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Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula na liderança da disputa presidencial e à frente de todos os adversários testados no segundo turno
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Levantamento mostra presidente à frente no primeiro turno e com desempenho favorável em todos os cenários simulados de segundo turno – Foto: Ricardo Stuckert/ PR | Agência Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na dianteira da disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026, de acordo com a mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (29). O levantamento indica que o atual chefe do Executivo reúne 42% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%, estabelecendo uma diferença de oito pontos percentuais.
Realizada entre os dias 26 e 28 de junho, a pesquisa ouviu 2.009 eleitores em diferentes regiões do país. O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro foi feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08521/2026.
Além da liderança na primeira etapa da disputa, o levantamento também projeta um cenário positivo para Lula em eventuais confrontos de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 47% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 44%. Em outras simulações, Lula supera Romeu Zema por 48% a 38%, Ronaldo Caiado por 47% a 39% e Renan Santos por 48% a 36%.
Os números do primeiro turno também evidenciam um cenário fragmentado entre os demais pré-candidatos. Ronaldo Caiado soma 5%, Renan Santos registra 4% e Romeu Zema aparece com 3%. Os demais nomes avaliados pelo instituto obtiveram índices de 1%, mantendo a disputa concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
No levantamento espontâneo, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula também permanece na liderança. O presidente foi citado por 38% dos participantes, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 27%. A série histórica da pesquisa mostra crescimento gradual do petista ao longo dos últimos meses.
Entre os beneficiários do programa Bolsa Família, Lula apresenta desempenho expressivo. Nesse segmento, o presidente alcança 68% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 13%, evidenciando ampla vantagem entre os eleitores atendidos por programas sociais do governo federal.
A pesquisa ainda indica elevada fidelidade do eleitorado que apoiou Lula na eleição de 2022. Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, 91% dos entrevistados que afirmam ter votado no atual presidente na última eleição dizem que repetiriam o voto em 2026.
O levantamento também mostra vantagem de Lula em diferentes segmentos do eleitorado, como mulheres, pessoas com 60 anos ou mais, eleitores com ensino fundamental, católicos e entrevistados que declararam não possuir religião. De acordo com a BTG/Nexus, os resultados reforçam que, no cenário atual, o presidente mantém posição competitiva tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa presidencial de 2026.
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Carta atribuída a Flávio Bolsonaro gera controvérsia e reacende debate sobre soberania nacional e limites da cooperação internacional
Documento enviado às autoridades dos EUA provoca reações no meio político e jurídico – Foto: Reprodução Instagram @flaviobolsonaro
Uma carta atribuída ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro voltou a provocar intenso debate no cenário político brasileiro. O documento, direcionado ao secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, menciona a possibilidade de uma aproximação institucional entre um eventual governo brasileiro e autoridades dos Estados Unidos, incluindo a criação de mecanismos de cooperação durante um período de transição administrativa.
A divulgação do conteúdo repercutiu entre parlamentares, juristas e analistas políticos, que passaram a discutir os limites legais e constitucionais de qualquer iniciativa que envolva participação de representantes estrangeiros em procedimentos internos da administração pública brasileira. Para críticos da proposta, o episódio levanta preocupações relacionadas à preservação da soberania nacional.
Especialistas lembram que a legislação brasileira estabelece regras específicas para a formação da equipe de transição presidencial. A Lei nº 10.609, de 2002, determina que o grupo seja constituído pelo presidente eleito com o objetivo de conhecer a estrutura da administração federal, preparar os primeiros atos do novo governo e receber informações necessárias para assegurar a continuidade das políticas públicas.
Outro ponto destacado no debate é que integrantes da equipe de transição têm acesso a dados administrativos e estratégicos do governo federal, estando sujeitos ao dever legal de manter sigilo sobre informações classificadas ou confidenciais. Em razão disso, juristas avaliam que qualquer participação de agentes estrangeiros nesse processo exigiria rigorosa análise jurídica e observância das normas brasileiras.
Além das discussões sobre a legislação da transição, alguns especialistas passaram a analisar dispositivos do Código Penal relacionados aos crimes contra o Estado Democrático de Direito e à proteção da soberania nacional. Entre os artigos citados estão aqueles que tratam da entrega indevida de informações estratégicas e da negociação com governos estrangeiros em situações que possam comprometer os interesses nacionais.
O caso também ganhou dimensão política porque ocorre em meio ao debate sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos e outras potências internacionais. Setores da oposição afirmam que a aproximação institucional deve respeitar integralmente a autonomia do Estado brasileiro, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro sustentam que o objetivo seria fortalecer futuras relações diplomáticas e estratégicas entre os dois países.
A divulgação da carta ampliou a polarização política em torno do tema e reacendeu discussões sobre o papel de governos estrangeiros durante processos eleitorais brasileiros. O assunto passou a ser utilizado por diferentes grupos como exemplo da necessidade de preservar a independência das instituições nacionais e garantir que decisões de governo sejam tomadas exclusivamente dentro dos marcos previstos pela Constituição.
Enquanto o documento continua sendo alvo de interpretações políticas e jurídicas, especialistas afirmam que qualquer eventual responsabilização dependerá da análise dos fatos concretos pelas autoridades competentes. O episódio reforça o debate sobre soberania, segurança institucional e os limites da cooperação internacional em processos relacionados à sucessão presidencial no Brasil.
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