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PF aponta Weverton Rocha como articulador de suposto esquema de descontos ilegais em aposentadorias

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Decisão de André Mendonça detalha suspeitas que levaram à nova fase da Operação Sem Desconto, com buscas no Maranhão e no DF – Foto: Ascom/ 21/ 02/ 2020

A Polícia Federal atribuiu ao senador Weverton Rocha (PDT-MA) um papel estratégico em um suposto esquema de descontos irregulares aplicados sobre aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), cujo sigilo foi levantado nesta terça-feira (4).

Segundo a decisão, o parlamentar teria exercido funções consideradas essenciais para o funcionamento da organização investigada. Entre as atribuições apontadas pela Polícia Federal estão a definição de demandas, a indicação de beneficiários, o acompanhamento da movimentação de recursos, além de suposta interferência em negociações patrimoniais e administrativas relacionadas ao grupo.

A nova etapa da Operação Sem Desconto resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados no Distrito Federal e no Maranhão. A ofensiva tem como objetivo reunir novos elementos sobre a estrutura financeira e operacional do esquema investigado.

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Outro nome citado na decisão é o do advogado Willer Tomaz, apontado pelos investigadores como um dos responsáveis por dar suporte às atividades do grupo. Conforme o documento do STF, ele manteria ligação com empresas, imóveis, aeronaves, operadores financeiros e interlocutores políticos que integrariam a estrutura investigada.

As investigações indicam que o esquema utilizaria mecanismos sofisticados para ocultar a origem e a movimentação dos recursos obtidos por meio dos descontos considerados indevidos. A Polícia Federal afirma ter identificado indícios de operações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas pelos envolvidos.

De acordo com os investigadores, a suposta organização recorria ao uso de empresas de fachada, pessoas interpostas, contas bancárias de terceiros e movimentações frequentes em dinheiro vivo para dificultar o rastreamento dos valores. O caso segue sob investigação no Supremo Tribunal Federal, e os envolvidos ainda poderão apresentar suas defesas ao longo do processo.

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MP aciona Prefeitura do Recife e concessionária por supostas irregularidades em parques públicos

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Ação pede reconstrução de pista de bicicross, questiona publicidade de apostas e cobra preservação da função social dos espaços – Foto: Acervo/TV Globo

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ingressou com uma ação civil pública contra a Prefeitura do Recife e a concessionária Viva Parques, alegando uma série de irregularidades na administração dos parques Jaqueira, Santana, Dona Lindu e Apipucos. A ação busca responsabilizar os envolvidos por danos morais coletivos e por supostos descumprimentos do contrato de concessão firmado para a gestão dos espaços públicos.

Segundo o MPPE, a principal controvérsia envolve a demolição da tradicional pista de bicicross do Parque da Jaqueira, existente há mais de quatro décadas. Para o órgão, a estrutura possuía valor esportivo, histórico e cultural, sendo parte da identidade do parque e da cidade do Recife.

Na ação, o Ministério Público pede que a Justiça determine a reconstrução da pista com as mesmas características anteriores, além de exigir que futuras intervenções que alterem equipamentos públicos sejam precedidas de consultas e participação popular.

Os promotores sustentam que a substituição da pista por um projeto voltado à exploração gastronômica altera a finalidade original do parque e privilegia interesses comerciais em detrimento do acesso gratuito e democrático da população ao espaço público.

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Outro ponto destacado é a realização de eventos pagos em áreas dos parques. O MPPE argumenta que festivais e atividades com cobrança de ingressos criam restrições temporárias de acesso, contrariando o princípio de uso livre dos equipamentos públicos e limitando o direito da população de usufruir dos espaços.

A ação também questiona a instalação de publicidade considerada irregular dentro do Parque da Jaqueira, especialmente anúncios de casas de apostas esportivas. Segundo o Ministério Público, esse tipo de propaganda seria incompatível com um ambiente frequentado diariamente por crianças, adolescentes e famílias.

Além disso, o órgão aponta que parte das peças publicitárias teria sido instalada em área de proteção patrimonial sem as autorizações necessárias dos órgãos responsáveis, o que poderia representar violação das normas urbanísticas e ambientais vigentes.

O MPPE também pede a anulação de dispositivos do regulamento de uso dos parques que restringem manifestações políticas, reuniões públicas e cultos religiosos. Na avaliação das promotoras, tais limitações afrontam direitos garantidos pela Constituição Federal e extrapolam as competências de uma concessionária privada.

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Na esfera financeira, o Ministério Público solicita que a Prefeitura do Recife instaure procedimento administrativo para apurar eventual descumprimento contratual por parte da empresa responsável pela concessão. O valor atribuído à causa é de aproximadamente R$ 6 milhões.

Em resposta, a Viva Parques informou que ainda não havia sido formalmente citada pela Justiça, mas afirmou que todas as intervenções foram realizadas dentro dos procedimentos administrativos previstos, em diálogo com os órgãos públicos e acompanhadas por estudos técnicos. A empresa também defendeu que os investimentos ampliaram a infraestrutura esportiva e mantiveram o acesso gratuito aos parques.

Já a Prefeitura do Recife declarou que irá analisar os questionamentos apresentados pelo Ministério Público no âmbito da ação judicial. A administração municipal ressaltou que os parques continuam sendo patrimônio público e afirmou que a concessão envolve apenas a gestão dos serviços e investimentos, permanecendo sob fiscalização do município.

O caso agora seguirá sob análise da Justiça pernambucana. A Vara da Fazenda Pública responsável pelo processo concedeu prazo para que Prefeitura e concessionária apresentem suas manifestações antes de decidir sobre os pedidos de liminar formulados pelo Ministério Público.

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