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Madureira vive onda de assaltos e motoboy é atacado pela terceira vez na mesma rua do Rio de Janeiro
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Motoboy é alvo de criminosos em Madureira e denuncia rotina de assaltos na região – Foto: Reprodução/ TV Globo
A violência segue fazendo vítimas em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Um motoboy de 29 anos foi assaltado por dois criminosos armados na Rua Clara Nunes, em mais um caso que evidencia a insegurança enfrentada por trabalhadores que atuam nas ruas da região. A ação, registrada por uma câmera acoplada ao capacete da vítima, aconteceu no último domingo (15).
Morador de Oswaldo Cruz e trabalhando como motociclista de aplicativo há cerca de dois anos, o profissional relatou que já foi assaltado três vezes na mesma rua. Desta vez, os criminosos levaram apenas o celular, mesmo com a vítima estando em serviço e transportando uma passageira no momento do crime.
Segundo o motoboy, a sensação durante o assalto foi de total impotência. Ele destacou que a melhor reação, diante da situação, é não reagir. O trabalhador ainda contou que a motocicleta que utiliza já foi roubada anteriormente, evidenciando o alto risco enfrentado diariamente por quem atua no transporte por aplicativo na região.
Além do caso mais recente, o motoboy afirma que outros trabalhadores também foram prejudicados pela mesma dupla criminosa, que estaria atuando com frequência no bairro. Relatos indicam que, somente naquela área, pelo menos outras duas motos e diversos celulares já foram levados em ações semelhantes.
A Polícia Civil, por meio da 29ª DP (Madureira), informou que investiga o caso e realiza diligências para identificar os suspeitos. Enquanto isso, moradores denunciam o aumento dos assaltos, principalmente durante a madrugada, e cobram maior presença policial, afirmando que a insegurança já afeta diretamente a rotina de quem vive e trabalha na região.
Polícia
Polícia Federal intensifica combate ao garimpo ilegal e destrói estrutura criminosa em operações na Amazônia
Ações no Amapá terão apoio de forças federais e estaduais no combate aos crimes ambientais – Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal anunciou o reforço das operações de combate ao garimpo ilegal no Amapá, ampliando a presença de agentes em áreas consideradas críticas para a exploração clandestina de minério dentro da Amazônia Legal. A medida faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS), que reúne forças de segurança e órgãos ambientais em ações integradas de fiscalização.
Nos últimos meses, a PF intensificou operações contra grupos criminosos envolvidos na extração ilegal de ouro e cassiterita, principalmente em regiões de floresta de difícil acesso. Segundo a corporação, o objetivo é enfraquecer organizações que atuam na destruição ambiental, no financiamento do crime organizado e na contaminação de rios e comunidades tradicionais.
Uma das ações mais recentes ocorreu no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, onde equipes da Polícia Federal e do ICMBio destruíram três escavadeiras hidráulicas utilizadas no garimpo clandestino. Durante a fiscalização, também foi apreendido mercúrio, substância tóxica usada na separação do ouro e considerada uma das maiores ameaças ambientais da atividade ilegal.
Em maio, a Operação Calha Norte mobilizou cerca de 80 agentes em áreas próximas à divisa entre Amapá e Pará. A força-tarefa contou com apoio do Ibama, ICMBio, Força Nacional e órgãos estaduais, resultando na inutilização de maquinários pesados, motores, tratores, acampamentos clandestinos e milhares de litros de combustível usados para abastecer a estrutura criminosa instalada dentro da floresta.
Outra ofensiva de grande impacto ocorreu em fevereiro, durante a Operação Trono de Ferro, que investigou uma organização criminosa suspeita de atuar no comércio ilegal de cassiterita extraída de garimpos clandestinos no Amapá, em Roraima e até na Venezuela. As investigações levaram ao bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
A Polícia Federal afirmou que o combate aos crimes ambientais será uma das prioridades estratégicas em 2026 e destacou que novas operações já estão previstas para as próximas semanas. A expectativa é ampliar a presença do Estado em regiões dominadas pelo garimpo ilegal e fortalecer ações de proteção ambiental em toda a Amazônia.
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