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Mailza Assis e Jéssica Sales podem sentir na campanha o peso do machismo e da intolerância de parte do bolsonarismo

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Possível chapa feminina ao governo do Acre pode enfrentar resistência dentro do próprio campo conservador – Foto: Reprodução/ redes sociais

A articulação política para a disputa do governo do Acre nas próximas eleições começa a ganhar novos contornos com a possibilidade de formação de uma chapa composta por duas mulheres: Mailza Assis como candidata ao governo e Jéssica Sales como vice. A proposta, que vem sendo discutida dentro da aliança entre PP e MDB, busca fortalecer o campo político da direita no estado, mas também pode revelar contradições internas entre os próprios apoiadores do grupo.

Embora a construção da chapa conte com o apoio de lideranças conservadoras, entre elas o senador Márcio Bittar (PL), a aceitação entre o eleitorado mais radical ligado ao bolsonarismo ainda é vista com cautela por analistas políticos. Parte desse público costuma defender pautas conservadoras rígidas e, historicamente, demonstra resistência à presença feminina em posições de liderança política.

Dentro desse cenário, a candidatura de Mailza Assis poderia enfrentar críticas e desconfianças vindas justamente de setores que tradicionalmente compõem a base eleitoral da direita. A presença de uma mulher no comando de uma chapa majoritária tende a desafiar visões políticas mais tradicionais, que ainda associam o protagonismo político principalmente aos homens.

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Outro ponto que pode gerar tensão dentro do próprio eleitorado conservador envolve a figura da deputada Jéssica Sales, apontada como possível candidata a vice-governadora. A parlamentar é conhecida por manter uma relação homoafetiva assumida publicamente, postura que sempre tratou com naturalidade e transparência diante de seus apoiadores.

No entanto, em setores mais conservadores especialmente entre grupos religiosos ligados à direita, relações homoafetivas costumam enfrentar forte resistência. Esse fator pode se tornar um tema sensível durante a campanha, principalmente entre eleitores que defendem uma visão mais rígida sobre valores familiares e costumes.

Além disso, lideranças políticas do campo bolsonarista no Acre, como Márcio Bittar e aliados, costumam utilizar em seus discursos públicos a defesa da chamada “família tradicional” e de valores conservadores. Caso a chapa feminina seja confirmada, esses grupos poderão ser pressionados a se posicionar diante das contradições entre o discurso ideológico e a realidade política da aliança.

Diante desse cenário, analistas avaliam que uma eventual campanha de Mailza Assis e Jéssica Sales exigirá um trabalho político intenso dentro da própria base de apoio. O desafio não será apenas conquistar votos da oposição, mas também administrar possíveis resistências internas relacionadas a questões de gênero, preconceito e visões conservadoras presentes entre parte dos próprios aliados.

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Incra amplia investimentos em assentamentos e libera mais de R$ 9 milhões para famílias da Reforma Agrária em Rondônia

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Créditos vão fortalecer produção rural, habitação e incentivar mulheres e jovens no campo – Foto: Incra/ RO

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciou a liberação de mais de R$ 9,1 milhões em recursos destinados a famílias assentadas da Reforma Agrária em Rondônia. O investimento faz parte das ações de fortalecimento do desenvolvimento rural e contempla diversas modalidades do Crédito Instalação, voltadas ao incentivo da produção agrícola, apoio social e geração de renda nos assentamentos.

Os recursos serão distribuídos entre famílias que vivem em áreas rurais localizadas nos municípios de Ariquemes, Chupinguaia, Corumbiara, Cujubim, Machadinho do Oeste, Mirante da Serra, Nova Mamoré, Parecis, Porto Velho, Vale do Anari e Vilhena. O objetivo do programa é ampliar as condições de trabalho e melhorar a estrutura produtiva das comunidades assentadas em diferentes regiões do estado.

Entre as modalidades liberadas estão os créditos de Apoio Inicial, Fomento, Fomento Mulher e Fomento Jovem. As linhas de financiamento atendem desde famílias recém-assentadas até projetos voltados à autonomia econômica das mulheres rurais e à permanência dos jovens no campo, criando oportunidades de renda e fortalecendo a agricultura familiar.

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Além da liberação dos novos créditos, o Incra informou que já garantiu a contratação de 100 moradias rurais e cerca de 1.500 créditos produtivos dentro do planejamento para 2026. O órgão também confirmou que a etapa de contratação de 300 reformas habitacionais terá início nos próximos dias, ampliando as ações voltadas à melhoria da qualidade de vida nos assentamentos.

O superintendente regional do Incra em Rondônia, Luís Flávio Carvalho Ribeiro, afirmou que as equipes técnicas seguem realizando atendimentos diretamente nas comunidades rurais para garantir a execução dos programas. Segundo ele, os investimentos buscam fortalecer não apenas a produção agrícola, mas também áreas como habitação, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos assentamentos.

De acordo com a equipe técnica do Incra, a liberação dos créditos segue critérios específicos de planejamento e análise documental. O órgão explicou que os assentamentos contemplados são definidos com base em estudos técnicos e prioridades operacionais, priorizando famílias que ainda não tiveram acesso aos programas. Os projetos de assistência e acompanhamento são desenvolvidos em parceria com a Emater de Rondônia.

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