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CPI amplia investigação e chama Cláudio Castro e Ibaneis Rocha para depor sobre caso envolvendo banco
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CPI do Crime Organizado avança e convoca ex-governadores em investigação sobre esquema financeiro envolvendo banco – Foto: Reprodução/ Metrópoles
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado deu um novo passo nas investigações ao aprovar a convocação de dois ex-governadores: Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha, do Distrito Federal. A medida amplia o alcance das apurações sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo instituições bancárias e possíveis práticas de lavagem de dinheiro.
O foco da comissão é aprofundar a análise de operações ligadas ao chamado “caso Master”, que levanta indícios de movimentações suspeitas e uso de estruturas financeiras para ocultar recursos de origem ilícita. A convocação de autoridades que já estiveram à frente de governos estaduais é vista como estratégica para esclarecer decisões administrativas e políticas tomadas no período investigado.
De acordo com o relator da CPI, senador Alessandro Vieira, o depoimento de Ibaneis Rocha deve ajudar a esclarecer como foram conduzidas decisões do Governo do Distrito Federal relacionadas ao Banco de Brasília (BRB) e às negociações com o Banco Master. Há suspeitas de que escolhas feitas dentro da gestão possam ter favorecido interesses do grupo investigado.
No caso do Rio de Janeiro, a justificativa para a convocação de Cláudio Castro está no histórico do estado, frequentemente apontado como um dos principais cenários de atuação de organizações criminosas sofisticadas. Para o relator, ouvir o ex-governador é essencial para compreender possíveis falhas, omissões ou interferências no combate a essas estruturas.
Apesar de a convocação em CPIs ter caráter obrigatório, é comum que os convocados recorram à Justiça para evitar comparecimento ou para garantir o direito de permanecer em silêncio durante os depoimentos. O Supremo Tribunal Federal (STF) já firmou entendimento permitindo que investigados não respondam a perguntas que possam incriminá-los.
A comissão também enfrentou um imprevisto nesta fase dos trabalhos: o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não compareceu ao depoimento que estava previsto para ocorrer na mesma sessão em que as convocações foram aprovadas.
Com a decisão da CPI, caberá agora à presidência do colegiado definir as datas dos depoimentos. Os ex-governadores deverão ser oficialmente notificados nos próximos dias para prestar esclarecimentos.
Paralelamente, os parlamentares analisam novos requerimentos que incluem pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados, o que pode ampliar significativamente o escopo das investigações nas próximas semanas.
A CPI tem prazo determinado para funcionamento, mas pode ser prorrogada, caso os integrantes considerem necessário aprofundar ainda mais as apurações sobre o possível esquema financeiro e suas ramificações políticas.
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Lindbergh Farias diz que bolsonarismo “está desmoronando” após Lula abrir vantagem no Datafolha
Deputado afirma que eleitorado começou a reagir após denúncias ligadas ao filme “Dark Horse” – Foto: Kayo Magalhães/ CdosD/ Ricardo Stuckert/ Geraldo Magela/ Agência Senado
O deputado federal Lindbergh Farias afirmou nesta sexta-feira que o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais representa uma resposta do eleitorado brasileiro diante das polêmicas envolvendo aliados da extrema direita nas últimas semanas.
A declaração ocorreu após a divulgação de uma nova pesquisa do Datafolha, que aponta vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro em cenários de disputa presidencial. Segundo o parlamentar petista, o resultado mostra que parte da população começou a questionar narrativas espalhadas nas redes sociais e a relacionar recentes escândalos políticos ao grupo bolsonarista.
Em publicação feita na rede X, Lindbergh associou o crescimento de Lula ao caso envolvendo o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado destacou que o episódio ganhou repercussão após surgirem informações sobre negociações milionárias envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
De acordo com reportagens divulgadas pela imprensa nacional, o projeto cinematográfico teria recebido um financiamento estimado em R$ 134 milhões. Parte do valor já teria sido liberada durante as negociações. O caso passou a chamar atenção após investigações da Polícia Federal apontarem suspeitas de movimentações financeiras consideradas irregulares dentro do sistema bancário.
Lindbergh afirmou que o cenário político começa a mudar à medida que novas informações vêm sendo divulgadas. Segundo ele, o eleitorado estaria “ligando os pontos” diante das denúncias e dos desdobramentos envolvendo integrantes do grupo bolsonarista. O deputado ainda declarou que a vantagem de Lula nas pesquisas demonstra desgaste da oposição em meio às investigações.
Enquanto isso, Daniel Vorcaro segue no centro das apurações conduzidas pela Polícia Federal. O empresário é investigado em um suposto esquema de fraudes financeiras que teria movimentado bilhões de reais. Informações divulgadas pela imprensa apontam ainda que ele tenta negociar um acordo de colaboração premiada, mas a proposta inicial apresentada pela defesa teria sido rejeitada pelas autoridades federais.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também continua enfrentando forte pressão política e jurídica. Aliados avaliam que os recentes episódios podem impactar diretamente o cenário eleitoral de 2026, principalmente diante do crescimento de Lula nas pesquisas e da repercussão negativa envolvendo figuras próximas ao bolsonarismo.
A VERDADE TÁ VINDO À TONA!
Depois do escândalo do “Dark Horse”, o povo começou a ligar os pontos o resultado apareceu na pesquisa. Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro enquanto o castelo de mentiras deles vai desmoronando.
Quando a verdade aparece, o Brasil responde. E… pic.twitter.com/NPOaxCcCIr
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) May 22, 2026
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