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Presidente Lula anuncia investimento bilionário para modernizar transporte ferroviário em São Paulo

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Com apoio do Novo PAC, projeto promete ampliar capacidade e reduzir atrasos no sistema de trens – Foto: Assessoria/ IBGE

O Governo Federal oficializou um financiamento de R$ 1,5 bilhão voltado à modernização do sistema de transporte ferroviário de passageiros em São Paulo. O anúncio foi feito durante visita institucional que também marcou a instalação de uma fábrica de trens no interior paulista.

Os recursos, oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), serão aplicados na melhoria da infraestrutura ferroviária sob responsabilidade da concessionária TIC Trens S.A. A empresa atua na implantação, operação e manutenção do sistema que conecta São Paulo, Jundiaí e Campinas.

O investimento integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dentro do eixo de mobilidade urbana para grandes e médias cidades. A proposta é ampliar a eficiência do transporte coletivo, atendendo uma demanda crescente na região metropolitana e interior do estado.

Além do financiamento anunciado, o projeto já havia recebido autorização para captação de até R$ 7,86 bilhões por meio de debêntures. Esses recursos são destinados à implantação do Trem Intercidades e à modernização da Linha 7-Rubi, considerada estratégica para a mobilidade regional.

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Outro ponto relevante é o enquadramento do empreendimento no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), que prevê benefícios fiscais. A medida deve gerar uma desoneração de aproximadamente R$ 416 milhões, estimulando novos investimentos no setor.

Durante a agenda, também foram assinados contratos adicionais que somam R$ 5,6 bilhões em financiamentos para projetos de mobilidade urbana no estado, com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O projeto prevê a requalificação de cerca de 57 quilômetros de trilhos e a modernização de 17 estações. Entre as melhorias, estão a separação das vias de passageiros e cargas e a atualização dos sistemas de sinalização, o que deve aumentar a segurança e reduzir atrasos nas viagens.

Com essas intervenções, a expectativa do governo é tornar o sistema ferroviário mais eficiente, confiável e capaz de atender melhor a população. A iniciativa também busca fortalecer o transporte coletivo como alternativa ao trânsito urbano, beneficiando diretamente milhares de usuários diariamente.

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Governo Lula denuncia ofensiva no Congresso contra leis ambientais e alerta para avanço do desmatamento

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Ministério do Meio Ambiente alerta para retrocessos graves e diz que propostas colocam em risco fiscalização, florestas e combate ao desmatamento – Foto: Fernando Donasci/ MMA

O governo federal elevou o tom contra um conjunto de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, podem provocar um dos maiores retrocessos ambientais já registrados no país. As propostas foram apresentadas como ameaça direta à preservação dos biomas brasileiros, ao combate ao desmatamento e até à credibilidade internacional do Brasil na área ambiental.

Durante apresentação realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, Ibama e ICMBio, representantes do governo afirmaram que os projetos enfraquecem instrumentos de fiscalização ambiental, reduzem áreas protegidas e flexibilizam regras para exploração de vegetação nativa. Entre os pontos mais criticados está a tentativa de limitar o uso de embargos remotos feitos com base em imagens de satélite, mecanismo considerado fundamental para conter o avanço do desmatamento ilegal.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, classificou o avanço das propostas como “um retrocesso inimaginável” para um país que possui uma das legislações ambientais mais reconhecidas do mundo. Segundo ele, os projetos atendem interesses específicos de setores que ainda insistem em explorar recursos naturais sem compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade.

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Uma das propostas mais polêmicas pode liberar o desmatamento de mais de 50 milhões de hectares de vegetação nativa não florestal em biomas como Cerrado, Pantanal, Pampa, Mata Atlântica e Caatinga. O texto também altera regras de proteção da vegetação nativa e amplia brechas para ocupações em áreas ambientais sensíveis, o que preocupa especialistas e órgãos de fiscalização.

Outro projeto criticado pelo governo reduz o nível de proteção da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, transformando parte da unidade em Área de Proteção Ambiental (APA), categoria considerada mais flexível para atividades econômicas. Além disso, propostas ligadas ao crédito rural podem impedir que informações sobre desmatamento ilegal e grilagem de terras sejam usadas na análise de financiamentos e seguros agrícolas.

Mesmo diante da pressão política no Congresso, o governo federal afirma que continuará atuando para barrar medidas que fragilizem a legislação ambiental brasileira. O Ministério do Meio Ambiente argumenta que o país conseguiu reduzir o desmatamento nos últimos anos enquanto ampliava mercados internacionais para o agronegócio, mostrando que preservação ambiental e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos.

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