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“Eu te amo em Cristo”: Após vaias em local de votação, Michelle Bolsonaro reage e entra em discussão com eleitora no Distrito Federal

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Candidata ao Senado foi alvo de manifestações ao chegar à seção eleitoral e respondeu a uma mulher durante confronto verbal – Foto: Isac Nóbrega/PR

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que concorre a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, protagonizou um momento de tensão neste domingo (4), durante sua passagem pelo local de votação em Brasília. Após ser recebida com vaias, Michelle discutiu com uma eleitora na saída da cabine, em episódio registrado por pessoas que acompanhavam a movimentação.

Michelle chegou à escola onde funciona sua seção eleitoral acompanhada da deputada federal Bia Kicis (PL-DF), também candidata ao Senado, e da governadora do Distrito Federal, Celina Leão. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o grupo ouviu manifestações contrárias enquanto entrava no estabelecimento para votar.

A situação ficou mais tensa depois que Michelle concluiu a votação. Uma mulher que estava no local dirigiu críticas à ex-primeira-dama e afirmou que ela “vai para o inferno”. Michelle reagiu à provocação e respondeu diversas vezes: “eu te amo em Cristo”, enquanto gesticulava e apontava o dedo na direção da eleitora.

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A discussão continuou e foi acompanhada por outras pessoas presentes na seção. Em resposta à declaração de Michelle, a mulher afirmou: “A sua mão é suja. Eu te odeio no inferno”. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram parte do confronto verbal e a movimentação formada em torno das duas durante o episódio.

Outras gravações mostram Michelle frente a frente com a eleitora, mantendo a discussão por alguns instantes antes de deixar o local. Até a divulgação das primeiras informações sobre o caso, a identidade da mulher envolvida no bate-boca não havia sido tornada pública.

O episódio acontece no dia em que Michelle Bolsonaro disputa uma das duas cadeiras do Distrito Federal no Senado Federal. Na reta final da campanha, levantamentos eleitorais colocavam a ex-primeira-dama entre os principais nomes da corrida, em uma eleição que também define presidente da República, governador, deputados federais e deputados distritais.

Veja o vídeo:

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Acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, segue sob análise no Supremo Tribunal Federal

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Caso surgiu durante a CPMI do INSS, foi levado à Polícia Federal e chegou ao Supremo – Foto: Vittor Sales/ Divulgação Campanha

A poucos dias da eleição presidencial, uma grave acusação envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), permanece como um dos episódios controversos de sua trajetória recente. Gaspar foi acusado por parlamentares de possível estupro de vulnerável, suspeita que ele rejeita de forma categórica e que ainda depende de esclarecimento pelas autoridades competentes.

O episódio ganhou repercussão em 27 de março, durante os momentos finais da CPMI do INSS. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke levaram o caso à Polícia Federal por meio de uma notícia de fato. A comunicação tratava de informações sobre um possível estupro de vulnerável e suposta tentativa de ocultação do episódio. Reportagem publicada na ocasião ressaltou que o documento apresentado pelos parlamentares não continha provas conclusivas da acusação.

Gaspar reagiu duramente às declarações e negou qualquer envolvimento no suposto crime. Posteriormente, o parlamentar apresentou material genético com o objetivo de contestar a suspeita de que teria mantido relação sexual e tido uma filha com uma adolescente que teria 13 anos à época dos fatos. O deputado sustenta que houve uma confusão de identidade envolvendo um parente.

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A disputa entre os parlamentares também chegou ao Supremo Tribunal Federal. Documento do STF registra que Gaspar apresentou queixa-crime contra Lindbergh e Soraya, atribuindo aos dois, em tese, crimes de calúnia e injúria. Na petição, a defesa do deputado relata que ele teria sido chamado de “estuprador” durante os trabalhos da CPMI e que posteriormente os parlamentares teriam feito declarações à imprensa imputando a ele o crime de estupro de vulnerável.

Paralelamente, a acusação passou a ser analisada pelas autoridades. Em agosto, a Procuradoria-Geral da República pediu novas diligências relacionadas ao caso. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, havia pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito, ainda dependente de decisão do ministro Gilmar Mendes. Gaspar entregou material genético e manteve sua posição de que a acusação é falsa.

Gilmar Mendes também determinou que Lindbergh Farias e Soraya Thronicke apresentassem informações que pudessem auxiliar na apuração, incluindo elementos relacionados às mensagens anexadas ao procedimento e registros de chamadas telefônicas. O ministro é responsável pela análise do caso no Supremo.

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A controvérsia voltou aos holofotes depois que Gaspar foi escolhido para integrar a chapa presidencial do PL. Flávio Bolsonaro anunciou oficialmente o deputado alagoano como candidato a vice em 5 de agosto. Enquanto reportagem da Folha de S.Paulo informou que a definição ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Gaspar havia sido escolhido por Flávio e Rogério Marinho meses antes.

Com a eleição presidencial na reta final, o caso continua cercado por versões conflitantes. De um lado, Lindbergh e Soraya levaram a suspeita às autoridades; de outro, Alfredo Gaspar nega categoricamente qualquer crime e adotou medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações. Até que as apurações sejam concluídas pelas autoridades competentes, a imputação contra o candidato a vice permanece uma acusação, e não uma constatação de culpa. As Informações e do Portal Brasil 247

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