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Após discurso de Renan Santos, Sérgio Moro é vaiado e xingado em congresso do Partido Missão

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Candidato à Presidência pelo Partido Missão afirmou que o ex-juiz abriu mão de defender o legado da operação ao integrar o governo de Bolsonaro – Marcos Oliveira/ Agência Senado

O candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, elevou o tom das críticas contra o senador Sérgio Moro durante o congresso nacional da legenda, realizado neste sábado (1º), em São Paulo. Ao discursar para apoiadores, o presidenciável afirmou que o ex-juiz abandonou os princípios que marcaram sua atuação na Operação Lava Jato ao aceitar integrar o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em sua fala, Renan declarou que Moro não teve firmeza para preservar o próprio legado e afirmou que o senador se deixou influenciar por um grupo político que, segundo ele, contribuiu para o enfraquecimento da operação de combate à corrupção. O discurso foi um dos momentos mais contundentes do evento que oficializou sua candidatura ao Palácio do Planalto.

O presidenciável também sustentou que a passagem de Moro pelo Ministério da Justiça representou uma ruptura com a imagem construída durante os anos em que conduziu processos ligados à Lava Jato. Para Renan, a decisão de ingressar no governo Bolsonaro comprometeu a credibilidade conquistada pelo então magistrado.

As declarações provocaram forte reação entre os participantes do congresso. Após as críticas, parte do público passou a vaiar e direcionar palavras de protesto contra o senador, mesmo sem sua presença no local.

O episódio foi registrado por profissionais da imprensa que acompanhavam o encontro e rapidamente repercutiu nas redes sociais, ampliando o debate sobre o papel de Moro na política nacional e sua trajetória após deixar a magistratura.

Sérgio Moro comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública entre janeiro de 2019 e abril de 2020. A saída do governo ocorreu após divergências públicas com Jair Bolsonaro, encerrando a parceria política que havia sido anunciada no início da gestão.

O discurso de Renan Santos reforça a estratégia de sua campanha de buscar espaço no debate nacional por meio de críticas a figuras conhecidas da política brasileira, especialmente aquelas ligadas ao combate à corrupção e aos governos anteriores.

Com o início da corrida presidencial, a expectativa é de que os embates entre pré-candidatos e lideranças políticas se intensifiquem, tornando os eventos partidários palco para discursos cada vez mais incisivos e disputas por protagonismo no cenário eleitoral.

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TRE-PR libera Deltan Dallagnol para disputar o Senado após julgamento apertado por 4 a 3

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Ex-procurador da Lava Jato vence disputa judicial pelo registro da candidatura; decisão ainda pode ser levada ao TSE – Foto: Pablo Valadares/ CdosD

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu manter Deltan Dallagnol, do Novo, na corrida por uma cadeira no Senado Federal nas eleições de 2026. Em um julgamento apertado, realizado na terça-feira (8), a Corte deferiu o registro da candidatura por 4 votos a 3, permitindo que o ex-procurador da República continue oficialmente na disputa eleitoral.

A sessão se estendeu por mais de sete horas e chegou ao placar de três votos para cada lado. Coube ao presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, definir o resultado. Ele acompanhou a posição favorável ao registro e deu o quarto voto que garantiu a vitória de Dallagnol no tribunal paranaense.

A relatora, juíza Vanessa Jamus Marchi, também defendeu o deferimento da candidatura. No centro da discussão estava a situação jurídica de Dallagnol depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter cassado, em 2023, o registro que sustentava seu mandato de deputado federal. Na ocasião, a Justiça Eleitoral considerou as circunstâncias de sua saída do Ministério Público Federal enquanto havia procedimentos disciplinares relacionados à sua atuação.

No julgamento desta semana, porém, prevaleceu no TRE-PR o entendimento de que os fatos analisados anteriormente não impedem automaticamente Dallagnol de concorrer nas eleições de 2026. A relatora considerou que os procedimentos administrativos foram encerrados sem punições capazes de sustentar, atualmente, a inelegibilidade. O Ministério Público Eleitoral também havia se manifestado favoravelmente à elegibilidade do candidato.

A disputa judicial, entretanto, pode não terminar no Paraná. A candidatura havia sido impugnada pela coligação Paraná para Todos, integrada por partidos e federações que incluem PT e PDT, e a decisão do TRE-PR pode ser questionada no Tribunal Superior Eleitoral. Dessa forma, apesar da vitória por 4 a 3, a situação eleitoral de Dallagnol ainda poderá passar por nova análise em Brasília.

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