ao Flávio Bolsonaro. Duas mansões em Brasília financiadas pelo banco público do DF, presidido à época por Paulo Henrique Costa, que está… pic.twitter.com/u2x3j04qGd
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 2, 2026
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