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Lindbergh denuncia suposto “acordão” no Congresso para barrar investigações e proteger Bolsonaro

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Deputado acusa articulação entre Centrão e bolsonaristas para frear ações da Polícia Federal e blindar militares investigados – Foto: Bruno Spada / CdosD

O deputado federal Lindbergh Farias voltou a subir o tom contra setores do Congresso Nacional ao denunciar a existência de um suposto acordo político que, segundo ele, teria como objetivo impedir o avanço de investigações sensíveis no país. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que há uma movimentação articulada entre integrantes do Centrão e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro para proteger lideranças políticas e militares investigados por tentativa de golpe de Estado.

Durante a declaração, Lindbergh classificou a articulação como um “acordão vergonhoso” e disse que o Congresso estaria atuando contra os interesses da população. O deputado afirmou ainda que parte da classe política tenta criar obstáculos para investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Receita Federal, principalmente aquelas que atingem figuras influentes do meio político e econômico.

O parlamentar também citou a recente rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal como um dos episódios que, na avaliação dele, demonstram a força dessa articulação política nos bastidores de Brasília. Segundo Lindbergh, a movimentação teria sido liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em conjunto com setores conservadores do Congresso.

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Na fala divulgada nas redes, o deputado afirmou que existe preocupação crescente entre grupos políticos após operações recentes da Polícia Federal. Entre elas, ele mencionou a chamada operação “Carbono Oculto”, que, segundo suas declarações, estaria alcançando pessoas ligadas ao sistema financeiro, ao crime organizado e a setores políticos influentes. Lindbergh comparou o atual cenário político a momentos anteriores da história recente do país, sugerindo uma tentativa de “estancar” investigações em andamento.

Além das críticas ao Congresso, o parlamentar também acusou setores ligados ao bolsonarismo de trabalharem para evitar punições ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a militares investigados por participação em articulações antidemocráticas. Segundo ele, haveria pressão política para alterar debates envolvendo dosimetria de penas e outras medidas que poderiam beneficiar investigados.

Lindbergh ainda criticou a demora na convocação de sessões do Congresso Nacional e afirmou que integrantes do Partido Liberal estariam adotando discursos contraditórios sobre a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Para o deputado, parte da oposição utiliza o tema apenas como discurso político, sem intenção real de aprofundar investigações.

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Ao defender mobilização popular, o parlamentar relembrou disputas recentes envolvendo propostas debatidas no Congresso e afirmou que a pressão das ruas foi decisiva para barrar projetos que, segundo ele, favoreceriam setores privilegiados da política nacional. Lindbergh também citou debates sobre taxação dos mais ricos e criticou o que chamou de resistência do Legislativo a medidas de justiça fiscal.

Mesmo diante das críticas, o deputado demonstrou confiança no avanço das investigações e afirmou que as ações da Polícia Federal continuarão. Segundo ele, tentativas de interferência política não serão suficientes para impedir que os fatos sejam esclarecidos. Lindbergh encerrou a declaração afirmando que a verdade “vai aparecer” e que os responsáveis deverão ser identificados “doa a quem doer”.

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Câmara derruba veto do presidente Lula e aprova mudanças nas penas para crimes contra a democracia

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Congresso libera novo modelo de cálculo penal e reduz exigências para progressão de regime em crimes contra o Estado – Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados

Em uma votação que provocou forte repercussão política em Brasília, a Câmara dos Deputados decidiu derrubar, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto da Dosimetria, proposta que altera regras para aplicação de penas em crimes contra o Estado Democrático de Direito. A medida recebeu apoio expressivo da maioria dos parlamentares e também foi confirmada pelo Senado Federal.

Na votação da Câmara, 318 deputados votaram pela derrubada do veto presidencial, enquanto 144 parlamentares defenderam a manutenção da decisão do governo. Outros cinco deputados se abstiveram. Já no Senado, o placar foi de 49 votos favoráveis à derrubada contra 24 contrários.

Com a aprovação do Congresso, o texto muda a forma de cálculo das penas em crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e à abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Pela nova regra, quando os dois crimes ocorrerem simultaneamente, será aplicada apenas a pena mais grave, sem somar as punições previstas anteriormente.

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A proposta também promove alterações na Lei de Execução Penal, reduzindo os percentuais mínimos exigidos para a progressão de regime. Atualmente, condenados primários precisam cumprir parte maior da pena em regime fechado quando há violência ou grave ameaça. Com a mudança, o percentual poderá cair para 16% mesmo em situações mais graves.

Outro ponto que chamou atenção durante a discussão do projeto foi a flexibilização para condenados reincidentes. O novo texto estabelece que esse grupo poderá progredir de regime após cumprir 20% da pena, número inferior ao exigido atualmente pela legislação brasileira.

Parlamentares da oposição comemoraram a derrubada do veto e afirmaram que a proposta busca corrigir distorções no sistema penal brasileiro. Já aliados do governo argumentaram que as mudanças podem abrir espaço para punições mais brandas em crimes considerados graves contra a democracia.

A matéria agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional e deve gerar novos debates jurídicos e políticos em Brasília, principalmente entre ministros do Judiciário, integrantes do governo federal e lideranças partidárias.

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