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Eduardo Paes renuncia à Prefeitura do Rio de Janeiro para disputar o governo do estado e passa comando a Eduardo Cavaliere
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Prefeito deixa cargo antes do fim do mandato e abre espaço para sucessão inédita na capital – Foto: Divulgação
O cenário político do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo com a saída do prefeito Eduardo Paes (PSD) do comando da cidade. A decisão marca uma mudança significativa na gestão municipal e reforça sua movimentação para entrar de vez na disputa pelo governo do estado nas eleições de outubro.
A transmissão de cargo foi realizada em cerimônia oficial no Palácio da Cidade, em Botafogo, reunindo autoridades, aliados políticos e membros da administração municipal. Com a saída de Paes, quem assume a prefeitura é o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que passa a liderar a capital fluminense em um momento estratégico.
Aos 31 anos, Eduardo Cavaliere entra para a história como o prefeito mais jovem do Rio de Janeiro desde a fusão dos estados da Guanabara e do Rio, ocorrida em 1975. A ascensão representa não apenas uma mudança de liderança, mas também uma aposta em renovação dentro do próprio grupo político.
Com trajetória ligada diretamente à gestão municipal, Cavaliere já ocupou cargos importantes, como secretário de Meio Ambiente e chefe da Casa Civil. Advogado formado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ele também foi deputado estadual antes de ser eleito vice-prefeito na chapa com Paes em 2024.
A renúncia consolida o movimento político de Eduardo Paes, que já havia sinalizado publicamente sua intenção de disputar o Palácio Guanabara. Agora, fora da prefeitura, ele deve intensificar articulações e alianças visando a eleição estadual.
Durante seu discurso de despedida, Paes adotou um tom político ao destacar os desafios enfrentados pela cidade e criticar a atual gestão estadual, especialmente na área da segurança pública. Segundo ele, a responsabilidade pela crise na segurança não pode ser transferida para outras esferas de governo.
A saída antecipada também levanta questionamentos, já que durante a campanha de reeleição em 2024, Paes havia afirmado que permaneceria no cargo até o fim do mandato caso fosse reeleito. A decisão de deixar a prefeitura antes do prazo pode alimentar críticas de adversários e parte do eleitorado.
Apesar disso, aliados defendem que a mudança faz parte de um projeto político maior e que a continuidade administrativa estaria garantida com Cavaliere, considerado um nome de confiança dentro da gestão.
Eduardo Paes encerra mais um ciclo à frente da prefeitura, somando quatro mandatos no comando da cidade. Ao longo de sua trajetória, esteve à frente da gestão municipal nos períodos de 2009 a 2012, 2013 a 2016 e de 2021 a 2024, além do atual mandato interrompido.
Sua administração foi marcada por grandes projetos urbanos, intervenções na mobilidade e eventos de visibilidade internacional, mas também enfrentou críticas em áreas como segurança, transporte e desigualdade social.
Agora à frente da prefeitura, Eduardo Cavaliere assume o desafio de manter a continuidade administrativa enquanto imprime seu próprio estilo de gestão. Entre os principais desafios estão áreas sensíveis como segurança urbana, mobilidade, saúde e organização dos serviços públicos.
A mudança no comando ocorre em um momento decisivo, tanto para a cidade quanto para o cenário político do estado, e deve influenciar diretamente os rumos das eleições de 2026 no Rio de Janeiro.
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Lavagem de dinheiro: Chico Alencar aciona PGR e pede investigação contra Mário Frias por suposto esquema de rachadinha
O parlamentar também solicita quebra de sigilo bancário dos envolvidos, depoimentos de assessores e familiares citados – Foto: Chicoalencar.com
O deputado federal Chico Alencar apresentou uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República solicitando a abertura de investigação contra o deputado Mário Frias por suspeita de participação em um possível esquema de rachadinha dentro do gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados.
De acordo com o documento encaminhado à PGR, a denúncia envolve supostas movimentações financeiras realizadas por uma ex-assessora do gabinete, identificada como Gardênia Morais, que trabalhou com Frias entre os anos de 2023 e 2024. A representação aponta indícios de crimes como peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e concussão.
Segundo a acusação, a ex-servidora recebia salários pagos pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, faria transferências bancárias para pessoas ligadas ao núcleo político do parlamentar. Entre os nomes citados estão o ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo e familiares dele, que teriam recebido valores superiores a R$ 35 mil por meio de PIX e outras operações financeiras.
O pedido também menciona pagamentos relacionados à família de Mário Frias. Entre os pontos destacados estão uma fatura de cartão de crédito da esposa do deputado, Juliana Frias, além de uma transferência via PIX destinada à mãe do parlamentar. Os autores da representação sustentam que as movimentações precisam ser investigadas para esclarecer a origem e o destino dos recursos.
Outro trecho do documento relata que a ex-assessora teria contratado empréstimos consignados que somariam cerca de R$ 174 mil. Parte desse dinheiro, segundo a denúncia, teria sido repassada a integrantes do gabinete. A representação ainda cita um saque em espécie de quase R$ 50 mil, operação considerada suspeita e apontada como possível tentativa de ocultar o destino final dos valores movimentados.
Na ação protocolada na PGR, Chico Alencar pede a abertura de notícia de fato e a análise da instauração de inquérito no Supremo Tribunal Federal. O parlamentar também solicita quebra de sigilo bancário dos envolvidos, depoimentos de assessores e familiares citados, além do envio do caso ao Tribunal de Contas da União e à Mesa Diretora da Câmara para eventual adoção de medidas administrativas e disciplinares.
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