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Operação no Rio prende suspeito de fortalecer atuação do tráfico em Vargem Grande e Vargem Pequena

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Detenção de “Vitinho” revela estratégia de expansão territorial do TCP no Rio Foto: Divulgação/ PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação que resultou na prisão de um homem apontado como integrante do Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa com atuação em diversas regiões da cidade.

O suspeito, identificado como Vitor da Silva Ferreira, conhecido como “Vitinho”, foi localizado em um imóvel utilizado como centro religioso nas comunidades do Pombo Sem Asa e do Guandu, na Zona Oeste da capital. A prisão ocorreu sem resistência.

Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, pelos crimes de tráfico de drogas e participação em organização criminosa. A ação foi conduzida por equipes especializadas no combate ao narcotráfico.

De acordo com as investigações, Vitinho desempenhava papel estratégico dentro da estrutura da facção, sendo responsável por apoiar a expansão territorial do grupo em áreas como Vargem Pequena e Vargem Grande.

Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito também atuava na segurança armada e no suporte às operações do grupo criminoso, contribuindo para o controle de territórios dominados pelo tráfico.

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As apurações indicam que ele mantinha ligação direta com Gabriel da Silva Alves, conhecido como “GB”, apontado como uma das principais lideranças do TCP, com base de atuação no Complexo da Maré.

O avanço da facção nessas regiões ocorre em meio a conflitos com grupos rivais, o que tem intensificado episódios de violência e insegurança para moradores locais.

Além da disputa territorial, a polícia investiga a imposição de cobranças ilegais a moradores e comerciantes, prática que vem sendo associada à atuação do grupo nas áreas dominadas.

Entre os crimes relacionados ao avanço do TCP, está o assassinato da líder comunitária Frauzenete Soares da Silva, ocorrido em abril do ano passado, em Vargem Pequena.

Segundo as investigações, a vítima teria se posicionado contra a presença da facção na região. Após o crime, familiares relataram ameaças e a expulsão de parentes da comunidade.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e desarticular a atuação do grupo criminoso na Zona Oeste do Rio.

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Polícia Federal intensifica combate ao garimpo ilegal e destrói estrutura criminosa em operações na Amazônia

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Ações no Amapá terão apoio de forças federais e estaduais no combate aos crimes ambientais – Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal anunciou o reforço das operações de combate ao garimpo ilegal no Amapá, ampliando a presença de agentes em áreas consideradas críticas para a exploração clandestina de minério dentro da Amazônia Legal. A medida faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS), que reúne forças de segurança e órgãos ambientais em ações integradas de fiscalização.

Nos últimos meses, a PF intensificou operações contra grupos criminosos envolvidos na extração ilegal de ouro e cassiterita, principalmente em regiões de floresta de difícil acesso. Segundo a corporação, o objetivo é enfraquecer organizações que atuam na destruição ambiental, no financiamento do crime organizado e na contaminação de rios e comunidades tradicionais.

Uma das ações mais recentes ocorreu no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, onde equipes da Polícia Federal e do ICMBio destruíram três escavadeiras hidráulicas utilizadas no garimpo clandestino. Durante a fiscalização, também foi apreendido mercúrio, substância tóxica usada na separação do ouro e considerada uma das maiores ameaças ambientais da atividade ilegal.

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Em maio, a Operação Calha Norte mobilizou cerca de 80 agentes em áreas próximas à divisa entre Amapá e Pará. A força-tarefa contou com apoio do Ibama, ICMBio, Força Nacional e órgãos estaduais, resultando na inutilização de maquinários pesados, motores, tratores, acampamentos clandestinos e milhares de litros de combustível usados para abastecer a estrutura criminosa instalada dentro da floresta.

Outra ofensiva de grande impacto ocorreu em fevereiro, durante a Operação Trono de Ferro, que investigou uma organização criminosa suspeita de atuar no comércio ilegal de cassiterita extraída de garimpos clandestinos no Amapá, em Roraima e até na Venezuela. As investigações levaram ao bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

A Polícia Federal afirmou que o combate aos crimes ambientais será uma das prioridades estratégicas em 2026 e destacou que novas operações já estão previstas para as próximas semanas. A expectativa é ampliar a presença do Estado em regiões dominadas pelo garimpo ilegal e fortalecer ações de proteção ambiental em toda a Amazônia.

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