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Com IPTU mais caro, taxa de lixo recriada e tarifa funerária elevada, Abílio consolida fama de “prefeito das taxas”

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Abílio aperta o bolso do contribuinte e transforma Cuiabá na “capital das taxas”.

O primeiro ano da gestão de Abílio Brunini em Cuiabá tem sido marcado por um pacote de medidas que pesam diretamente no bolso da população. Depois de recriar a taxa de lixo e autorizar o aumento da taxa funerária, o prefeito avança agora para elevar o IPTU, movimento já iniciado com a instalação de uma comissão para revisar os valores imobiliários da capital. As decisões, somadas, reforçam a imagem de um gestor que governa com o olhar voltado para arrecadação, não para o bem-estar do contribuinte.

As mudanças tributárias acontecem em um momento em que a cidade enfrenta problemas graves e acumulados, especialmente na saúde, onde faltam insumos e atendimentos se arrastam por longas horas. A infraestrutura também segue fragilizada, com buracos, iluminação precária e bairros inteiros esperando manutenção. Mesmo assim, em vez de priorizar soluções para os serviços essenciais, a prefeitura opta por aumentar o peso financeiro sobre o cidadão.

A recriação da taxa de lixo e o aumento da taxa funerária foram os primeiros sinais de uma política municipal que parece descolada das prioridades populares. Essas medidas, somadas ao iminente reajuste do IPTU, criaram um ambiente de insatisfação crescente. Para muitos moradores, as novas cobranças representam um aperto injustificado diante da baixa qualidade dos serviços oferecidos pelo próprio município.

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Com esse conjunto de ações, Abílio Brunini consolida a imagem de “prefeito das taxas”, acumulando desgaste político antes mesmo de completar seu primeiro ano de mandato. Para analistas e lideranças locais, a gestão demonstra falta de sensibilidade social e desconexão com a realidade da população cuiabana, que enfrenta dificuldades diárias sem ver retorno proporcional aos impostos pagos. Enquanto isso, o clima na capital é de indignação e incerteza sobre o rumo da administração municipal.

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Governo Lula denuncia ofensiva no Congresso contra leis ambientais e alerta para avanço do desmatamento

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Ministério do Meio Ambiente alerta para retrocessos graves e diz que propostas colocam em risco fiscalização, florestas e combate ao desmatamento – Foto: Fernando Donasci/ MMA

O governo federal elevou o tom contra um conjunto de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, podem provocar um dos maiores retrocessos ambientais já registrados no país. As propostas foram apresentadas como ameaça direta à preservação dos biomas brasileiros, ao combate ao desmatamento e até à credibilidade internacional do Brasil na área ambiental.

Durante apresentação realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, Ibama e ICMBio, representantes do governo afirmaram que os projetos enfraquecem instrumentos de fiscalização ambiental, reduzem áreas protegidas e flexibilizam regras para exploração de vegetação nativa. Entre os pontos mais criticados está a tentativa de limitar o uso de embargos remotos feitos com base em imagens de satélite, mecanismo considerado fundamental para conter o avanço do desmatamento ilegal.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, classificou o avanço das propostas como “um retrocesso inimaginável” para um país que possui uma das legislações ambientais mais reconhecidas do mundo. Segundo ele, os projetos atendem interesses específicos de setores que ainda insistem em explorar recursos naturais sem compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade.

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Uma das propostas mais polêmicas pode liberar o desmatamento de mais de 50 milhões de hectares de vegetação nativa não florestal em biomas como Cerrado, Pantanal, Pampa, Mata Atlântica e Caatinga. O texto também altera regras de proteção da vegetação nativa e amplia brechas para ocupações em áreas ambientais sensíveis, o que preocupa especialistas e órgãos de fiscalização.

Outro projeto criticado pelo governo reduz o nível de proteção da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, transformando parte da unidade em Área de Proteção Ambiental (APA), categoria considerada mais flexível para atividades econômicas. Além disso, propostas ligadas ao crédito rural podem impedir que informações sobre desmatamento ilegal e grilagem de terras sejam usadas na análise de financiamentos e seguros agrícolas.

Mesmo diante da pressão política no Congresso, o governo federal afirma que continuará atuando para barrar medidas que fragilizem a legislação ambiental brasileira. O Ministério do Meio Ambiente argumenta que o país conseguiu reduzir o desmatamento nos últimos anos enquanto ampliava mercados internacionais para o agronegócio, mostrando que preservação ambiental e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos.

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