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Gustavo Bala Loka fica em sexto e faz história no BMX Freestyle; Brasileiro é apoiado pelo Programa Bolsa Atleta

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Gustavo faz manobra na pista montada no parque La Concorde – Foto: Willian Meira/MEsp

Duas voltas cravadas debaixo de um sol inclemente em Paris e o brasileiro Gustavo Oliveira, o Bala Loka, termina sua participação nos Jogos Olímpicos em sexto lugar, um resultado histórico para o Ciclismo BMX do país. Aos 21 anos, o brasileiro beneficiado pelo Programa Bolsa Atleta na categoria Pódio, a mais alta, com valores que variam entre R$ 5.543 e R$ 16.629 por mês, se coloca entre os melhores do mundo e terá todo um ciclo pela frente até Los Angeles 2028.

Na estreia do Brasil no BMX Freestyle em Jogos Olímpicos, Gustavo chegou com as credenciais de ter sido bronze nos Jogos Sul-Americanos Assunção 2022, bronze no Jogos Pan-americanos Santiago 2023 e quarto lugar na etapa de Budapeste do pré-olímpico em 2024.

No parque urbano La Concorde, onde ocorrem as disputas de skate, breaking, basquete 3 x 3 e BMX, o brasileiro começou a final com uma ótima volta. Ele acertou todas as manobras e conseguiu uma nota de 90.20, mais alta do que as que tinha conseguido na etapa classificatória.

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Na segunda volta, Gustavo voltou a acertar todas as manobras, mas recebeu a nota de 88.88. Na final, apenas a melhor volta é computada, diferentemente da fase qualificatória, que soma as notas das duas voltas. Com isso, Bala Loka terminou com 90.20 e acabou em sexto lugar na classificação geral. O argentino Jose Torres fez 94.82 para levar o ouro. O britânico Kieran Reilly, com 93.91, foi prata e o francês Anthony Jeanjean, com 93.76 terminou com o bronze.

Gustavo, que ganhou o apelido Bala Loka quando ainda era criança em Carapicuíba (SP), e passava feito uma bala louca com sua bicicleta, se disse satisfeito com a competição em Paris e já pensa nos Jogos de Los Angeles, em 2028. “Estou muito feliz de estar aqui representando meu país e ter ficado em sexto. Para Los Angeles, o planejamento vai ser conquistar uma medalha”. (Gov)

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Uso irregular de insulina entre fisiculturistas acende alerta médico após morte de influenciador fitness

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Especialistas alertam para risco de hipoglicemia grave, coma, arritmias e morte súbita em atletas – Foto: Reprodução/ Instagram/ @ganleygabriel

O uso de insulina por fisiculturistas e frequentadores de academias voltou ao centro das discussões médicas após a morte do influenciador fitness Gabriel Ganley, de 22 anos. A substância, indicada exclusivamente para o tratamento de pessoas com diabetes, vem sendo utilizada de forma irregular por atletas saudáveis em busca de aumento rápido de massa muscular, prática considerada extremamente perigosa por endocrinologistas.

A repercussão ganhou força depois que medicamentos, incluindo possíveis anabolizantes, foram encontrados no apartamento do influenciador. Apesar de a causa da morte ainda depender do resultado oficial dos exames do Instituto Médico-Legal (IML), relatos publicados pelo próprio atleta nas redes sociais mostravam episódios de hipoglicemia após o uso de insulina em períodos de restrição alimentar, o que levantou preocupação entre especialistas da área da saúde.

Segundo endocrinologistas, a insulina passou a ser utilizada em protocolos clandestinos de fisiculturismo porque o hormônio atua diretamente no transporte de glicose para as células e interfere nos processos de crescimento muscular. O problema é que o uso sem necessidade clínica pode provocar uma queda brusca do açúcar no sangue, levando a desmaios, convulsões, coma e até morte.

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Médicos afirmam que muitos usuários combinam insulina com esteroides anabolizantes, hormônio do crescimento, estimulantes e diuréticos em busca de resultados estéticos rápidos. A mistura aumenta significativamente os riscos cardiovasculares, favorecendo hipertrofia do coração, arritmias, tromboses e embolias. Especialistas relatam crescimento no número de pacientes jovens apresentando problemas cardíacos relacionados ao uso dessas substâncias.

Estudos recentes realizados por pesquisadores europeus apontam que o uso de hormônios já faz parte da rotina de parte dos fisiculturistas profissionais e amadores. Em muitos casos, os protocolos incluem aplicações de insulina de ação rápida acompanhadas do consumo excessivo de açúcar para tentar evitar crises de hipoglicemia. Ainda assim, médicos destacam que não existe qualquer segurança científica nesse tipo de prática.

Outro fator que preocupa especialistas é a dificuldade de detectar o uso da substância em exames antidoping. A insulina sintética utilizada por humanos é praticamente idêntica à produzida naturalmente pelo organismo e permanece pouco tempo na corrente sanguínea, dificultando a identificação. Pesquisadores tentam encontrar marcadores indiretos em exames laboratoriais, mas ainda não há mecanismos totalmente eficazes para fiscalização.

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Além dos riscos físicos, endocrinologistas alertam para o impacto das redes sociais na popularização de padrões corporais considerados “inatingíveis” sem o uso de hormônios. A exposição constante de físicos extremos tem influenciado jovens atletas e adolescentes a recorrerem a substâncias proibidas sem acompanhamento médico, muitas vezes sem conhecer os efeitos irreversíveis que podem causar à saúde. As informações são do g1.

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