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Gleisi Hoffmann critica juros altos e diz que conta pública sofre mais com Selic do que com gastos sociais

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Governo volta a pressionar por queda da Selic após críticas de Gleisi Hoffmann – Foto: Flickr/SRI

Ao rebater o discurso de cortes sociais, a ministra Gleisi Hoffmann afirmou que o verdadeiro rombo nas contas públicas vem dos juros altos, que drenam recursos do Estado, aumentam a dívida e reduzem a capacidade do governo de investir em áreas essenciais para o desenvolvimento do país.

Em nova manifestação, a ministra defendeu que a política fiscal precisa caminhar junto com justiça social. Para Gleisi, preservar o poder de compra da população, garantir aumento real de salários e assegurar benefícios dentro das regras são medidas essenciais para manter a economia girando. Ela sustenta que cortar renda ou aposentadorias não resolve o problema estrutural e apenas aprofunda desigualdades.

A ministra também criticou a obsessão por metas rígidas de superávit, afirmando que esse foco ignora o impacto direto da política monetária sobre o endividamento. Em sua avaliação, enquanto os juros permanecerem em níveis elevados, qualquer esforço de ajuste fiscal se torna insuficiente. Para ela, reduzir o custo do dinheiro é mais eficaz do que sacrificar políticas públicas.

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Outro ponto destacado foi a necessidade de liberar investimentos públicos como motor do desenvolvimento. Gleisi defende rever limites fiscais que, segundo sua visão, engessam a economia e impedem obras estruturantes. Para a ministra, um projeto nacional de crescimento passa obrigatoriamente por mais investimento estatal em infraestrutura, geração de emprego e fortalecimento do mercado interno.

Ao citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gleisi afirmou que é possível conciliar responsabilidade fiscal com inclusão social. Ela reforçou que a queda dos juros pode representar economia de centenas de bilhões de reais ao longo dos próximos anos, aliviando o déficit e abrindo espaço para políticas de desenvolvimento — sinalizando que, na visão do governo, o caminho para equilibrar as contas passa mais pelo corte da Selic do que pelo aperto sobre a população.

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Paulo Pimenta dispara contra Flávio Bolsonaro e diz que aliados devem “abandonar barco” após crise do BM

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Deputado do PT afirma que escândalo envolvendo Daniel Vorcaro aumenta isolamento político da família Bolsonaro – Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

A crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro ganhou novos desdobramentos em Brasília após declarações do deputado federal Paulo Pimenta. O parlamentar petista afirmou que o grupo político ligado ao bolsonarismo vive um momento de desgaste crescente e criticou duramente a postura adotada por Flávio diante das denúncias que cercam o caso Banco Master.

Segundo Pimenta, parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam sendo expostos publicamente em meio à tentativa de conter os impactos políticos provocados pelo escândalo envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”. Para o deputado, a recente reunião convocada por Flávio Bolsonaro em Brasília demonstrou o nível de preocupação existente dentro do grupo político bolsonarista.

Durante entrevista, o deputado do PT classificou a movimentação como um gesto desesperado para tentar preservar a imagem da família Bolsonaro diante do avanço das investigações. Pimenta afirmou ainda que diversos aliados começam a demonstrar preocupação com os efeitos políticos da crise e com a possibilidade de novos desdobramentos judiciais envolvendo integrantes do grupo.

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O caso ganhou repercussão nacional após Flávio Bolsonaro admitir que se encontrou pessoalmente com Daniel Vorcaro, empresário investigado por supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O senador confirmou que a reunião ocorreu em São Paulo e declarou que o objetivo era encerrar negociações relacionadas ao financiamento da produção cinematográfica inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro.

Paulo Pimenta também afirmou que o desgaste político do bolsonarismo estaria se tornando cada vez mais evidente dentro do cenário nacional. Segundo ele, o avanço das denúncias e o surgimento de novas informações sobre o caso vêm ampliando o constrangimento entre parlamentares e apoiadores ligados ao núcleo político da família Bolsonaro.

Nos bastidores de Brasília, lideranças partidárias já avaliam que a crise pode impactar diretamente os planos eleitorais de Flávio Bolsonaro para 2026. O caso Daniel Vorcaro passou a ser tratado como mais um episódio de desgaste para o bolsonarismo, aumentando a pressão política sobre aliados do ex-presidente e fortalecendo o debate em torno do futuro do grupo conservador no cenário nacional.

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