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Brasil encerra sua participação na etapa São Paulo da Copa do Mundo de Bocha com medalhas de ouro

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Mudança de estratégia na final do jogo foi fundamental para consolidação da vitória – Foto: Assessoria

(ME) – Com a participação de 85 atletas de 24 países, o Brasil encerrou sua participação na etapa São Paulo da Copa do Mundo de Bocha com a conquista de medalhas de ouro, prata e bronze, em um dos eventos mais importantes do calendário esportivo paralímpico internacional. A competição teve início no dia 30 de maio, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, com término previsto para o dia 6 de junho, e servirá como termômetro para os Jogos de Paris 2024.

A primeira medalha do Brasil foi conquistada pelo veterano Maciel Santos, que disputou contra Félix Ardi Yudha, da Indonésia, fechando o placar em 4 x 2. Com domínio do placar durante toda a partida, Maciel chegou a abrir 3 x 0 sobre o adversário para depois confirmar a vitória por 4 x 2.

“Esse evento de altíssimo nível no Brasil, a menos de três meses das Paralimpíadas, é um marco significativo para o esporte. Além de destacar a excelência dos nossos atletas, fortalece a preparação rumo a Paris, uma vez que os melhores atletas da modalidade estão reunidos nesta Copa do Mundo. As expectativas de conquistas e medalhas para o país na bocha e em outras modalidades são muito boas”, afirmou o secretário nacional de Paradesporto do Ministério do Esporte, Fábio Araújo.

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O medalhista de bronze nos Jogos de Tóquio terminou a campanha com seis vitórias em seis jogos. Maciel é o quarto mais bem colocado no ranking mundial na classe BC2 (paralisados cerebrais que não podem receber assistência), seguido do indonésio, na quinta posição.

“Uma conquista nunca é somente do atleta, mas, sim, de uma equipe. Não conseguimos nada sozinhos. Antes da final, reuni a equipe e comuniquei que havia decidido mudar a minha estratégia de jogo para a final. Todos me apoiaram. Essa vitória mostra que estou no caminho certo”, afirmou o cearense, que também havia conquistado o ouro no individual da Copa do Mundo de Bocha, no Rio de Janeiro, em 2022, e a prata em Fortaleza, na Copa de 2023.

Competições coletivas

Com o início das competições coletivas, o Brasil retorna às quadras nas disputas no Par BC3, com Evelyn Oliveira e Mateus Carvalho, no Par BC4, com André Martins e Laíssa Guerreira, e na Equipe BC1/BC2, com Maciel Santos, Andreza Vitória e Iuri Tauan. Os jogos começaram nesta terça-feira (4/6) e se encerram na quinta, dia 6 de junho.

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Uso irregular de insulina entre fisiculturistas acende alerta médico após morte de influenciador fitness

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Especialistas alertam para risco de hipoglicemia grave, coma, arritmias e morte súbita em atletas – Foto: Reprodução/ Instagram/ @ganleygabriel

O uso de insulina por fisiculturistas e frequentadores de academias voltou ao centro das discussões médicas após a morte do influenciador fitness Gabriel Ganley, de 22 anos. A substância, indicada exclusivamente para o tratamento de pessoas com diabetes, vem sendo utilizada de forma irregular por atletas saudáveis em busca de aumento rápido de massa muscular, prática considerada extremamente perigosa por endocrinologistas.

A repercussão ganhou força depois que medicamentos, incluindo possíveis anabolizantes, foram encontrados no apartamento do influenciador. Apesar de a causa da morte ainda depender do resultado oficial dos exames do Instituto Médico-Legal (IML), relatos publicados pelo próprio atleta nas redes sociais mostravam episódios de hipoglicemia após o uso de insulina em períodos de restrição alimentar, o que levantou preocupação entre especialistas da área da saúde.

Segundo endocrinologistas, a insulina passou a ser utilizada em protocolos clandestinos de fisiculturismo porque o hormônio atua diretamente no transporte de glicose para as células e interfere nos processos de crescimento muscular. O problema é que o uso sem necessidade clínica pode provocar uma queda brusca do açúcar no sangue, levando a desmaios, convulsões, coma e até morte.

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Médicos afirmam que muitos usuários combinam insulina com esteroides anabolizantes, hormônio do crescimento, estimulantes e diuréticos em busca de resultados estéticos rápidos. A mistura aumenta significativamente os riscos cardiovasculares, favorecendo hipertrofia do coração, arritmias, tromboses e embolias. Especialistas relatam crescimento no número de pacientes jovens apresentando problemas cardíacos relacionados ao uso dessas substâncias.

Estudos recentes realizados por pesquisadores europeus apontam que o uso de hormônios já faz parte da rotina de parte dos fisiculturistas profissionais e amadores. Em muitos casos, os protocolos incluem aplicações de insulina de ação rápida acompanhadas do consumo excessivo de açúcar para tentar evitar crises de hipoglicemia. Ainda assim, médicos destacam que não existe qualquer segurança científica nesse tipo de prática.

Outro fator que preocupa especialistas é a dificuldade de detectar o uso da substância em exames antidoping. A insulina sintética utilizada por humanos é praticamente idêntica à produzida naturalmente pelo organismo e permanece pouco tempo na corrente sanguínea, dificultando a identificação. Pesquisadores tentam encontrar marcadores indiretos em exames laboratoriais, mas ainda não há mecanismos totalmente eficazes para fiscalização.

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Além dos riscos físicos, endocrinologistas alertam para o impacto das redes sociais na popularização de padrões corporais considerados “inatingíveis” sem o uso de hormônios. A exposição constante de físicos extremos tem influenciado jovens atletas e adolescentes a recorrerem a substâncias proibidas sem acompanhamento médico, muitas vezes sem conhecer os efeitos irreversíveis que podem causar à saúde. As informações são do g1.

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