Esporte
Encerrou com chave de ouro, no Maranhão, a final da Supercopa de Voleibol, entre Sesi-Bauru e Sada Cruzeiro
Esporte
O Ministério do Esporte promoveu, nos dias que antecederam o jogo, uma imersão para 35 atletas de base, com aulas práticas e teóricas sobre voleibol – Foto: Assessoria (CBV)
(CBV) – A final da Supercopa Masculina de Voleibol, entre Sesi-Bauru e Sada Cruzeiro, realizada no Ginásio Georgina Pflueger (Castelinho), em São Luís, Maranhão, encerrou com chave de ouro a ação de capacitação para jovens atletas da categoria sub-21 do estado. A iniciativa do Ministério do Esporte, em parceria com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), proporcionou aos atletas de base a oportunidade de interagir com alguns dos maiores jogadores de vôlei do país.
Durante cinco dias, jovens de 16 a 21 anos vivenciaram a rotina de atletas de alto rendimento e acompanharam toda a preparação para a competição nacional, com aulas teóricas e práticas. Nos momentos que antecederam o jogo, os atletas participaram de atividades sobre fundamentos do esporte e puderam assistir, no ginásio, aos treinos das duas equipes.
A secretária Nacional de Excelência Esportiva, Iziane Marques, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento profissional dos novos atletas. “Baseado na vivência de um grande evento, que é a Supercopa, possibilitamos que os atletas de base aqui de São Luís experimentassem o alto rendimento sob a perspectiva da Confederação Brasileira de Voleibol e de seus profissionais. Foi uma verdadeira imersão no treinamento esportivo de alto rendimento e na preparação necessária para uma competição como essa. Além do desempenho dentro de quadra, eles puderam entender todo o movimento de gestão esportiva. Assim, tivemos uma semana de aprendizado intenso, culminando nesse grande jogo entre Sada Cruzeiro e Sesi”, afirmou Iziane.
O jovem atleta Rodrigo Goulart, que participou da imersão durante toda a semana, compartilhou sua experiência: “Foi um momento de socialização muito bom, porque, além da parte física, que já trabalhamos normalmente, tivemos um treino mental e psicológico. Aprendemos mais sobre o vôlei, a mentalidade do esporte e do atleta, e conseguimos absorver muito conhecimento nesses cinco dias de estudo.”
O curso de formação reuniu 35 atletas selecionados, que adquiriram conhecimentos valiosos em várias disciplinas, como pedagogia do esporte, aprendizagem motora, psicologia esportiva, preparação física, prevenção de lesões e aspectos técnicos e táticos do voleibol. Além disso, foram discutidos temas extracampo, como disciplina e visão de futuro no desenvolvimento da carreira de um atleta.
A Partida
Pela primeira vez, a Supercopa Masculina de Voleibol foi realizada no Maranhão. Em um ginásio lotado, o Sada Cruzeiro se consagrou campeão, vencendo por 3 sets a 1. O evento marcou o início da temporada 2024/2025 do voleibol nacional.
Com essa vitória, o Sada Cruzeiro, de Belo Horizonte, consolidou-se como o maior campeão do torneio, acumulando seis títulos em nove edições desde a criação da competição, em 2015.
Ao final do evento, o presidente da CBV, Radamés Lattari, agradeceu à torcida maranhense por prestigiar o espetáculo esportivo. “A Confederação está muito feliz com esse evento em São Luís, neste jogo que abre a temporada nacional do vôlei, reunindo Cruzeiro e Sesi, além de grandes nomes do voleibol que estiveram nas Olimpíadas. O público do Maranhão superou nossas expectativas. Vamos levar o voleibol para todos os cantos do país”, finalizou.
Esporte
Uso irregular de insulina entre fisiculturistas acende alerta médico após morte de influenciador fitness
Especialistas alertam para risco de hipoglicemia grave, coma, arritmias e morte súbita em atletas – Foto: Reprodução/ Instagram/ @ganleygabriel
O uso de insulina por fisiculturistas e frequentadores de academias voltou ao centro das discussões médicas após a morte do influenciador fitness Gabriel Ganley, de 22 anos. A substância, indicada exclusivamente para o tratamento de pessoas com diabetes, vem sendo utilizada de forma irregular por atletas saudáveis em busca de aumento rápido de massa muscular, prática considerada extremamente perigosa por endocrinologistas.
A repercussão ganhou força depois que medicamentos, incluindo possíveis anabolizantes, foram encontrados no apartamento do influenciador. Apesar de a causa da morte ainda depender do resultado oficial dos exames do Instituto Médico-Legal (IML), relatos publicados pelo próprio atleta nas redes sociais mostravam episódios de hipoglicemia após o uso de insulina em períodos de restrição alimentar, o que levantou preocupação entre especialistas da área da saúde.
Segundo endocrinologistas, a insulina passou a ser utilizada em protocolos clandestinos de fisiculturismo porque o hormônio atua diretamente no transporte de glicose para as células e interfere nos processos de crescimento muscular. O problema é que o uso sem necessidade clínica pode provocar uma queda brusca do açúcar no sangue, levando a desmaios, convulsões, coma e até morte.
Médicos afirmam que muitos usuários combinam insulina com esteroides anabolizantes, hormônio do crescimento, estimulantes e diuréticos em busca de resultados estéticos rápidos. A mistura aumenta significativamente os riscos cardiovasculares, favorecendo hipertrofia do coração, arritmias, tromboses e embolias. Especialistas relatam crescimento no número de pacientes jovens apresentando problemas cardíacos relacionados ao uso dessas substâncias.
Estudos recentes realizados por pesquisadores europeus apontam que o uso de hormônios já faz parte da rotina de parte dos fisiculturistas profissionais e amadores. Em muitos casos, os protocolos incluem aplicações de insulina de ação rápida acompanhadas do consumo excessivo de açúcar para tentar evitar crises de hipoglicemia. Ainda assim, médicos destacam que não existe qualquer segurança científica nesse tipo de prática.
Outro fator que preocupa especialistas é a dificuldade de detectar o uso da substância em exames antidoping. A insulina sintética utilizada por humanos é praticamente idêntica à produzida naturalmente pelo organismo e permanece pouco tempo na corrente sanguínea, dificultando a identificação. Pesquisadores tentam encontrar marcadores indiretos em exames laboratoriais, mas ainda não há mecanismos totalmente eficazes para fiscalização.
Além dos riscos físicos, endocrinologistas alertam para o impacto das redes sociais na popularização de padrões corporais considerados “inatingíveis” sem o uso de hormônios. A exposição constante de físicos extremos tem influenciado jovens atletas e adolescentes a recorrerem a substâncias proibidas sem acompanhamento médico, muitas vezes sem conhecer os efeitos irreversíveis que podem causar à saúde. As informações são do g1.
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