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Escândalo na Alerj: Esposa de desembargador investigado é suspeita de receber mais de R$ 250 mil sem trabalhar
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Esposa de magistrado investigado por vazamento ao crime organizado teria recebido mais de R$ 250 mil sem atuação comprovada – Foto: Reprodução/ TV Globo
A Polícia Federal investiga um novo desdobramento envolvendo o caso do desembargador Macário Neto, preso sob suspeita de vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho. Desta vez, o foco das apurações recai sobre sua esposa, Flávia Ferraço, suspeita de ocupar um cargo fantasma na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Segundo os investigadores, Flávia teria sido nomeada durante a gestão do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), também alvo do mesmo inquérito. A suspeita é de que a nomeação tenha ocorrido por influência política, sem que houvesse o efetivo exercício da função.
De acordo com os dados levantados pela Polícia Federal, Flávia recebia cerca de R$ 8,2 mil mensais. Ao longo de aproximadamente dois anos e meio no cargo, os valores pagos com dinheiro público ultrapassariam R$ 250 mil.
As investigações ganharam força após a análise de mensagens e registros de geolocalização do celular da investigada. Os dados indicam que ela passava longos períodos fora do Rio de Janeiro, inclusive em outros estados e até no exterior.
Um dos episódios que chamou a atenção dos agentes ocorreu entre os dias 3 e 6 de setembro de 2025, quando o celular de Flávia apontava presença em Santiago, no Chile, justamente em dias úteis, sem qualquer registro oficial de férias ou afastamento do cargo.
Além disso, o relatório da PF aponta que ela permanecia com frequência em Vitória, no Espírito Santo, onde, segundo seu próprio depoimento, residia há anos. A declaração reforça as suspeitas de incompatibilidade entre a função pública e sua rotina.
Em depoimento, Flávia afirmou que dividia seu tempo entre dois estados e que frequentava a Alerj sempre que estava no Rio de Janeiro. Ainda assim, as autoridades consideram que a justificativa não comprova a execução regular das atividades no cargo.
Mensagens obtidas pelos investigadores também levantam dúvidas sobre sua atuação. Em uma conversa privada, ela afirmou não possuir emprego fixo, o que contrasta diretamente com o vínculo formal mantido com o Legislativo fluminense.
Para a Polícia Federal, há indícios de possível prática de improbidade administrativa, podendo caracterizar o uso indevido de recursos públicos. A hipótese investigada é de que o cargo tenha sido concedido por relações pessoais e políticas.
Outro ponto sensível do inquérito envolve mensagens trocadas com um ex-diretor da Alerj, que indicariam tentativa de justificar sua nomeação como parte de uma indicação interna, levantando suspeitas sobre a legalidade do vínculo.
Procurados pela imprensa, tanto a Assembleia Legislativa quanto Flávia Ferraço não se manifestaram até o momento. O caso segue sob investigação e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.
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Lavagem de dinheiro: Chico Alencar aciona PGR e pede investigação contra Mário Frias por suposto esquema de rachadinha
O parlamentar também solicita quebra de sigilo bancário dos envolvidos, depoimentos de assessores e familiares citados – Foto: Chicoalencar.com
O deputado federal Chico Alencar apresentou uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República solicitando a abertura de investigação contra o deputado Mário Frias por suspeita de participação em um possível esquema de rachadinha dentro do gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados.
De acordo com o documento encaminhado à PGR, a denúncia envolve supostas movimentações financeiras realizadas por uma ex-assessora do gabinete, identificada como Gardênia Morais, que trabalhou com Frias entre os anos de 2023 e 2024. A representação aponta indícios de crimes como peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e concussão.
Segundo a acusação, a ex-servidora recebia salários pagos pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, faria transferências bancárias para pessoas ligadas ao núcleo político do parlamentar. Entre os nomes citados estão o ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo e familiares dele, que teriam recebido valores superiores a R$ 35 mil por meio de PIX e outras operações financeiras.
O pedido também menciona pagamentos relacionados à família de Mário Frias. Entre os pontos destacados estão uma fatura de cartão de crédito da esposa do deputado, Juliana Frias, além de uma transferência via PIX destinada à mãe do parlamentar. Os autores da representação sustentam que as movimentações precisam ser investigadas para esclarecer a origem e o destino dos recursos.
Outro trecho do documento relata que a ex-assessora teria contratado empréstimos consignados que somariam cerca de R$ 174 mil. Parte desse dinheiro, segundo a denúncia, teria sido repassada a integrantes do gabinete. A representação ainda cita um saque em espécie de quase R$ 50 mil, operação considerada suspeita e apontada como possível tentativa de ocultar o destino final dos valores movimentados.
Na ação protocolada na PGR, Chico Alencar pede a abertura de notícia de fato e a análise da instauração de inquérito no Supremo Tribunal Federal. O parlamentar também solicita quebra de sigilo bancário dos envolvidos, depoimentos de assessores e familiares citados, além do envio do caso ao Tribunal de Contas da União e à Mesa Diretora da Câmara para eventual adoção de medidas administrativas e disciplinares.
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