Região Centro-oeste
Lula e presidente da Suíça reforçam parceria estratégica e ampliam cooperação em áreas de inovação
Região Centro-oeste
Encontro durante agenda internacional fortalece relações econômicas e ambientais entre Brasil e Suíça – Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de uma reunião com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, durante sua passagem pela Europa para participar das atividades relacionadas à Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. O encontro teve como foco o fortalecimento das relações diplomáticas, econômicas e tecnológicas entre os dois países.
Durante a conversa, os chefes de Estado destacaram a importância de ampliar o intercâmbio comercial e criar novas oportunidades de negócios. A intenção é diversificar os produtos exportados e fortalecer a presença de empresas brasileiras e suíças em mercados estratégicos.
Os dois líderes também defenderam o avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), considerada uma ferramenta importante para impulsionar a economia e reduzir os impactos do crescimento de medidas protecionistas adotadas por diversas nações.
Além da pauta econômica, Brasil e Suíça decidiram aprofundar a cooperação em setores considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a inovação tecnológica. Entre as áreas prioritárias estão inteligência artificial, transição energética, biotecnologia, minerais estratégicos, saúde e defesa.
Outro tema abordado foi a agenda ambiental. O presidente suíço elogiou os resultados apresentados pelo Brasil na redução do desmatamento e destacou a relevância da realização da COP30, que acontecerá em Belém, no Pará, em 2026.
A agenda internacional de Lula faz parte da estratégia do governo brasileiro de ampliar parcerias globais, fortalecer a presença do país em debates internacionais e consolidar alianças voltadas ao crescimento econômico sustentável e à cooperação tecnológica.
Região Centro-oeste
Presidente Lula e OMS pressionam líderes do G7 por acordo global para enfrentar futuras pandemias
Brasil reforça apelo internacional para evitar novos erros cometidos durante a Covid-19 – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lançaram um apelo conjunto aos líderes das maiores economias do planeta para acelerar a implementação de um acordo internacional voltado à prevenção e ao combate de futuras pandemias. A iniciativa foi apresentada durante a cúpula do G7 e busca fortalecer a cooperação global diante de novas ameaças sanitárias.
Em uma carta aberta, as autoridades destacaram a necessidade de concluir as negociações pendentes para tornar efetivo o Acordo Global sobre Pandemias, aprovado em 2025. O documento pretende transformar as experiências vividas durante a crise da Covid-19 em ações permanentes de prevenção, monitoramento e resposta rápida a emergências sanitárias.
O Brasil ocupa posição estratégica nesse processo ao coordenar as discussões relacionadas ao sistema internacional de compartilhamento de patógenos e de benefícios. A proposta prevê que países que disponibilizarem informações sobre novos vírus e agentes infecciosos tenham acesso mais rápido e justo a vacinas, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias essenciais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a iniciativa pretende corrigir desigualdades observadas durante a pandemia de Covid-19, quando diversas nações colaboraram cientificamente, mas enfrentaram dificuldades para obter imunizantes e tratamentos produzidos a partir dessas informações compartilhadas.
As negociações internacionais terão uma nova rodada em julho, após divergências entre os países impedirem um consenso nas reuniões anteriores. Entre os principais desafios está a definição das regras para a distribuição equilibrada dos benefícios gerados a partir das pesquisas científicas e do desenvolvimento de novas tecnologias médicas.
Brasil e OMS alertam que o mundo não pode esperar a próxima crise sanitária para agir. Segundo especialistas, fatores como as mudanças climáticas, o avanço da biotecnologia e as alterações ambientais aumentam o risco do surgimento de novas doenças. As autoridades defendem que fortalecer a cooperação internacional será fundamental para proteger vidas, reduzir impactos econômicos e garantir uma resposta mais eficiente diante de futuras pandemias.
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