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Mais Médicos abre 3 mil vagas para ampliar atendimento e reduzir tempo de espera no istema Único de Saúde (SUS)

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Mais Médicos garante assistência a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o país – Foto: Rafael Atuchi/MS

(SUS) – O Ministério da Saúde lançou um novo edital do Programa Mais Médicos para ampliar o acesso à atenção primária no Sistema Único de Saúde (SUS). Com um total de 3.174 vagas, 3.066 serão distribuídas entre 1.620 municípios e 108 destinadas a 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), fortalecendo a assistência nas regiões remotas e de maior vulnerabilidade social. Os médicos interessados poderão se inscrever a partir desta segunda-feira (5/5) até o dia 8 de maio.

“Existe uma importante conexão entre o Mais Médicos, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, e o nosso esforço contínuo em acelerar o atendimento especializado no SUS, que é uma das principais preocupações da nossa gestão. A atuação integrada desses profissionais, pelo prontuário eletrônico e os fluxos que vão reduzir o tempo de espera do paciente, vai facilitar o acesso à média e alta complexidade para todos os cidadãos”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Os profissionais do programa integram as equipes de Saúde da Família, que oferecem atendimento e acompanhamento mais próximos da população. Quando necessário, encaminham os pacientes para consultas com especialistas. As informações são registradas no Prontuário Eletrônico (e-SUS APS), o que permite a integração dos dados do paciente entre a atenção primária e a especializada, incluindo consultas e exames.

Assistência onde mais precisa

Neste edital, a oferta das vagas do programa considerou o cenário atual de distribuição de profissionais no país, segundo Demografia Médica 2025. Lançado na última quarta-feira (30/4), o estudo aponta a proporção de médicos por habitante nas diferentes regiões do país. A prioridade do Mais Médicos é atender aquelas de maior vulnerabilidade social e com menor número de profissionais. As vagas do edital contemplam, em sua maioria, regiões vulneráveis de municípios de pequeno porte (75,1%), médio porte (11,1%) e grande porte (13,8%).

“Mais uma vez, o Mais Médicos está cumprindo seu papel de prover profissionais para as áreas mais remotas e de maior vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que possibilita ofertas de formação para os médicos, que vão desde a especialização em Medicina de Família e Comunidade até o mestrado e doutorado em Saúde da Família. Isso significa um melhor cuidado para a população e profissionais mais qualificados para a atenção primária à saúde”, destacou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

As oportunidades estão distribuídas entre três perfis: médicos formados no Brasil com registro no CRM, médicos brasileiros formados no exterior e médicos estrangeiros habilitados. Para os dois últimos perfis, é obrigatória a aprovação no Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.

O Programa Mais Médicos garante assistência a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o país. Com a meta de alcançar 28 mil profissionais, atualmente conta com cerca de 24,9 mil médicos atuando em 4,2 mil municípios — o que representa 77% do território nacional. Dentre essas localidades, 1,7 mil apresentam altos índices de vulnerabilidade social. Em dezembro de 2024, o programa alcançou um marco histórico ao registrar o maior número de médicos em atividade nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), com 601 profissionais atuando nessas regiões.

Cadastro Reserva

Em março deste ano, o Ministério da Saúde lançou um novo chamamento público para adesão e renovação de vagas por parte dos municípios e do Distrito Federal no programa, com uma importante novidade: a possibilidade de cadastro reserva.

Ao todo, 2.450 municípios e 8 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) que já haviam preenchido vagas por meio de editais anteriores puderam ingressar no cadastro reserva.

Esse mecanismo oferece flexibilidade e agilidade na reposição de profissionais, permitindo que municípios e DSEIs atendam rapidamente à demanda por médicos assim que a necessidade for identificada.

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Ministério da Saúde reforça combate ao câncer e instala aceleradores modernos para ampliar atendimento no país

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Governo federal investe milhões para reduzir filas e aproximar atendimento da população – Foto: Reprodução/ MS

O Ministério da Saúde deu um passo importante na ampliação do tratamento contra o câncer no Brasil ao colocar em funcionamento cinco novos aceleradores lineares em diferentes regiões do país. Os equipamentos foram instalados em cidades estratégicas do interior, como Presidente Prudente (SP), Teresópolis (RJ), Jaraguá do Sul (SC), Lajeado (RS) e Anápolis (GO), fortalecendo a rede pública e diminuindo a necessidade de longos deslocamentos de pacientes em busca de radioterapia.

Com investimento de R$ 58,8 milhões, a iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, que tem como foco reduzir filas e ampliar o acesso a serviços considerados prioritários no Sistema Único de Saúde (SUS). A entrega dos equipamentos ocorreu de forma simultânea nas cinco cidades, com acompanhamento do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Saúde Alexandre Padilha, que destacaram a importância de descentralizar o atendimento oncológico.

Além de aumentar a capacidade de atendimento, os novos equipamentos trazem tecnologia mais moderna, permitindo tratamentos mais rápidos, precisos e com menor impacto para os pacientes. A estratégia também reduz desigualdades regionais, já que muitas pessoas antes precisavam viajar entre 120 e até 600 quilômetros para ter acesso à radioterapia, o que comprometia a continuidade dos tratamentos.

Em cidades como Presidente Prudente, a expectativa é atender grande parte da demanda regional, consolidando o município como referência para localidades vizinhas. Situação semelhante ocorre em outras regiões beneficiadas, como Teresópolis, Jaraguá do Sul, Lajeado e Anápolis, onde a ampliação da estrutura deve diminuir a pressão sobre capitais e grandes centros.

A ação faz parte de um pacote maior de investimentos na saúde pública, que inclui ainda a entrega de veículos para transporte de pacientes e recursos para construção de novas unidades de saúde. Com isso, o governo busca garantir mais dignidade, acesso e qualidade no atendimento, fortalecendo a rede pública e ampliando o alcance dos serviços essenciais em todo o país.

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