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Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella desiste da disputa pelo Senado e confirma candidatura à Alerj

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Canella afirma que pretende retomar mandato de deputado estadual após abandonar projeto de concorrer ao Senado – Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), anunciou nesta segunda-feira (3) que não disputará mais uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão representa uma mudança em sua estratégia política, já que ele pretende concorrer novamente a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde exerceu três mandatos.

Canella havia lançado sua pré-candidatura ao Senado no início deste ano, chegando a renunciar ao comando da Prefeitura de Belford Roxo para se dedicar ao projeto eleitoral. No entanto, a mudança de rumo foi oficializada por meio de uma publicação nas redes sociais.

Na mensagem divulgada, o político afirmou que optou por permanecer mais próximo da população da Baixada Fluminense e avaliou que um mandato na Assembleia Legislativa permitirá maior atuação em defesa das demandas da região. Segundo ele, a decisão foi tomada após conversas com aliados e apoiadores.

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A alteração nos planos ocorre poucas semanas após Canella se tornar alvo da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis. O ex-prefeito nega qualquer participação nas irregularidades investigadas.

Durante a ação da PF, agentes encontraram um fuzil no veículo utilizado por Canella, que acabou sendo preso em flagrante. A defesa sustentou que a arma pertencia a um policial militar responsável por sua segurança. Posteriormente, ele passou a responder ao processo em liberdade enquanto as investigações seguem em andamento.

Márcio Canella iniciou sua trajetória política como vereador de Belford Roxo, foi eleito deputado estadual em 2014 e permaneceu na Alerj por três legislaturas consecutivas. Em 2024, conquistou a Prefeitura do município, cargo que deixou em abril deste ano para tentar uma vaga no Senado. Agora, com a desistência da corrida ao Congresso Nacional, o ex-prefeito volta a concentrar seus esforços na disputa por um novo mandato no Legislativo fluminense.

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Reocupação territorial: Governo fluminense cria gabinetes para coordenar retomada de áreas dominadas pelo crime

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Decreto institui dois gabinetes para coordenar a reocupação territorial, que prevê ações integradas de segurança – Foto: Reprodução/ Rede Rio Hoteis

O Governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou a criação da Política Estadual de Reocupação Territorial, iniciativa que busca restabelecer a presença do poder público em regiões controladas pelo crime organizado. A medida foi publicada no Diário Oficial e estabelece uma estratégia que combina operações de segurança com investimentos em infraestrutura, serviços essenciais e programas sociais.

Como parte da nova política, foram criados dois órgãos responsáveis pela condução do projeto: o Gabinete de Gestão Integrada (GGI/RJ) e o Gabinete Integrado de Gestão Territorial (GIGT). Ambos serão coordenados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e terão a missão de articular diferentes instituições envolvidas na execução do plano.

O GGI ficará encarregado de definir as diretrizes estratégicas da reocupação, promovendo a integração entre órgãos estaduais, municipais, federais e representantes do sistema de Justiça. Já o GIGT terá atuação prática, acompanhando a implementação das medidas e avaliando os resultados das ações desenvolvidas nos territórios atendidos.

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O plano prevê uma atuação baseada em cinco frentes principais: Segurança e Justiça, Desenvolvimento Social, Urbanismo e Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Governança e Sustentabilidade. A intenção é que a recuperação dessas áreas ocorra de forma permanente, evitando que o controle volte a ser exercido por organizações criminosas.

Outro ponto previsto no projeto é a participação da sociedade civil. Moradores das comunidades contempladas poderão acompanhar a execução das iniciativas e apresentar demandas para que as ações sejam ajustadas de acordo com as necessidades locais, fortalecendo o diálogo entre população e governo.

Apesar da criação da política e das novas estruturas de gestão, o início efetivo da execução ainda depende da aprovação do Plano Estratégico de Reocupação Territorial pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta foi encaminhada pelo governo fluminense à Corte em dezembro, mas ainda não há previsão para a análise do documento.

Após o eventual aval do STF, o governo pretende elaborar um plano tático, que estabelecerá a sequência das intervenções, como obras de infraestrutura e demais ações previstas, seguido de um plano operacional voltado à manutenção permanente das atividades e da presença do Estado nas regiões recuperadas.

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Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a proposta vai além das operações policiais e busca garantir que serviços públicos, concessionárias e demais órgãos governamentais possam atuar de forma contínua nas comunidades. A elaboração do projeto foi baseada em estudos realizados por instituições como o Instituto Data Favela, a CUFA e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, enquanto o governo conclui a fase de preparação do plano tático que dará sequência à iniciativa.

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