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Ricardo Couto amplia “faxina” no governo do Rio de Janeiro e já soma quase 1,5 mil exonerações em pouco mais de um mês

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Reestruturação promovida pelo governador em exercício atinge aliados de Cláudio Castro, corta cargos comissionados – Foto: Divulgação

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, intensificou o processo de reestruturação administrativa no governo estadual e voltou a promover uma nova rodada de exonerações no Palácio Guanabara. Somente nesta etapa, 58 servidores comissionados foram desligados de suas funções, ampliando para 1.477 o número total de exonerações realizadas em cerca de 40 dias de gestão interina.

As mudanças fazem parte de um amplo plano de enxugamento da máquina pública, que mira principalmente cargos considerados estratégicos dentro das secretarias da Casa Civil e de Governo. Levantamentos internos apontam que os dois setores acumulavam aproximadamente 4 mil servidores, número considerado elevado pela atual administração. A meta do governo é eliminar cerca de 40% desses cargos, o equivalente a aproximadamente 1,6 mil postos.

Entre os principais alvos da nova ofensiva administrativa estão servidores suspeitos de exercer funções sem atuação efetiva, conhecidos popularmente como “funcionários fantasmas”. O governo afirma que a medida busca combater possíveis irregularidades, reduzir gastos públicos e reorganizar setores considerados inchados dentro da estrutura estadual.

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A chamada “faxina” também atingiu nomes ligados politicamente ao ex-governador Cláudio Castro. Um dos exonerados foi Renato Jordão, apontado como aliado próximo do antigo grupo político que comandava o estado. Para o comando do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), foi nomeada a engenheira florestal Denise Marçal Rambaldi, que já atuava na área ambiental do governo estadual.

O Instituto Estadual do Ambiente desempenha papel estratégico no Rio de Janeiro, sendo responsável por licenciamento ambiental, fiscalização, gestão de recursos hídricos e preservação florestal. A troca no comando do órgão foi interpretada nos bastidores como mais um movimento de Ricardo Couto para desmontar estruturas ligadas à antiga gestão e fortalecer um perfil mais técnico dentro da administração estadual.

As mudanças também chegaram ao Rioprevidência, onde gerentes da área administrativa e financeira foram dispensados. O órgão já vinha sendo alvo de investigações após questionamentos envolvendo investimentos milionários em instituições financeiras não cadastradas. A expectativa do governo é que todas as exonerações promovidas até agora representem uma economia anual de até R$ 85 milhões aos cofres públicos, enquanto novas dispensas ainda devem ocorrer nos próximos dias.

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Deputado Lindbergh Farias acusa Congresso de retaliar STF após derrubada de veto sobre dosimetria penal

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Deputado afirma que articulação entre bolsonaristas e Centrão busca enfraquecer investigações sobre atos golpistas – Foto: Kayo Magalhães/ Câmara

O deputado federal Lindbergh Farias criticou duramente a decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria. Segundo o parlamentar petista, a medida representa uma reação política de setores ligados ao bolsonarismo contra o Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente em razão das investigações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e à suposta trama antidemocrática investigada pela Polícia Federal.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lindbergh afirmou que a decisão do Congresso abre precedente perigoso ao interferir diretamente em punições já determinadas pelo Judiciário. Para ele, o movimento político teria como principal objetivo beneficiar investigados e condenados envolvidos nos ataques às instituições democráticas do país. O deputado ainda questionou a legalidade da decisão e sugeriu que a derrubada do veto pode enfrentar questionamentos constitucionais.

Durante a manifestação, o parlamentar também relacionou a ofensiva política à investigação envolvendo o banco Master, alvo de apurações da Polícia Federal por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, o esquema teria movimentado cifras entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões, ampliando a tensão nos bastidores de Brasília.

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O empresário Daniel Vorcaro, apontado como dono da instituição financeira, encontra-se preso no Distrito Federal. Segundo aliados do governo e integrantes da base petista, a possibilidade de uma delação premiada envolvendo políticos, empresários e figuras influentes do cenário nacional estaria provocando forte movimentação no Congresso Nacional.

Nas redes sociais, Lindbergh afirmou que existe uma união entre setores do bolsonarismo e partidos do Centrão para criar um ambiente de impunidade política. O deputado voltou a defender punições rigorosas para os envolvidos nas tentativas de ruptura institucional e reforçou o discurso de “sem anistia” aos investigados pelos atos antidemocráticos.

A reação à decisão do Congresso também mobilizou outras lideranças do Partido dos Trabalhadores. O líder da bancada petista na Câmara, Pedro Uczai, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o deputado federal Rogério Correia demonstraram publicamente indignação com a derrubada do veto presidencial.

Nos bastidores políticos, a decisão segue gerando forte repercussão e promete ampliar o embate entre Congresso, governo federal e Supremo Tribunal Federal em meio ao avanço das investigações que atingem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e setores ligados à extrema-direita brasileira.

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