Região Sul
Ministra Gleisi Hoffmann dispara contra Campos Neto e aponta falhas graves no caso Banco Master
Região Sul
Gleisi afirma que Campos Neto foi avisado, mas não agiu para conter crise no Banco Master e pede esclarecimentos – Waldemir Barreto/ Agência Senado
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez duras críticas à atuação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em relação à crise envolvendo o Banco Master. Em declaração pública, a ministra afirmou que há informações oficiais que indicam que o ex-dirigente foi alertado previamente sobre problemas na instituição financeira, mas, ainda assim, teria atuado para evitar medidas mais duras.
Segundo Gleisi, dados encaminhados pelo Banco Central ao Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que Campos Neto foi avisado sobre a gravidade da situação envolvendo o banco controlado por Daniel Vorcaro. Apesar disso, a ministra afirma que ele teria interferido ao menos duas vezes para impedir uma intervenção na instituição, o que, segundo ela, levanta questionamentos sobre a condução do caso.
A ministra também destacou que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e até presidentes de outros bancos teriam feito alertas sobre os riscos envolvendo o Banco Master. Para Gleisi, esses sinais reforçam a tese de que havia conhecimento prévio sobre irregularidades ou fragilidades na instituição financeira.
Outro ponto levantado pela ministra é a frequência de encontros entre Daniel Vorcaro e o Banco Central durante a gestão de Campos Neto. De acordo com ela, o empresário teria sido recebido 24 vezes na autoridade monetária, o que, na avaliação da ministra, exige esclarecimentos sobre o teor dessas reuniões e seus desdobramentos.
Gleisi Hoffmann também mencionou que dois ex-diretores do Banco Central, indicados por Campos Neto, estão sendo investigados por suspeita de terem auxiliado Vorcaro em um suposto esquema de fraude. Para a ministra, esse fato amplia ainda mais a necessidade de apuração rigorosa sobre possíveis responsabilidades dentro da cúpula da instituição.
As declarações da ministra foram feitas em resposta a uma entrevista concedida por Campos Neto ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual o ex-presidente do Banco Central afirmou que a cúpula da instituição não teria responsabilidade direta sobre o caso. A fala foi rebatida de forma enfática por Gleisi.
“Respeite ao menos a inteligência alheia. Ao invés de apresentar desculpas esfarrapadas, deveria explicar por que a fraude foi tão longe em sua gestão no Banco Central”, afirmou a ministra, em tom crítico.
O caso envolvendo o Banco Master segue sob análise de órgãos de controle, e pode ter novos desdobramentos nos próximos meses. Especialistas apontam que, diante das acusações, é fundamental que as investigações avancem com transparência para esclarecer os fatos e garantir a confiança no sistema financeiro.
Até o momento, Roberto Campos Neto não se manifestou oficialmente sobre as novas declarações da ministra. O espaço segue aberto para posicionamento.
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Paulo Pimenta dispara contra Flávio Bolsonaro e diz que aliados devem “abandonar barco” após crise do BM
Deputado do PT afirma que escândalo envolvendo Daniel Vorcaro aumenta isolamento político da família Bolsonaro – Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado
A crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro ganhou novos desdobramentos em Brasília após declarações do deputado federal Paulo Pimenta. O parlamentar petista afirmou que o grupo político ligado ao bolsonarismo vive um momento de desgaste crescente e criticou duramente a postura adotada por Flávio diante das denúncias que cercam o caso Banco Master.
Segundo Pimenta, parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam sendo expostos publicamente em meio à tentativa de conter os impactos políticos provocados pelo escândalo envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”. Para o deputado, a recente reunião convocada por Flávio Bolsonaro em Brasília demonstrou o nível de preocupação existente dentro do grupo político bolsonarista.
Durante entrevista, o deputado do PT classificou a movimentação como um gesto desesperado para tentar preservar a imagem da família Bolsonaro diante do avanço das investigações. Pimenta afirmou ainda que diversos aliados começam a demonstrar preocupação com os efeitos políticos da crise e com a possibilidade de novos desdobramentos judiciais envolvendo integrantes do grupo.
O caso ganhou repercussão nacional após Flávio Bolsonaro admitir que se encontrou pessoalmente com Daniel Vorcaro, empresário investigado por supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O senador confirmou que a reunião ocorreu em São Paulo e declarou que o objetivo era encerrar negociações relacionadas ao financiamento da produção cinematográfica inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro.
Paulo Pimenta também afirmou que o desgaste político do bolsonarismo estaria se tornando cada vez mais evidente dentro do cenário nacional. Segundo ele, o avanço das denúncias e o surgimento de novas informações sobre o caso vêm ampliando o constrangimento entre parlamentares e apoiadores ligados ao núcleo político da família Bolsonaro.
Nos bastidores de Brasília, lideranças partidárias já avaliam que a crise pode impactar diretamente os planos eleitorais de Flávio Bolsonaro para 2026. O caso Daniel Vorcaro passou a ser tratado como mais um episódio de desgaste para o bolsonarismo, aumentando a pressão política sobre aliados do ex-presidente e fortalecendo o debate em torno do futuro do grupo conservador no cenário nacional.
Veja o vídeo:
Eu queria me solidarizar com essa situação constrangedora que alguns deputados e deputadas foram submetidos. Acho uma sacanagem o que o Flávio Bolsonaro está fazendo com essa gente. Chamou todo o bolsonarismo para aparecerem numa foto que mais parece um velório.
Saltem fora… pic.twitter.com/GM8HKFx42l
— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) May 20, 2026
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