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Davi Alcolumbre oficializa indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU e Senado prepara votação no Plenário

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Ex-presidente do Senado recebeu apoio de governistas e oposicionistas para ocupar a vaga aberta após a saída antecipada de Bruno Dantas – Foto: Roque de Sá/ Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), formalizou na segunda-feira (31) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). A escolha deverá ser submetida ao Plenário nesta terça-feira (1º), em uma votação que pode garantir ampla aprovação ao ex-comandante da Casa.

A candidatura foi apresentada por meio do Projeto de Decreto Legislativo nº 995, de 2026. Na justificativa, Alcolumbre ressaltou a experiência política e jurídica de Pacheco, eleito para o Senado em 2018 e com passagem pelos conselhos seccional e federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O documento encaminhado ao Legislativo também reúne informações sobre homenagens, condecorações e compromissos oficiais cumpridos pelo parlamentar no exterior. Nos bastidores, aliados do presidente do Senado trabalham com a possibilidade de uma votação unânime em favor da indicação.

O apoio ao nome de Pacheco ultrapassou as divisões entre governo e oposição. A proposta recebeu 20 assinaturas, incluindo as dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Camilo Santana (PT-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Cid Gomes (PSB-CE) e Omar Aziz (PSD-AM).

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A movimentação acontece depois de uma longa articulação para que Pacheco fosse escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal. O governo, entretanto, indicou o então ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mas o nome acabou rejeitado. Lula também defendia que Pacheco concorresse ao governo de Minas Gerais, possibilidade recusada pelo senador.

Com a indicação ao TCU, Rodrigo Pacheco passa a representar oficialmente o Senado na disputa pela cadeira aberta após a saída antecipada do ministro Bruno Dantas. O tribunal atua no controle das contas públicas e auxilia o Congresso na fiscalização financeira, orçamentária, contábil, operacional e patrimonial da administração federal.

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Banco Master emitiu cartões com limite de R$ 300 mil para filhos de Alexandre de Moraes, apontam mensagens

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Trocas de mensagens indicam que Vorcaro autorizou andamento da emissão – Foto: Banco Master/ Divulgação/ Gustavo Moreno/STF

Novas informações envolvendo a relação do Banco Master com a família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vieram a público. Mensagens relacionadas ao banco indicam que cartões de crédito com limite de R$ 300 mil foram emitidos para filhos do magistrado. O episódio ocorre em meio às revelações sobre os vínculos mantidos pela instituição financeira com o escritório Barci de Moraes.

As tratativas teriam ocorrido em outubro de 2025, quando Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, entrou em contato com Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master. Segundo as informações divulgadas, a conversa aconteceu aproximadamente 15 dias antes da prisão do banqueiro e tinha como objetivo viabilizar a emissão dos cartões.

De acordo com as mensagens reveladas pelo jornalista Fausto Macedo, Vorcaro encaminhou ao administrador o contato de Adriana Solano, ligada ao Banco Master, para que a solicitação tivesse prosseguimento. Posteriormente, Adriana teria consultado diretamente o banqueiro sobre a possibilidade de emitir os cartões destinados aos filhos de Alexandre de Moraes, recebendo autorização para continuar o procedimento.

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O caso chama atenção também pela relação comercial existente entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. A banca havia firmado contrato de R$ 131 milhões com a instituição financeira, circunstância que já vinha sendo alvo de questionamentos públicos. Com a divulgação das novas conversas, a participação de Vorcaro nas tratativas envolvendo os cartões acrescenta mais um elemento ao escrutínio sobre essa relação.

O escritório Barci de Moraes confirmou que os cartões chegaram a ser emitidos, mas sustentou que eles nunca foram utilizados. Segundo a manifestação da banca, os cartões foram “jamais usados por qualquer advogado ou pessoa do escritório”. A declaração busca afastar a existência de benefício financeiro decorrente da concessão dos limites.

Até o momento, a emissão dos cartões, isoladamente, não demonstra a ocorrência de qualquer ilegalidade. Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes têm negado irregularidades na relação com o Banco Master. As revelações, porém, ampliam as discussões públicas sobre transparência e eventuais conflitos de interesse envolvendo relações privadas entre instituições financeiras e familiares de integrantes do Supremo Tribunal Federal.

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