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Irã anuncia ataque contra instalação militar dos EUA na Síria e amplia tensão no Oriente Médio

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Guarda Revolucionária afirma ter atingido centro de operações em al-Tanf e faz novas ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz – Foto: Reprodução/ IA

O governo iraniano anunciou por meio da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que realizou um ataque contra um centro de comando de operações especiais dos Estados Unidos na região de al-Tanf, no sul da Síria. Segundo Teerã, a ofensiva foi uma resposta à morte de militares iranianos registrada recentemente na cidade de Iranshahr, no sudeste do país.

As informações foram divulgadas inicialmente pela imprensa estatal iraniana e repercutidas por agências internacionais. Até o momento, porém, a versão apresentada pelo Irã não foi confirmada de forma independente, e autoridades norte-americanas e sírias ainda não divulgaram posicionamentos oficiais sobre a suposta ação militar.

Além da ofensiva anunciada, a Guarda Revolucionária voltou a endurecer o discurso em relação ao tráfego marítimo no Golfo Pérsico. O comando militar afirmou que o Irã possui condições de controlar o Estreito de Ormuz e advertiu que a passagem poderá ser comprometida caso continuem ocorrendo ações militares dos Estados Unidos contra interesses iranianos.

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O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas estratégicas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Qualquer ameaça ao fluxo de embarcações na região costuma provocar preocupação nos mercados internacionais devido ao impacto potencial sobre o abastecimento global de energia.

A situação também chama atenção porque a área de al-Tanf ocupa uma posição estratégica na fronteira entre Síria, Iraque e Jordânia. Embora militares americanos tenham informado anteriormente a conclusão da retirada de tropas da base, o local continua sendo um ponto de grande relevância para o monitoramento da segurança regional.

Com o novo episódio, cresce a apreensão da comunidade internacional sobre uma possível ampliação das tensões no Oriente Médio. Especialistas acompanham os desdobramentos do caso diante do risco de novos confrontos militares e de possíveis reflexos na estabilidade da região e no mercado internacional de energia.

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Nova organização liderada pela China busca estabelecer regras mundiais para a inteligência artificial

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Nova entidade terá sede em Xangai, reúne 29 países fundadores e pretende estabelecer regras internacionais para o desenvolvimento ético – Crédito: Brasil 247/ Dall-E

A China deu mais um passo para ampliar sua influência no cenário tecnológico mundial ao oficializar a criação da Organização Mundial para Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO). O anúncio foi feito pelo presidente Xi Jinping durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC 2026), realizada em Xangai, consolidando a estratégia chinesa de fortalecer a cooperação internacional no desenvolvimento da inteligência artificial.

A nova instituição nasce como uma organização intergovernamental independente e contará com sede permanente em Xangai. Antes do anúncio oficial, representantes de 29 países assinaram o acordo constitutivo da entidade, tornando-se membros fundadores da iniciativa voltada à colaboração científica, tecnológica e regulatória no setor.

Durante seu pronunciamento, Xi Jinping destacou que a inteligência artificial representa uma das maiores transformações tecnológicas da atualidade e afirmou que seu desenvolvimento deve ocorrer de forma equilibrada entre as nações. Segundo o líder chinês, a construção de normas globais precisa envolver ampla participação internacional para garantir benefícios compartilhados e reduzir desigualdades no acesso às novas tecnologias.

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A criação da WAICO ocorre em um momento de forte disputa entre China e Estados Unidos pela liderança da inteligência artificial. Enquanto Washington mantém restrições à exportação de tecnologias consideradas estratégicas para empresas chinesas, Pequim amplia investimentos em pesquisa, produção de semicondutores, modelos de linguagem e inovação voltada à IA.

Entre as prioridades da nova organização está o fortalecimento da participação dos países em desenvolvimento na formulação das futuras regras internacionais para o setor. A proposta busca incentivar o compartilhamento de conhecimento, ampliar programas de capacitação técnica e estimular a cooperação entre universidades, centros de pesquisa e governos.

O Brasil integra o grupo de países que participaram da criação da entidade, reforçando sua aproximação com iniciativas multilaterais voltadas ao avanço tecnológico. A organização permanece aberta à adesão de novos membros e pretende ampliar a cooperação com diferentes regiões do mundo, incluindo blocos como BRICS, ASEAN e União Africana.

Além da formalização da WAICO, Xi Jinping anunciou programas destinados à formação de milhares de profissionais em inteligência artificial nos países em desenvolvimento. A iniciativa faz parte de uma estratégia para reduzir o chamado “abismo tecnológico”, oferecendo oportunidades de qualificação e intercâmbio científico entre as nações participantes.

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A Conferência Mundial de Inteligência Artificial, que segue até 20 de julho em Xangai, reúne líderes políticos, pesquisadores, empresas de tecnologia e especialistas de diversos países. Com mais de mil empresas expositoras apresentando avanços em robótica, computação avançada, semicondutores e modelos de IA, o evento marca um momento histórico para a governança global da inteligência artificial, colocando a nova organização no centro das discussões sobre o futuro das tecnologias estratégicas no cenário internacional.

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