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Reocupação territorial: Governo fluminense cria gabinetes para coordenar retomada de áreas dominadas pelo crime

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Decreto institui dois gabinetes para coordenar a reocupação territorial, que prevê ações integradas de segurança – Foto: Reprodução/ Rede Rio Hoteis

O Governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou a criação da Política Estadual de Reocupação Territorial, iniciativa que busca restabelecer a presença do poder público em regiões controladas pelo crime organizado. A medida foi publicada no Diário Oficial e estabelece uma estratégia que combina operações de segurança com investimentos em infraestrutura, serviços essenciais e programas sociais.

Como parte da nova política, foram criados dois órgãos responsáveis pela condução do projeto: o Gabinete de Gestão Integrada (GGI/RJ) e o Gabinete Integrado de Gestão Territorial (GIGT). Ambos serão coordenados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e terão a missão de articular diferentes instituições envolvidas na execução do plano.

O GGI ficará encarregado de definir as diretrizes estratégicas da reocupação, promovendo a integração entre órgãos estaduais, municipais, federais e representantes do sistema de Justiça. Já o GIGT terá atuação prática, acompanhando a implementação das medidas e avaliando os resultados das ações desenvolvidas nos territórios atendidos.

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O plano prevê uma atuação baseada em cinco frentes principais: Segurança e Justiça, Desenvolvimento Social, Urbanismo e Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Governança e Sustentabilidade. A intenção é que a recuperação dessas áreas ocorra de forma permanente, evitando que o controle volte a ser exercido por organizações criminosas.

Outro ponto previsto no projeto é a participação da sociedade civil. Moradores das comunidades contempladas poderão acompanhar a execução das iniciativas e apresentar demandas para que as ações sejam ajustadas de acordo com as necessidades locais, fortalecendo o diálogo entre população e governo.

Apesar da criação da política e das novas estruturas de gestão, o início efetivo da execução ainda depende da aprovação do Plano Estratégico de Reocupação Territorial pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta foi encaminhada pelo governo fluminense à Corte em dezembro, mas ainda não há previsão para a análise do documento.

Após o eventual aval do STF, o governo pretende elaborar um plano tático, que estabelecerá a sequência das intervenções, como obras de infraestrutura e demais ações previstas, seguido de um plano operacional voltado à manutenção permanente das atividades e da presença do Estado nas regiões recuperadas.

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Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a proposta vai além das operações policiais e busca garantir que serviços públicos, concessionárias e demais órgãos governamentais possam atuar de forma contínua nas comunidades. A elaboração do projeto foi baseada em estudos realizados por instituições como o Instituto Data Favela, a CUFA e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, enquanto o governo conclui a fase de preparação do plano tático que dará sequência à iniciativa.

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Benedita da Silva destaca força da cultura e reforça parceria com Lula e Jandira na defesa do setor cultural

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Deputada relembra atuação na aprovação da Lei Aldir Blanc e afirma que a cultura é instrumento de resistência, identidade e transformação social.

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) afirmou que a cultura popular é um dos principais pilares da identidade do povo fluminense e desempenha papel essencial na transformação social do estado. Segundo a parlamentar, as manifestações culturais representam as raízes, a resistência e a força de um povo que, há séculos, preserva suas tradições por meio da arte, da música, da dança e do conhecimento popular.

As declarações foram feitas após um evento realizado no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, onde Benedita participou de uma noite dedicada à valorização da cultura brasileira ao lado da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ). A parlamentar classificou o encontro como emocionante e ressaltou a trajetória de parceria entre as duas em diversas pautas culturais no Congresso Nacional.

Durante a manifestação, Benedita recordou o trabalho conjunto na criação da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, aprovada durante a pandemia da Covid-19 para garantir apoio financeiro ao setor cultural. A deputada também destacou que presidiu a Comissão Especial responsável pela análise da proposta na Câmara dos Deputados, contribuindo para a aprovação da legislação.

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Na avaliação da parlamentar, a Lei Aldir Blanc representou o maior mecanismo de auxílio financeiro já destinado ao segmento cultural no Brasil, oferecendo suporte a artistas, produtores, grupos culturais e trabalhadores que enfrentaram dificuldades em razão da paralisação das atividades culturais durante a crise sanitária.

Benedita também reafirmou seu alinhamento político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que permanece ao lado do governo federal e de Jandira Feghali na defesa de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cultura, da soberania nacional e da valorização das manifestações populares brasileiras.

Ao encerrar sua mensagem, a deputada reforçou que continuará atuando em defesa do patrimônio cultural do país, destacando que preservar as raízes populares significa reconhecer a história e a contribuição daqueles que construíram o Brasil por meio da arte, da criatividade e da resistência cultural.

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