Política Destaque
Prefeitura do Rio de Janeiro investiga possível fraude no sistema do IPTU após suspeita de captura de senhas
Política Destaque
Mais de 200 imóveis podem ter sido impactados por suspeita de fraude no IPTU do Rio – Foto: Arquivo/ Prefeitura Rio
A Prefeitura do Rio de Janeiro abriu uma sindicância interna para investigar uma possível tentativa de fraude no sistema do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). A apuração teve início após a identificação de um dispositivo eletrônico suspeito instalado em um computador utilizado no atendimento do plantão fiscal.
De acordo com informações preliminares, o equipamento teria sido utilizado para capturar dados sensíveis, como logins e senhas de servidores públicos, o que levantou preocupações sobre o uso indevido de credenciais funcionais dentro do sistema da Secretaria Municipal de Fazenda.
As suspeitas indicam que o acesso irregular pode ter permitido alterações em cadastros de imóveis. Relatos apontam que mais de 200 matrículas imobiliárias teriam sido modificadas, o que poderia ter impactado diretamente os valores cobrados de IPTU.
O caso veio à tona após um contribuinte identificar uma redução inesperada no valor do imposto e procurar esclarecimentos junto à prefeitura. A partir dessa denúncia, foi iniciada uma verificação interna que acabou levando à descoberta do dispositivo no computador do setor fiscal.
Há indícios de que ao menos sete servidores possam ter tido suas credenciais expostas, o que amplia a preocupação sobre a extensão do possível comprometimento do sistema. Um servidor público e um despachante aparecem como suspeitos de envolvimento no caso, que segue sob investigação.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Fazenda afirmou que a ocorrência é considerada pontual e isolada, sem evidências de que haja uma prática generalizada. Segundo o órgão, o dispositivo foi identificado em apenas um equipamento e a situação foi rapidamente controlada.
A pasta também declarou que não há indícios de acesso indevido ao sistema do IPTU nem de vazamento de dados de contribuintes. Ainda assim, a sindicância foi instaurada para aprofundar a apuração dos fatos e identificar eventuais responsabilidades.
Sobre a possível alteração nos valores do imposto, a secretaria informou que, até o momento, não foram encontrados elementos que comprovem irregularidades, reforçando o compromisso com a segurança das informações fiscais e a transparência na gestão pública.
Política Destaque
Lavagem de dinheiro: Chico Alencar aciona PGR e pede investigação contra Mário Frias por suposto esquema de rachadinha
O parlamentar também solicita quebra de sigilo bancário dos envolvidos, depoimentos de assessores e familiares citados – Foto: Chicoalencar.com
O deputado federal Chico Alencar apresentou uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República solicitando a abertura de investigação contra o deputado Mário Frias por suspeita de participação em um possível esquema de rachadinha dentro do gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados.
De acordo com o documento encaminhado à PGR, a denúncia envolve supostas movimentações financeiras realizadas por uma ex-assessora do gabinete, identificada como Gardênia Morais, que trabalhou com Frias entre os anos de 2023 e 2024. A representação aponta indícios de crimes como peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e concussão.
Segundo a acusação, a ex-servidora recebia salários pagos pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, faria transferências bancárias para pessoas ligadas ao núcleo político do parlamentar. Entre os nomes citados estão o ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo e familiares dele, que teriam recebido valores superiores a R$ 35 mil por meio de PIX e outras operações financeiras.
O pedido também menciona pagamentos relacionados à família de Mário Frias. Entre os pontos destacados estão uma fatura de cartão de crédito da esposa do deputado, Juliana Frias, além de uma transferência via PIX destinada à mãe do parlamentar. Os autores da representação sustentam que as movimentações precisam ser investigadas para esclarecer a origem e o destino dos recursos.
Outro trecho do documento relata que a ex-assessora teria contratado empréstimos consignados que somariam cerca de R$ 174 mil. Parte desse dinheiro, segundo a denúncia, teria sido repassada a integrantes do gabinete. A representação ainda cita um saque em espécie de quase R$ 50 mil, operação considerada suspeita e apontada como possível tentativa de ocultar o destino final dos valores movimentados.
Na ação protocolada na PGR, Chico Alencar pede a abertura de notícia de fato e a análise da instauração de inquérito no Supremo Tribunal Federal. O parlamentar também solicita quebra de sigilo bancário dos envolvidos, depoimentos de assessores e familiares citados, além do envio do caso ao Tribunal de Contas da União e à Mesa Diretora da Câmara para eventual adoção de medidas administrativas e disciplinares.
-
Região Sul5 dias atrásPaulo Pimenta dispara contra Flávio Bolsonaro e diz que aliados devem “abandonar barco” após crise do BM
-
Região Centro-oeste5 dias atrásLula lança programa de R$ 30 bilhões para ajudar taxistas e motoristas de aplicativo a comprar carro próprio
-
Região Sul6 dias atrásMoro passa vergonha após Flávio Bolsonaro admitir encontro com Daniel Vorcaro em meio a escândalo do BM
-
Política Destaque6 dias atrásPesquisa Atlas mostra presidente Lula à frente em cenários para 2026 e aponta queda de Flávio Bolsonaro após crise com áudios


