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Ministra Gleisi Hoffmann articula para barrar avanço de projeto que equipara facções a terrorismo

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Articulação busca frear projeto das facções – Foto: Brito Junior/SRI

O governo federal abriu uma nova frente de negociação no Congresso após a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), assumir a tarefa de conter o avanço do projeto que associa facções criminosas ao crime de terrorismo. A iniciativa surgiu diante da possibilidade de a proposta ganhar ritmo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o que levou a ministra a intensificar as conversas com líderes partidários para evitar que o texto fosse votado.

Gleisi entrou em contato com o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e outros líderes partidários, buscando apoio para adiar a análise do texto. O governo argumenta que a matéria gera preocupação e precisa de maior debate entre os parlamentares, devido ao seu impacto jurídico e político.

A articulação surtiu efeito. Após conversar com a ministra, Hugo Motta procurou o presidente da CCJ, Paulo Azi (União Brasil-BA), e pediu que o andamento da proposta fosse temporariamente interrompido. Azi concordou em aguardar uma orientação do presidente da Câmara sobre os próximos passos, resultando na suspensão momentânea da tramitação.

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Em declarações recentes, Gleisi Hoffmann reiterou a posição do governo contra a iniciativa. Segundo ela, o texto é inadequado e carece de discussão mais ampla. “O governo é terminantemente contra essa proposta que tenta equiparar as facções criminosas a grupos terroristas”, afirmou, destacando a necessidade de cautela no tratamento do tema.

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Paulo Pimenta dispara contra Flávio Bolsonaro e diz que aliados devem “abandonar barco” após crise do BM

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Deputado do PT afirma que escândalo envolvendo Daniel Vorcaro aumenta isolamento político da família Bolsonaro – Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

A crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro ganhou novos desdobramentos em Brasília após declarações do deputado federal Paulo Pimenta. O parlamentar petista afirmou que o grupo político ligado ao bolsonarismo vive um momento de desgaste crescente e criticou duramente a postura adotada por Flávio diante das denúncias que cercam o caso Banco Master.

Segundo Pimenta, parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam sendo expostos publicamente em meio à tentativa de conter os impactos políticos provocados pelo escândalo envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”. Para o deputado, a recente reunião convocada por Flávio Bolsonaro em Brasília demonstrou o nível de preocupação existente dentro do grupo político bolsonarista.

Durante entrevista, o deputado do PT classificou a movimentação como um gesto desesperado para tentar preservar a imagem da família Bolsonaro diante do avanço das investigações. Pimenta afirmou ainda que diversos aliados começam a demonstrar preocupação com os efeitos políticos da crise e com a possibilidade de novos desdobramentos judiciais envolvendo integrantes do grupo.

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O caso ganhou repercussão nacional após Flávio Bolsonaro admitir que se encontrou pessoalmente com Daniel Vorcaro, empresário investigado por supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O senador confirmou que a reunião ocorreu em São Paulo e declarou que o objetivo era encerrar negociações relacionadas ao financiamento da produção cinematográfica inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro.

Paulo Pimenta também afirmou que o desgaste político do bolsonarismo estaria se tornando cada vez mais evidente dentro do cenário nacional. Segundo ele, o avanço das denúncias e o surgimento de novas informações sobre o caso vêm ampliando o constrangimento entre parlamentares e apoiadores ligados ao núcleo político da família Bolsonaro.

Nos bastidores de Brasília, lideranças partidárias já avaliam que a crise pode impactar diretamente os planos eleitorais de Flávio Bolsonaro para 2026. O caso Daniel Vorcaro passou a ser tratado como mais um episódio de desgaste para o bolsonarismo, aumentando a pressão política sobre aliados do ex-presidente e fortalecendo o debate em torno do futuro do grupo conservador no cenário nacional.

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