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Alckmin destaca acordo Mercosul-União Europeia para fortalecer a indústria e ampliar exportações

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Vice-presidente afirma que o desafio agora é ampliar os negócios internacionais, fortalecer a indústria nacional e ampliar a participação das pequenas empresas – Foto: Valdenio Vieira/ SEAUD-PR

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou em São Paulo, de um encontro voltado ao fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e os países da União Europeia. O evento reuniu representantes da indústria, empresários e especialistas para discutir as oportunidades abertas pelo acordo comercial firmado entre o Mercosul e o bloco europeu, que passou a vigorar em maio deste ano.

Durante sua participação, Alckmin ressaltou que a assinatura do acordo representa apenas o início de uma nova etapa para o setor produtivo brasileiro. Segundo ele, o principal objetivo agora é transformar o ambiente favorável em aumento das exportações, geração de empregos e crescimento da economia nacional por meio da ampliação dos mercados consumidores.

O vice-presidente destacou que o Brasil possui grande potencial para ampliar sua presença no comércio internacional. Para ele, é fundamental que as empresas brasileiras aproveitem as oportunidades existentes fora do país, conquistando novos clientes e consolidando produtos nacionais em mercados considerados estratégicos, especialmente na Europa.

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Alckmin também chamou atenção para a necessidade de ampliar a participação das micro, pequenas e médias empresas nas exportações brasileiras. Ele citou experiências internacionais, como a da Itália, onde empresas de menor porte possuem forte presença no comércio exterior, defendendo políticas públicas que incentivem esse perfil de empreendedor a competir em mercados internacionais.

Entre as iniciativas apresentadas está o programa Acredita Exportação, criado pelo Governo Federal para estimular pequenos negócios a venderem seus produtos para outros países. A medida prevê a devolução de 3% do valor exportado às empresas participantes durante o período de transição da reforma tributária, mecanismo que permanecerá em vigor até 2032.

Durante o encontro também foi apresentado um novo painel desenvolvido para auxiliar empresários na identificação de oportunidades de negócios em cada estado brasileiro. A ferramenta reúne informações sobre produtos que poderão obter redução ou eliminação gradual de tarifas de importação em diversos países da União Europeia, facilitando o planejamento das exportações.

Os estudos que embasam o painel identificaram centenas de possibilidades comerciais em diferentes segmentos da economia, incluindo alimentos, máquinas, equipamentos industriais, produtos químicos, manufaturados e outros setores da indústria de transformação. A expectativa é ampliar significativamente a participação das empresas brasileiras em um dos mercados mais exigentes e valorizados do mundo.

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Como exemplo dos benefícios já observados após a entrada em vigor do acordo, Alckmin destacou o envio de uvas produzidas no Vale do São Francisco para a União Europeia com tarifa de importação zerada. Segundo ele, casos como esse demonstram o potencial do acordo para impulsionar as exportações brasileiras, atrair investimentos e fortalecer a competitividade da indústria nacional.

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Michelle Bolsonaro amplia articulações políticas e expõe distanciamento dentro do núcleo bolsonarista

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Ex-primeira-dama evita declarações públicas, mas intensifica movimentações estratégicas nos bastidores do PL – Foto: Reprodução/ Apublica.org

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem adotado uma postura reservada diante das recentes crises envolvendo integrantes da família Bolsonaro, mas continua exercendo influência nos bastidores da política nacional. Apesar do silêncio público, seus posicionamentos e aparições ao lado de aliados vêm sendo interpretados como sinais claros de suas preferências dentro do grupo conservador.

Nos últimos meses, Michelle optou por não comentar diretamente episódios que atingiram os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente as polêmicas relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro e ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. Ainda assim, integrantes do PL acompanham atentamente seus movimentos e avaliam que ela segue desempenhando um papel relevante nas decisões políticas do campo bolsonarista.

Uma das principais demonstrações dessa atuação tem sido a aproximação com a senadora Tereza Cristina, considerada por setores do partido uma das favoritas para compor uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro nas eleições futuras.

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A presença constante das duas lideranças em agendas políticas acontece em meio às dúvidas sobre o espaço que Michelle ocupará em uma possível campanha presidencial do senador. Dentro da sigla, dirigentes ainda discutem qual será o grau de participação da ex-primeira-dama caso a candidatura seja oficializada.

Nas redes sociais, Michelle também tem reforçado seus posicionamentos ideológicos. Recentemente, ela repercutiu declarações do ex-ministro Ciro Gomes, interpretando suas falas como uma confirmação de críticas que já havia feito anteriormente ao pedetista.

A relação entre Michelle e parte da estratégia política defendida por Flávio Bolsonaro também tem gerado divergências internas. O desconforto surgiu quando o senador passou a defender uma aproximação com grupos políticos ligados a Ciro Gomes no Ceará, iniciativa que recebeu forte resistência da ex-primeira-dama.

Enquanto o cenário eleitoral para 2026 começa a ser desenhado, permanece a expectativa sobre uma possível reaproximação entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Lideranças do PL acreditam que a participação dela em futuros eventos e campanhas dependerá da reconstrução desse relacionamento político, considerado essencial para fortalecer a unidade do grupo conservador. As informações e do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo,

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