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Após eleição sob questionamentos, Douglas Ruas pressiona STF para tomar controle do governo do Rio de Janeiro

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Pedido de Douglas Ruas reacende disputa pelo comando do estado após decisão do Supremo manter Judiciário no poder – Foto: Alex Ramos/ Alerj

A crise institucional no Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo após o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar assumir imediatamente o comando do governo estadual. A movimentação ocorre em meio ao impasse gerado pela dupla vacância no Executivo e expõe mais um embate entre os Poderes.

O pedido foi apresentado no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7.942), que discute as regras para a escolha de um novo governador. A defesa da Alerj sustenta que a recente eleição de Ruas para a presidência da Casa configura um “fato novo”, capaz de alterar a atual situação de interinidade no estado.

Atualmente, o governo do Rio segue sob comando do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, que assumiu a função por determinação do próprio STF. A Corte entendeu que, diante da ausência simultânea de governador, vice e presidente da Assembleia, caberia ao Judiciário garantir a estabilidade administrativa até uma definição.

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Com a posse de Ruas, a Assembleia tenta retomar o protagonismo na linha sucessória. No pedido enviado ao ministro Luiz Fux, relator do caso, a Casa argumenta que a Constituição estadual estabelece o presidente do Legislativo como o próximo na hierarquia para assumir o Executivo em situações de vacância.

A solicitação inclui a concessão de medida provisória para transferência imediata do cargo ao parlamentar. Nos bastidores, a iniciativa é vista como uma tentativa de reposicionar a Alerj no centro das decisões políticas em meio à crise que atinge o estado.

A eleição de Douglas Ruas, no entanto, também é alvo de questionamentos. O pleito ocorreu sem concorrência direta, com ampla ausência da oposição, que boicotou a votação e promete contestar o resultado no próprio STF. Críticos apontam que o modelo de votação aberta expôs parlamentares a pressões políticas.

O cenário de instabilidade se intensificou após a saída do ex-governador Cláudio Castro, que renunciou ao cargo às vésperas de uma possível cassação, agravando o vazio de poder. A situação levou o Supremo a intervir provisoriamente para evitar um colapso institucional.

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Enquanto isso, segue indefinido o formato de escolha do novo governador. O julgamento no STF, que discute se a eleição será direta ou indireta, foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até então, a maioria dos votos indicava preferência por eleição indireta.

Diante desse cenário, a disputa pelo comando do estado permanece aberta e sem solução imediata. A decisão final do Supremo será determinante para definir não apenas quem assume o governo, mas também o rumo político do Rio de Janeiro em meio à crise.

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Vereador ‘Maninho de Cabuçu’ é baleado em plena luz do dia em Nova Iguaçu e caso levanta alerta sobre violência na Baixada

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“Maninho de Cabuçu” é atingido nas costas e mobiliza autoridades após ataque em via pública – Foto: Reprodução

Um ataque a tiros registrado em Cabuçu, bairro de Nova Iguaçu, deixou ferido o vereador Germano Silva de Oliveira, conhecido como “Maninho de Cabuçu” (MDB). O crime ocorreu em frente a um posto de combustíveis e gerou preocupação entre moradores e lideranças políticas da região.

Segundo as primeiras informações, o parlamentar foi atingido por um disparo nas costas durante a ação criminosa. Ainda não há detalhes confirmados sobre a motivação do ataque ou a identidade dos autores, o que aumenta o clima de tensão e incerteza em torno do caso.

Após ser socorrido, o vereador foi encaminhado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cabuçu, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos e teve o quadro estabilizado. Devido à gravidade da situação, ele deve ser transferido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde seguirá sob cuidados especializados.

A Polícia Militar informou que a ocorrência ainda estava em andamento no momento do registro, e equipes foram mobilizadas para apurar as circunstâncias do crime. A investigação deve buscar imagens de câmeras de segurança e ouvir testemunhas para esclarecer o ocorrido.

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Em nota oficial, a Câmara Municipal de Nova Iguaçu manifestou preocupação com o atentado e informou que o presidente da Casa, Márcio Guerreiro, foi até a unidade de saúde para acompanhar o estado de saúde do vereador e prestar apoio institucional.

Em seu segundo mandato, “Maninho de Cabuçu” é uma figura conhecida na política local. O atentado reacende o debate sobre a segurança pública e a vulnerabilidade de agentes políticos, especialmente em regiões marcadas por altos índices de violência.

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