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Presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destaca nova estratégia do Brasil para ampliar presença no comércio global

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Liderando a ApexBrasil, Jorge Viana apresenta ações que reposicionam o Brasil entre as principais forças do comércio internacional – Foto: Tauan Alencar

Em um debate promovido pelo canal Amado Mundo nesta segunda-feira (1º), em Brasília, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que o Brasil transformou a crise provocada pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos em um vetor de reorganização estratégica do comércio exterior. Segundo ele, a postura adotada pelo governo brasileiro diante das sobretaxas foi pautada por serenidade, diplomacia e ação técnica coordenada.

Viana destacou que, mesmo diante da pressão internacional, o país evitou retaliações e concentrou esforços na busca por alternativas comerciais. A ApexBrasil, disse ele, ampliou estudos setoriais, revisou rotas de exportação e identificou novos mercados capazes de absorver parte significativa dos produtos antes destinados ao mercado norte-americano. “Nós mapeamos dependências, avaliamos riscos e encontramos mais de 70 destinos com potencial imediato. Há mais de 100 bilhões de dólares em mercados onde o Brasil pode crescer”, afirmou.

O presidente da Agência também ressaltou que a atual política externa recolocou o Brasil em espaços diplomáticos e econômicos dos quais havia se afastado. Ele citou a retomada de agendas com a Alemanha, a reaproximação com países africanos e a atuação do Brasil na presidência do G20, dos BRICS e do Mercosul. Viana reforçou que essa presença global contribui diretamente para abrir portas e diversificar a pauta exportadora.

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Um dos exemplos mais emblemáticos, segundo ele, é o avanço brasileiro na exportação de algodão. Com a expansão das vendas para o Sudeste Asiático, região responsável por quase metade do comércio mundial, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu a liderança global do setor. “A região asiática já é o maior centro consumidor do mundo, e nós estamos posicionados de forma estratégica”, ressaltou.

Outro ponto defendido por Viana foi a importância de concluir o acordo Mercosul–União Europeia ainda durante a presidência brasileira do bloco. Para ele, a consolidação do pacto criaria um dos maiores blocos econômicos do planeta, com cerca de 700 milhões de consumidores e PIB combinado de 22 trilhões de dólares.

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, também participou do encontro e sublinhou os ativos estratégicos que diferenciam o Brasil na nova ordem econômica internacional. Ela destacou que o país reúne vantagens simultaneamente ligadas à segurança alimentar e à transição energética, dois pilares decisivos para o futuro do comércio global.

Segundo Ana Repezza, o Brasil exporta não apenas alimentos, mas também tecnologia, máquinas, equipamentos e soluções capazes de elevar a produtividade de países vulneráveis, especialmente na África e na América Latina. Ela ressaltou ainda que a matriz elétrica brasileira, composta majoritariamente por energia renovável, se tornou um trunfo para atração de investimentos no conceito de power shoring, tendência que privilegia países com energia limpa e estável. “Produzir no Brasil significa começar com pegada de carbono baixíssima”, frisou.

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A diretora também lembrou que o país possui a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo — insumos essenciais para a fabricação de baterias, turbinas eólicas e tecnologias de descarbonização — e defendeu o fortalecimento das cadeias produtivas nacionais ligadas ao setor.

O debate ocorreu dias após o governo dos Estados Unidos revogar as sobretaxas de 40% aplicadas a mais de 200 produtos brasileiros. A retirada das tarifas, válida retroativamente a 13 de novembro, foi resultado de meses de diálogo técnico entre os dois países e ganhou impulso após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e com apoio do Banco do Nordeste, o evento “ApexBrasil apresenta: o pós-tarifaço como oportunidade” reuniu especialistas e autoridades para discutir impactos e novos horizontes da política comercial brasileira. A programação incluiu um painel sobre agronegócio e indústria e uma entrevista conduzida por Guilherme Amado com Jorge Viana. O encontro reforçou a avaliação de que o Brasil, com estabilidade política e presença internacional consistente, pode ampliar seu peso no comércio global nos próximos anos.

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Incra amplia investimentos em assentamentos e libera mais de R$ 9 milhões para famílias da Reforma Agrária em Rondônia

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Créditos vão fortalecer produção rural, habitação e incentivar mulheres e jovens no campo – Foto: Incra/ RO

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciou a liberação de mais de R$ 9,1 milhões em recursos destinados a famílias assentadas da Reforma Agrária em Rondônia. O investimento faz parte das ações de fortalecimento do desenvolvimento rural e contempla diversas modalidades do Crédito Instalação, voltadas ao incentivo da produção agrícola, apoio social e geração de renda nos assentamentos.

Os recursos serão distribuídos entre famílias que vivem em áreas rurais localizadas nos municípios de Ariquemes, Chupinguaia, Corumbiara, Cujubim, Machadinho do Oeste, Mirante da Serra, Nova Mamoré, Parecis, Porto Velho, Vale do Anari e Vilhena. O objetivo do programa é ampliar as condições de trabalho e melhorar a estrutura produtiva das comunidades assentadas em diferentes regiões do estado.

Entre as modalidades liberadas estão os créditos de Apoio Inicial, Fomento, Fomento Mulher e Fomento Jovem. As linhas de financiamento atendem desde famílias recém-assentadas até projetos voltados à autonomia econômica das mulheres rurais e à permanência dos jovens no campo, criando oportunidades de renda e fortalecendo a agricultura familiar.

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Além da liberação dos novos créditos, o Incra informou que já garantiu a contratação de 100 moradias rurais e cerca de 1.500 créditos produtivos dentro do planejamento para 2026. O órgão também confirmou que a etapa de contratação de 300 reformas habitacionais terá início nos próximos dias, ampliando as ações voltadas à melhoria da qualidade de vida nos assentamentos.

O superintendente regional do Incra em Rondônia, Luís Flávio Carvalho Ribeiro, afirmou que as equipes técnicas seguem realizando atendimentos diretamente nas comunidades rurais para garantir a execução dos programas. Segundo ele, os investimentos buscam fortalecer não apenas a produção agrícola, mas também áreas como habitação, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos assentamentos.

De acordo com a equipe técnica do Incra, a liberação dos créditos segue critérios específicos de planejamento e análise documental. O órgão explicou que os assentamentos contemplados são definidos com base em estudos técnicos e prioridades operacionais, priorizando famílias que ainda não tiveram acesso aos programas. Os projetos de assistência e acompanhamento são desenvolvidos em parceria com a Emater de Rondônia.

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