Polícia
MPF aciona Justiça Federal e pede suspensão do programa Tolerância Zero nas praias do Rio de Janeiro
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Órgão aponta falta de diálogo com a União e ambulantes e cobra novo plano para gestão da orla carioca – Foto: Divulgação
O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal solicitando a suspensão imediata do programa Tolerância Zero, implantado pela Prefeitura do Rio de Janeiro para intensificar a fiscalização do comércio ambulante e reforçar o combate à atuação de organizações criminosas nas praias da Zona Sul.
Na ação, o MPF argumenta que a iniciativa foi colocada em prática sem observar as normas federais que disciplinam a administração das praias, consideradas bens da União. O órgão sustenta que o município deveria ter promovido diálogo com o governo federal, trabalhadores ambulantes e representantes da sociedade antes da implementação das medidas.
Além de interromper os efeitos do programa, o Ministério Público pede que Prefeitura e União desenvolvam, de forma conjunta, um plano de gestão para a orla. A proposta deverá conciliar o ordenamento urbano, o enfrentamento ao crime organizado e a garantia dos direitos dos comerciantes que atuam legalmente nas praias.
Segundo o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, Júlio Araújo, a administração municipal deixou de adotar instrumentos considerados essenciais para a gestão desses espaços, como o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP) e o Plano de Gestão Integrada previsto pelo Projeto Orla.
O MPF ressalta que não questiona a necessidade de combater práticas criminosas, mas afirma que qualquer política pública voltada à segurança deve respeitar os direitos fundamentais e assegurar participação dos trabalhadores que dependem da atividade para garantir sua renda.
O programa Tolerância Zero entrou em vigor na última quinta-feira (16), em uma operação conjunta entre a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado. As ações passaram a concentrar fiscalização nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, com agentes atuando nas areias, calçadões e principais acessos à orla.
De acordo com a prefeitura, o objetivo é coibir o comércio irregular, impedir ocupações ilegais do espaço público e desarticular grupos criminosos que estariam cobrando taxas de ambulantes, barraqueiros e comerciantes. Cerca de 70 pontos considerados estratégicos foram definidos para receber fiscalização permanente.
A iniciativa, no entanto, provocou protestos de vendedores ambulantes, que reivindicam a regularização da categoria e melhores condições para exercer a atividade. Após o ajuizamento da ação, o prefeito Eduardo Cavaliere criticou a atuação do procurador responsável pelo processo, afirmando que a medida representa uma inversão de prioridades e defendendo a continuidade das ações de fiscalização e combate à criminalidade nas praias da capital fluminense.
Polícia
Roubo de automóvel desencadeia perseguição e termina com duas mortes no Rio de Janeiro
Criminosos roubaram um carro em um posto de combustíveis e tentaram escapar da polícia – Foto: IA
A noite deste sábado (18) foi marcada por uma tragédia na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um idoso de 75 anos morreu após ser atropelado durante a fuga de criminosos que haviam acabado de roubar um veículo. Um dos suspeitos envolvidos na ação também perdeu a vida após o acidente.
De acordo com a Polícia Militar, quatro assaltantes abordaram o motorista de um Toyota Corolla branco enquanto ele abastecia o automóvel em um posto de combustíveis localizado no cruzamento das estradas Rodrigues Caldas e do Mapuá. Após o roubo, um dos criminosos assumiu a direção do carro, enquanto os outros três seguiram em motocicletas para dar apoio à fuga.
Acionadas para atender à ocorrência, equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) iniciaram uma perseguição aos suspeitos. Segundo a corporação, durante a tentativa de escapar, os criminosos efetuaram disparos contra os policiais e ignoraram as ordens para parar o veículo.
Em alta velocidade, o motorista perdeu o controle da direção na Estrada do Mapuá e acabou atingindo um pedestre que caminhava pela via. A vítima, identificada como José Carlos Castilho, de 75 anos, sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.
Após o atropelamento, o carro roubado saiu da pista e colidiu violentamente contra uma árvore. O condutor foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu a investigação do caso. A Polícia Civil busca esclarecer todos os detalhes da ocorrência, incluindo a participação dos demais integrantes do grupo criminoso, que conseguiram fugir e continuam sendo procurados pelas forças de segurança.
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