Região Sudeste
Eduardo Paes acusa gestão do Rio de perder controle do Estado e diz que crime organizado chegou ao centro do poder
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Em ato de campanha com Lula em Bangu, candidato do PSD elevou o tom contra Cláudio Castro, criticou Rodrigo Bacellar – Foto: Ricardo Stuckert
O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), aproveitou um ato político realizado neste sábado (22), no Estádio de Moça Bonita, em Bangu, para lançar fortes críticas contra o atual comando do estado. Diante de apoiadores e ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, Paes afirmou que o Rio atravessa uma grave crise institucional e acusou a atual administração de permitir que organizações criminosas ampliassem sua influência sobre estruturas políticas e econômicas fluminenses.
Durante o discurso, Paes destacou sua relação política com Lula e lembrou que a aproximação entre os dois remonta à eleição municipal de 2008. Ao mencionar também a primeira-dama Janja da Silva, o candidato procurou reforçar a parceria com o presidente e apresentou a aliança construída para as eleições deste ano como uma frente formada por diferentes partidos e setores políticos. Segundo ele, as divergências entre as legendas não impedem a construção de um projeto comum para o estado.
O candidato do PSD afirmou ainda que alianças amplas foram fundamentais em momentos recentes da política brasileira. Paes citou sua volta à Prefeitura do Rio nas eleições de 2020 e a vitória de Lula na disputa presidencial de 2022. Para ele, naquele momento, a eleição presidencial ultrapassou a disputa entre partidos e representou uma escolha relacionada à manutenção das instituições democráticas e das políticas direcionadas à população mais vulnerável.
O tom mais duro do discurso apareceu quando Paes tratou da segurança pública. Segundo o candidato, os problemas do Rio não estariam mais restritos aos tradicionais casos de corrupção, mas teriam alcançado um estágio no qual grupos criminosos passaram a exercer influência sobre setores do poder público. Para reforçar a crítica, ele mencionou declaração atribuída a um magistrado durante uma operação policial, segundo a qual, depois do “fundo do poço”, ainda teria sido encontrada uma “caixa de gordura”, expressão utilizada para ilustrar a dimensão da crise.
Paes também direcionou ataques ao deputado Rodrigo Bacellar e afirmou que ele seria um de seus principais adversários políticos caso não estivesse envolvido em investigações. O candidato associou Bacellar ao grupo político apoiado pelo PL e pelo senador Flávio Bolsonaro e fez acusações sobre supostas conexões com integrantes do crime organizado. As declarações foram apresentadas por Paes durante o ato de campanha e fazem parte da ofensiva política do candidato contra o grupo que atualmente exerce influência no governo estadual.
Na parte final do discurso, Eduardo Paes responsabilizou o governador Cláudio Castro pela deterioração das estruturas estaduais e citou casos envolvendo integrantes de sua administração investigados ou presos. O candidato também voltou ao cenário eleitoral de 2018 e atacou o ex-governador Wilson Witzel, usando termos duros para criticá-lo. Para Paes, o grupo que participou das últimas administrações estaduais não pode agora se apresentar como solução para a segurança pública. Com esse discurso, o candidato sinalizou que o combate ao crime organizado, a recuperação da autoridade do Estado e o confronto político com o atual grupo governista deverão ocupar espaço central em sua campanha ao Palácio Guanabara.
Região Sudeste
Benedita da Silva reforça aliança com Lula e Eduardo Paes e aposta em união para “resgatar o Rio de Janeiro”
Candidata ao Senado afirma que eleição de representantes comprometidos com o estado será fundamental para fortalecer o Rio de Janeiro – Foto: Assessoria
A deputada federal e candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT), destacou a importância da união política em torno das candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Eduardo Paes (PSD) ao governo fluminense. A declaração foi feita após a participação da parlamentar no primeiro comício de Lula no estado durante a campanha eleitoral.
Benedita afirmou que o ato teve um significado especial em sua trajetória política e ressaltou que o atual momento exige diálogo direto com a população. Para a candidata ao Senado, é fundamental mostrar aos eleitores a importância de escolher representantes que tenham compromisso com o desenvolvimento do país e, principalmente, com a recuperação do Rio de Janeiro.
Em sua manifestação, a parlamentar reforçou a chapa formada por Lula na disputa pela Presidência, sua candidatura ao Senado e Eduardo Paes na corrida pelo Palácio Guanabara. Benedita defendeu que a eleição de aliados nos diferentes cargos pode fortalecer a atuação conjunta entre os governos federal e estadual, além da representação do Rio no Congresso Nacional.
Ao projetar a campanha, Benedita demonstrou confiança na aliança e afirmou que o grupo político pretende trabalhar para “resgatar o nosso amado Rio de Janeiro”. A candidata também indicou que deverá concentrar seu discurso eleitoral na defesa de uma bancada alinhada com Lula e Paes, buscando ampliar o apoio ao projeto político do grupo no estado.
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