Região Centro-oeste
Governo Lula intensifica articulação para aprovar Jorge Messias no STF e enfrenta resistência no Senado
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Planalto mobiliza ministros e senadores enquanto oposição tenta barrar indicação – Foto: Reprodução/ IA
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a articulação política para garantir a aprovação do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia envolve negociações diretas com senadores e mobilização de ministros para assegurar votos suficientes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde ocorre a sabatina do indicado.
Nos bastidores, a condução das tratativas está sob responsabilidade dos senadores Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues, que atuam na consolidação de apoio dentro da base aliada. O objetivo é reduzir resistências e garantir um ambiente favorável para o avanço da indicação no Senado.
Além da atuação no Congresso, ministros também foram acionados para reforçar a estratégia. O titular do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, deve se dedicar à articulação política às vésperas da sabatina. Já o senador Camilo Santana participa das conversas com parlamentares, ampliando o diálogo com diferentes bancadas.
Enquanto o governo trabalha para consolidar maioria, a oposição se organiza para dificultar a aprovação. Entre os senadores que atuam contra a indicação estão Rogério Marinho, Marcos Pontes, Jorge Seif, Marcos Rogério e Izalci Lucas. O senador Eduardo Girão já declarou voto contrário e deve adotar postura crítica durante a sabatina.
Apesar do cenário de disputa, o presidente da CCJ, Otto Alencar, afirmou que a análise será conduzida dentro da normalidade institucional, cabendo ao Senado avaliar o indicado independentemente de posicionamentos políticos.
Indicado por Lula ainda no ano passado, Jorge Messias teve o nome oficialmente enviado ao Senado no início de abril. Durante esse período, ele realizou reuniões com a maioria dos parlamentares na tentativa de construir apoio político e reduzir resistências.
Para ser aprovado ao STF, o indicado precisa de pelo menos 41 votos favoráveis no plenário do Senado. A base governista trabalha com expectativa de alcançar entre 48 e 52 votos, mas o resultado final dependerá do desempenho de Messias na sabatina e da consolidação dos apoios até a votação.
Região Centro-oeste
Ministro Flávio Dino libera à Polícia Federal dados de operação que atingiu produtora de filme sobre Bolsonaro
Ministro autorizou investigadores a acessarem materiais apreendidos em ação contra produtora e entidades ligadas ao longa “Dark Horse” – Foto: Gustavo Moreno/ STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a utilizar informações e documentos recolhidos durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que teve entre os alvos a produtora Karina Ferreira da Gama. Ela está envolvida na produção de “Dark Horse”, filme que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após solicitação da PF, que investiga a possível utilização de recursos provenientes de emendas parlamentares no projeto cinematográfico.
A investigação paulista, realizada em junho, alcançou Karina, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go Up Entertainment, empresa responsável pela produção do longa. As buscas ocorreram tanto nas sedes das organizações quanto em dois imóveis residenciais relacionados à produtora.
Apesar de a apuração conduzida pela Polícia Civil ter origem diferente da investigação federal, o material apreendido poderá agora ser analisado pelos agentes da PF. Os investigadores buscam identificar a movimentação dos recursos e esclarecer se dinheiro público destinado a entidades vinculadas ao projeto acabou sendo empregado, direta ou indiretamente, na realização do filme.
Em São Paulo, a investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos relacionados a um contrato celebrado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo. Foi justamente no decorrer dessa operação que documentos, equipamentos e outros dados de interesse investigativo foram recolhidos e passaram a despertar a atenção da Polícia Federal.
Outro ponto sob análise envolve emendas parlamentares encaminhadas para organizações relacionadas ao caso. Cinco parlamentares aparecem no contexto da apuração, entre eles o deputado federal Mário Frias, que destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil em 2024. A PF procura estabelecer o caminho percorrido pelo dinheiro e verificar se houve alguma ligação entre esses recursos e os custos da produção cinematográfica.
Com a autorização de Dino, a Polícia Federal passa a contar com um volume maior de informações para confrontar documentos, transações e demais elementos já reunidos no inquérito. Mário Frias, por sua vez, declarou em maio que as emendas de sua autoria destinadas ao Instituto Conhecer Brasil não tiveram como finalidade financiar “Dark Horse”. A investigação deverá determinar se houve ou não emprego de recursos públicos na produção do filme sobre Bolsonaro.
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