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Rodrigo Pacheco deixa STF para trás e intensifica articulação para disputar governo de Minas em 2026

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Senador mineiro muda foco político após ficar fora do Supremo e amplia movimentações de olho no Palácio Tiradentes – Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco passou a concentrar suas articulações políticas na possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Após perder força nos bastidores para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o parlamentar agora mira o cenário estadual e tenta construir alianças para fortalecer seu nome no maior colégio eleitoral do Sudeste.

Nos corredores de Brasília, aliados afirmam que a discussão sobre uma eventual ida de Pacheco ao STF já foi encerrada. A avaliação é de que o senador decidiu virar a página após não ser escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga aberta na Corte. Com isso, o foco passou a ser exclusivamente a construção de um projeto político em Minas.

Durante as negociações envolvendo a sucessão no Supremo, Rodrigo Pacheco chegou a ser tratado como um dos nomes mais cotados. O senador contava, inclusive, com apoio de figuras influentes do Congresso, entre elas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Apesar disso, Lula optou por outro caminho político, frustrando expectativas de aliados próximos ao mineiro.

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A indefinição envolvendo a vaga no STF ganhou ainda mais repercussão após a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal. O episódio aumentou a instabilidade em torno da escolha para a Suprema Corte e reforçou a estratégia de Pacheco de priorizar sua atuação em Minas Gerais.

Nos últimos dias, interlocutores do senador intensificaram conversas com lideranças políticas, prefeitos e representantes de partidos no estado. O objetivo é ampliar a presença regional de Pacheco e consolidar uma base de apoio capaz de colocá-lo entre os principais nomes da disputa estadual de 2026.

Pesquisas recentes já colocam Rodrigo Pacheco entre os nomes competitivos na corrida pelo governo mineiro. Levantamento divulgado nesta semana mostra o senador aparecendo atrás de pré-candidatos mais consolidados, como Cleitinho Azevedo e Alexandre Kalil, enquanto o atual governador Mateus Simões também tenta ampliar espaço no cenário eleitoral.

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Lula lança nova fase do Move Brasil e amplia crédito bilionário para caminhoneiros e empresas de transporte

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Programa federal passa a financiar ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários com promessa de juros menores – Foto: Ricardo Stuckert

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira uma nova etapa do programa Move Brasil, iniciativa criada para modernizar o transporte rodoviário nacional e incentivar a renovação da frota brasileira. A medida amplia o alcance do programa, que antes era voltado apenas para caminhões, e agora também inclui ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

O lançamento ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, reunindo ministros, representantes de bancos públicos e lideranças do setor de transporte. A proposta do governo é facilitar o acesso ao crédito para caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas, estimulando a troca de veículos antigos por modelos mais modernos e econômicos.

Para viabilizar a nova etapa do programa, o governo federal anunciou um pacote de R$ 21,2 bilhões em financiamentos. Os recursos serão operados pelo BNDES e terão condições especiais de pagamento, incluindo taxas de juros reduzidas, maior prazo de carência e financiamento estendido em até 10 anos para determinadas categorias.

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Durante o evento, Lula afirmou que o objetivo do programa é fortalecer quem trabalha diariamente nas estradas brasileiras e enfrenta dificuldades para manter veículos em boas condições. Segundo o presidente, a intenção é reduzir custos para os profissionais do transporte e melhorar a segurança nas rodovias.

Além da renovação da frota, o governo também prometeu criar espaços adequados para descanso de caminhoneiros em rodovias concedidas. A previsão é que dezenas de pontos de apoio sejam construídos em diferentes regiões do país, oferecendo mais segurança e estrutura para os motoristas durante as viagens.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que a substituição de veículos antigos deve trazer impactos positivos para o meio ambiente e para a saúde pública. Segundo ele, caminhões e ônibus novos emitem menos poluentes e contam com tecnologias mais avançadas para prevenção de acidentes.

Representantes do governo também defenderam que a medida ajudará a movimentar a indústria automotiva nacional, estimulando fábricas, concessionárias e fabricantes de implementos rodoviários. A expectativa é de geração de empregos e fortalecimento da economia em vários estados brasileiros.

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Outro ponto defendido pelo governo é a sustentabilidade. Quem aderir ao programa entregando veículos antigos para reciclagem poderá ter acesso a condições ainda mais vantajosas de financiamento, incentivando a retirada de veículos ultrapassados de circulação.

Dados apresentados durante a cerimônia apontam que a primeira fase do Move Brasil teve alta procura e consumiu rapidamente os recursos disponibilizados inicialmente. O governo avalia que o interesse do setor demonstra a necessidade de ampliar investimentos para atender caminhoneiros e empresários do transporte.

Com a nova etapa do programa, o Palácio do Planalto aposta em uma ofensiva para modernizar o transporte rodoviário brasileiro, reduzir custos logísticos e fortalecer uma das áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico do país.

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