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“Tem coragem?”: Erika Hilton desafia Flávio Bolsonaro a defender abertura dos sigilos e eleva pressão sobre senador no caso Banco Master

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Deputada do PSOL acompanha cobrança feita por Lula por transparência nas investigações e pressiona senador: “Tem coragem?”

A crise política em torno das investigações envolvendo o Banco Master ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) decidiu direcionar publicamente a pressão ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cobrando que o parlamentar também se manifeste favoravelmente à retirada completa do sigilo das apurações.

A manifestação ocorreu depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender que as informações relacionadas ao caso sejam abertas integralmente. Nas redes sociais, Erika afirmou que concorda com a posição do presidente e questionou diretamente se Flávio Bolsonaro estaria disposto a assumir a mesma postura diante das investigações.

Em tom provocativo, a deputada perguntou se o senador teria “coragem” de pedir a quebra do sigilo. A declaração amplia a dimensão política do episódio e coloca Flávio Bolsonaro no centro de uma cobrança pública por transparência, justamente em um momento de forte repercussão das investigações e de crescente disputa entre diferentes grupos políticos sobre a condução do caso.

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Lula, por sua vez, classificou o episódio envolvendo o Banco Master como “o maior crime financeiro da história do Brasil” e criticou a divulgação fragmentada de informações. Para o presidente, vazamentos seletivos podem interferir diretamente no ambiente político e eleitoral, motivo pelo qual defendeu que os dados das investigações sejam apresentados de maneira ampla, independentemente de quem venha a ser atingido.

O debate ganhou ainda mais força após decisões envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal e a direção da Polícia Federal. Entre os acontecimentos que aumentaram a tensão institucional estão decisões relacionadas ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, além de divergências atribuídas aos ministros André Mendonça e Flávio Dino no tratamento dos desdobramentos das apurações.

Ao defender a abertura integral das investigações, Lula também mencionou a Operação Spoofing como exemplo de divulgação de informações de interesse público. Erika Hilton aproveitou a posição presidencial para elevar a pressão sobre Flávio Bolsonaro e transformar a transparência no caso Banco Master em mais um ponto de confronto político, cobrando que o senador diga publicamente se também apoia a retirada completa dos sigilos.

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Edson Fachin assume controle da crise no STF, tira Alexandre de Moraes de inquérito e intervém em disputa sobre comando da Polícia Federal

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Presidente concentra decisões em meio ao embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, mantém Andrei na PF e marca julgamento – Foto: Alejandro Zambrana/ STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu assumir diretamente a condução de questões que provocaram uma das maiores turbulências recentes dentro da Corte. Em uma sequência de medidas, Fachin retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, interferiu na disputa envolvendo o comando da Polícia Federal e convocou o plenário para analisar o relatório que contém mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e encaminhadas ao ministro Moraes.

Uma das principais mudanças ocorreu no inquérito das fake news, instaurado em 2019. Moraes deixa de comandar a investigação, que passa para as mãos do próprio presidente do Supremo. Apesar da mudança, os atos praticados anteriormente continuam válidos, assim como as ações penais já abertas e relacionadas ao inquérito.

A decisão também pode representar o início do encerramento da investigação. Fachin determinou que o inquérito e procedimentos relacionados retornem à Presidência do STF, de onde poderão ser encaminhados à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para que sejam adotadas as providências previstas em lei, incluindo eventual oferecimento de denúncia ou pedido de arquivamento.

Outra frente aberta pelo presidente da Corte envolve o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes. Fachin convocou uma sessão extraordinária do plenário do Supremo para a próxima terça-feira, dia 15, às 10 horas, quando os ministros deverão analisar o processo relacionado ao documento, que teve o sigilo retirado por decisão de André Mendonça.

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A crise ganhou ainda mais força por causa da disputa em torno do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em apenas 24 horas, decisões diferentes tomadas por ministros do Supremo provocaram uma situação incomum: Mendonça determinou o afastamento de Andrei, enquanto Flávio Dino, posteriormente, decidiu pela sua reintegração ao comando da corporação.

Diante do choque entre as decisões, Fachin entrou diretamente no caso. O presidente suspendeu os efeitos dos despachos conflitantes e manteve Andrei Rodrigues no cargo enquanto a Presidência do Supremo analisa a controvérsia. Para Fachin, a sequência de determinações contraditórias criou um conflito judicial que precisava ser interrompido para evitar maior instabilidade institucional.

Andrei Rodrigues também foi intimado a apresentar informações no prazo de 48 horas. Somente depois desses esclarecimentos a Presidência do STF deverá analisar novamente sua permanência à frente da Polícia Federal. André Mendonça, por sua vez, também deverá prestar informações dentro do prazo estabelecido pela Corte.

O confronto ganhou proporções maiores após Mendonça afirmar que teria sido submetido a um monitoramento sistemático pela área de inteligência da Polícia Federal. Segundo o ministro, pelo menos seis relatórios teriam sido produzidos entre 3 e 31 de agosto contendo informações sobre sua atuação e também sobre sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Mendonça classificou a situação como um monitoramento ilícito.

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Alexandre de Moraes, por outro lado, havia apontado a existência de possíveis irregularidades envolvendo a condução de investigações relacionadas às fraudes no Banco Master e no INSS. A crise entre os ministros acabou chegando ao próprio inquérito das fake news, mas Fachin determinou que as informações referentes à conduta de Mendonça fossem retiradas daquele procedimento e passassem a tramitar separadamente sob responsabilidade da Presidência.

Com a concentração dessas questões em seu gabinete, Fachin tenta impedir que decisões individuais e divergentes aprofundem a divisão dentro do Supremo. A retirada de Moraes da relatoria do inquérito, a intervenção na disputa sobre Andrei Rodrigues, a centralização de procedimentos envolvendo ministros e a convocação do julgamento sobre as mensagens de Vorcaro colocam o presidente do STF no centro da tentativa de administrar uma crise que ultrapassou divergências jurídicas e passou a atingir diretamente as relações internas da mais alta Corte do país. 

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