Esporte
Bia Souza conquista ouro no judô: Brasileira vence israelense Raz Hershko e garante medalha para o Brasil
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O primeiro Ouro do Brasil nestas Olimpíadas veio de uma mulher! Foto: Reprodução
O Brasil conquistou nesta sexta-feira (2/8) a primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. A vitória veio com Beatriz Souza, no judô, na categoria acima de 78 kg. Praticante de artes marciais desde os sete anos de idade, a gigante Bia alcançou sua glória olímpica aos 26 anos, em sua primeira participação nos Jogos.
Na final, a brasileira, quinta no ranking mundial, enfrentou a israelense Raz Hershko, atual campeã europeia, e com um wazari garantiu a medalha de ouro. Antes, Bia havia derrotado a atual número 1 do mundo por ippon, por imobilização. Esta é a terceira medalha do judô brasileiro nesta edição dos Jogos Olímpicos.
Durante sua preparação olímpica, Bia contou com os recursos do Bolsa Atleta do Governo Federal, na categoria Pódio, que concede ao atleta um valor entre R$ 5 mil e R$ 16 mil durante o ciclo olímpico.
Paulista de Itariri e criada em Peruíbe, litoral de São Paulo, a atleta conquistou a prata no Mundial de 2022, bronze no de 2023, o título no Grand Slam de Baku e bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago. Em 2024, faturou o ouro no Grand Prix de Linz, na Áustria, sua primeira competição do ano, e também levou o ouro no Campeonato Pan-Americano e Oceania de Judô 2024. (MEsp)
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Uso irregular de insulina entre fisiculturistas acende alerta médico após morte de influenciador fitness
Especialistas alertam para risco de hipoglicemia grave, coma, arritmias e morte súbita em atletas – Foto: Reprodução/ Instagram/ @ganleygabriel
O uso de insulina por fisiculturistas e frequentadores de academias voltou ao centro das discussões médicas após a morte do influenciador fitness Gabriel Ganley, de 22 anos. A substância, indicada exclusivamente para o tratamento de pessoas com diabetes, vem sendo utilizada de forma irregular por atletas saudáveis em busca de aumento rápido de massa muscular, prática considerada extremamente perigosa por endocrinologistas.
A repercussão ganhou força depois que medicamentos, incluindo possíveis anabolizantes, foram encontrados no apartamento do influenciador. Apesar de a causa da morte ainda depender do resultado oficial dos exames do Instituto Médico-Legal (IML), relatos publicados pelo próprio atleta nas redes sociais mostravam episódios de hipoglicemia após o uso de insulina em períodos de restrição alimentar, o que levantou preocupação entre especialistas da área da saúde.
Segundo endocrinologistas, a insulina passou a ser utilizada em protocolos clandestinos de fisiculturismo porque o hormônio atua diretamente no transporte de glicose para as células e interfere nos processos de crescimento muscular. O problema é que o uso sem necessidade clínica pode provocar uma queda brusca do açúcar no sangue, levando a desmaios, convulsões, coma e até morte.
Médicos afirmam que muitos usuários combinam insulina com esteroides anabolizantes, hormônio do crescimento, estimulantes e diuréticos em busca de resultados estéticos rápidos. A mistura aumenta significativamente os riscos cardiovasculares, favorecendo hipertrofia do coração, arritmias, tromboses e embolias. Especialistas relatam crescimento no número de pacientes jovens apresentando problemas cardíacos relacionados ao uso dessas substâncias.
Estudos recentes realizados por pesquisadores europeus apontam que o uso de hormônios já faz parte da rotina de parte dos fisiculturistas profissionais e amadores. Em muitos casos, os protocolos incluem aplicações de insulina de ação rápida acompanhadas do consumo excessivo de açúcar para tentar evitar crises de hipoglicemia. Ainda assim, médicos destacam que não existe qualquer segurança científica nesse tipo de prática.
Outro fator que preocupa especialistas é a dificuldade de detectar o uso da substância em exames antidoping. A insulina sintética utilizada por humanos é praticamente idêntica à produzida naturalmente pelo organismo e permanece pouco tempo na corrente sanguínea, dificultando a identificação. Pesquisadores tentam encontrar marcadores indiretos em exames laboratoriais, mas ainda não há mecanismos totalmente eficazes para fiscalização.
Além dos riscos físicos, endocrinologistas alertam para o impacto das redes sociais na popularização de padrões corporais considerados “inatingíveis” sem o uso de hormônios. A exposição constante de físicos extremos tem influenciado jovens atletas e adolescentes a recorrerem a substâncias proibidas sem acompanhamento médico, muitas vezes sem conhecer os efeitos irreversíveis que podem causar à saúde. As informações são do g1.
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