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Deputada Dandara aciona PGR para investigar o governador Zema após tragédia das chuvas em Minas

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Dandara Tonantzin pede investigação contra Romeu Zema após enchentes na Zona da Mata – Foto: Facebook/ Romeu Zema

A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) formalizou um pedido à Procuradoria-Geral da República para que seja aberta uma investigação criminal com o objetivo de apurar possível responsabilidade do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em razão dos impactos das fortes chuvas que atingiram os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata mineira.

De acordo com a parlamentar, dados extraídos do Portal da Transparência estadual indicariam uma queda expressiva nos investimentos voltados à prevenção de desastres climáticos nos últimos anos. As informações, divulgadas pela imprensa nacional, apontam que os recursos destinados a essa finalidade teriam sido reduzidos drasticamente entre 2023 e 2025, comprometendo ações preventivas em áreas consideradas vulneráveis.

Para Dandara, os cortes orçamentários precisam ser analisados à luz dos alertas frequentes sobre riscos de enchentes e deslizamentos na região. Ela argumenta que a tragédia não pode ser vista apenas como consequência de fenômenos naturais, mas deve envolver avaliação sobre eventuais falhas administrativas e decisões políticas relacionadas à gestão de recursos públicos.

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No documento encaminhado à PGR, a deputada solicita a abertura de um Procedimento de Investigação Criminal (PIC) para verificar se houve omissão ou conduta que possa configurar responsabilidade penal por parte do chefe do Executivo mineiro. A iniciativa busca esclarecer se a redução dos investimentos em prevenção teve impacto direto nos danos humanos e estruturais registrados nas cidades afetadas.

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Governo Lula denuncia ofensiva no Congresso contra leis ambientais e alerta para avanço do desmatamento

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Ministério do Meio Ambiente alerta para retrocessos graves e diz que propostas colocam em risco fiscalização, florestas e combate ao desmatamento – Foto: Fernando Donasci/ MMA

O governo federal elevou o tom contra um conjunto de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, podem provocar um dos maiores retrocessos ambientais já registrados no país. As propostas foram apresentadas como ameaça direta à preservação dos biomas brasileiros, ao combate ao desmatamento e até à credibilidade internacional do Brasil na área ambiental.

Durante apresentação realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, Ibama e ICMBio, representantes do governo afirmaram que os projetos enfraquecem instrumentos de fiscalização ambiental, reduzem áreas protegidas e flexibilizam regras para exploração de vegetação nativa. Entre os pontos mais criticados está a tentativa de limitar o uso de embargos remotos feitos com base em imagens de satélite, mecanismo considerado fundamental para conter o avanço do desmatamento ilegal.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, classificou o avanço das propostas como “um retrocesso inimaginável” para um país que possui uma das legislações ambientais mais reconhecidas do mundo. Segundo ele, os projetos atendem interesses específicos de setores que ainda insistem em explorar recursos naturais sem compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade.

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Uma das propostas mais polêmicas pode liberar o desmatamento de mais de 50 milhões de hectares de vegetação nativa não florestal em biomas como Cerrado, Pantanal, Pampa, Mata Atlântica e Caatinga. O texto também altera regras de proteção da vegetação nativa e amplia brechas para ocupações em áreas ambientais sensíveis, o que preocupa especialistas e órgãos de fiscalização.

Outro projeto criticado pelo governo reduz o nível de proteção da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, transformando parte da unidade em Área de Proteção Ambiental (APA), categoria considerada mais flexível para atividades econômicas. Além disso, propostas ligadas ao crédito rural podem impedir que informações sobre desmatamento ilegal e grilagem de terras sejam usadas na análise de financiamentos e seguros agrícolas.

Mesmo diante da pressão política no Congresso, o governo federal afirma que continuará atuando para barrar medidas que fragilizem a legislação ambiental brasileira. O Ministério do Meio Ambiente argumenta que o país conseguiu reduzir o desmatamento nos últimos anos enquanto ampliava mercados internacionais para o agronegócio, mostrando que preservação ambiental e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos.

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