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Conheça a trajetória do advogado Eduardo Cavaliere, que se torna o prefeito mais jovem da história do Rio de Janeiro
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Quem é Eduardo Cavaliere: advogado, articulador político e agora o prefeito mais jovem do Rio – Foto: Reprodução redes sociais
O Rio de Janeiro vive uma mudança significativa no comando da administração municipal. Com a saída de Eduardo Paes (PSD), que deixa o cargo para disputar o governo do estado em 2026, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assume oficialmente a chefia do Executivo carioca.
A cerimônia de transmissão de cargo está marcada para o período da tarde, no Palácio da Cidade, marcando não apenas uma troca de gestão, mas também o início de um novo ciclo político na capital fluminense.
Aos 31 anos, Cavaliere entra para a história como o prefeito mais jovem já a comandar o Rio de Janeiro. O marco simboliza uma renovação geracional no poder municipal, rompendo com uma tradição de lideranças mais experientes à frente da cidade.
Advogado de formação, com passagem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Cavaliere construiu sua trajetória política dentro da própria estrutura da prefeitura. Sua ascensão foi rápida e estratégica, ganhando espaço em áreas consideradas centrais da gestão pública.
Entre 2021 e 2022, esteve à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde ganhou visibilidade ao representar o Brasil em fóruns internacionais, incluindo discussões globais sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
Posteriormente, assumiu a Casa Civil, considerada uma das pastas mais influentes da administração municipal. No cargo, teve papel direto na articulação política e no acompanhamento de projetos prioritários da gestão.
Em 2022, foi eleito deputado estadual com mais de 30 mil votos, mas optou por se licenciar do mandato para retornar à prefeitura, consolidando-se como um dos principais nomes de confiança de Eduardo Paes.
A relação política entre Paes e Cavaliere não é recente. Construída ao longo de campanhas e alianças, a parceria foi fortalecida até culminar na escolha do atual prefeito como vice na chapa reeleita em 2024.
Nos bastidores, Cavaliere é visto como um gestor técnico, com perfil direto e voltado à cobrança por resultados. Essa característica foi determinante para seu crescimento dentro da administração municipal.
A saída antecipada de Eduardo Paes, ao confirmar sua pré-candidatura ao governo do estado, acelerou a transição de poder na prefeitura. O movimento reposiciona o grupo político no cenário estadual e coloca Cavaliere em um papel estratégico.
Agora à frente do município, o novo prefeito assume a responsabilidade de executar o Plano Estratégico 2025-2028, considerado o principal guia da atual gestão para os próximos anos.
O plano reúne dezenas de metas e projetos estruturantes, com foco em áreas como mobilidade urbana, segurança, desenvolvimento econômico, inclusão social e modernização da máquina pública.
Entre as prioridades estão a modernização do transporte público, ampliação do uso de tecnologia na gestão urbana, investimentos em habitação e estímulo à economia e ao turismo.
Projetos já em andamento, como a bilhetagem digital, iniciativas de segurança urbana e obras de mobilidade, passam agora a depender diretamente da condução de Cavaliere, que terá o desafio de dar continuidade às políticas herdadas e imprimir sua própria marca à frente da maior cidade do país.
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Lavagem de dinheiro: Chico Alencar aciona PGR e pede investigação contra Mário Frias por suposto esquema de rachadinha
O parlamentar também solicita quebra de sigilo bancário dos envolvidos, depoimentos de assessores e familiares citados – Foto: Chicoalencar.com
O deputado federal Chico Alencar apresentou uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República solicitando a abertura de investigação contra o deputado Mário Frias por suspeita de participação em um possível esquema de rachadinha dentro do gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados.
De acordo com o documento encaminhado à PGR, a denúncia envolve supostas movimentações financeiras realizadas por uma ex-assessora do gabinete, identificada como Gardênia Morais, que trabalhou com Frias entre os anos de 2023 e 2024. A representação aponta indícios de crimes como peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e concussão.
Segundo a acusação, a ex-servidora recebia salários pagos pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, faria transferências bancárias para pessoas ligadas ao núcleo político do parlamentar. Entre os nomes citados estão o ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo e familiares dele, que teriam recebido valores superiores a R$ 35 mil por meio de PIX e outras operações financeiras.
O pedido também menciona pagamentos relacionados à família de Mário Frias. Entre os pontos destacados estão uma fatura de cartão de crédito da esposa do deputado, Juliana Frias, além de uma transferência via PIX destinada à mãe do parlamentar. Os autores da representação sustentam que as movimentações precisam ser investigadas para esclarecer a origem e o destino dos recursos.
Outro trecho do documento relata que a ex-assessora teria contratado empréstimos consignados que somariam cerca de R$ 174 mil. Parte desse dinheiro, segundo a denúncia, teria sido repassada a integrantes do gabinete. A representação ainda cita um saque em espécie de quase R$ 50 mil, operação considerada suspeita e apontada como possível tentativa de ocultar o destino final dos valores movimentados.
Na ação protocolada na PGR, Chico Alencar pede a abertura de notícia de fato e a análise da instauração de inquérito no Supremo Tribunal Federal. O parlamentar também solicita quebra de sigilo bancário dos envolvidos, depoimentos de assessores e familiares citados, além do envio do caso ao Tribunal de Contas da União e à Mesa Diretora da Câmara para eventual adoção de medidas administrativas e disciplinares.
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