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Avião comprado para atendimento aeromédico foi usado por Raquel Lyra em viagens oficiais e agendas políticas

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Equipamento apresentado como reforço para transporte de pacientes e órgãos teve estrutura adaptada temporariamente para viagens de autoridades.

O uso de uma aeronave adquirida pelo Governo de Pernambuco para reforçar o atendimento aeromédico no estado voltou ao centro das atenções após registros apontarem que o equipamento também serviu para transportar a governadora Raquel Lyra em compromissos institucionais e encontros de natureza política. Os deslocamentos ocorreram poucos dias após a entrega do avião ao estado.

A aeronave, um modelo King Air 260, foi comprada por R$ 64,3 milhões por meio da Secretaria de Defesa Social (SDS) e apresentada oficialmente como um importante reforço para operações de saúde, transporte de pacientes, remoção de órgãos para transplantes e missões de emergência. A entrega ocorreu em dezembro de 2025.

Documentos revelam que, logo após a chegada do avião, os equipamentos médicos instalados na aeronave foram retirados temporariamente para permitir sua adaptação ao transporte de autoridades. Nesse período, a governadora utilizou o avião em viagens para Brasília e São Paulo, onde participou de reuniões institucionais, encontros políticos e eventos relacionados à administração estadual.

Entre os compromissos realizados estavam reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encontros com lideranças partidárias e participação em agendas ligadas a concessões e investimentos públicos. O histórico de voos também registra deslocamentos posteriores para compromissos realizados ao longo de 2026.

Enquanto a aeronave estadual era utilizada nessas missões, algumas demandas de saúde precisaram ser atendidas por uma empresa privada contratada pelo governo. Dados públicos mostram que operações envolvendo transporte de pacientes e captação de órgãos para transplante foram executadas por terceiros, gerando despesas superiores a R$ 100 mil aos cofres estaduais.

O Governo de Pernambuco informou que a retirada dos equipamentos médicos ocorreu apenas de forma temporária e que a estrutura aeromédica foi reinstalada após o encerramento das viagens. A gestão estadual também destacou que o edital de compra previa uma configuração multimissão, autorizando o uso da aeronave para diferentes finalidades, incluindo transporte de autoridades, segurança pública, defesa civil e missões de saúde.

Em nota, o Executivo pernambucano afirmou que todos os deslocamentos realizados pela governadora atenderam ao interesse público e seguiram critérios legais e operacionais. O governo ressaltou ainda que outras aeronaves permaneceram disponíveis para garantir a continuidade dos atendimentos de saúde e segurança, sustentando que não houve prejuízo aos serviços prestados à população.

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Região Nordeste

Senador Humberto Costa acusa clã Bolsonaro de agir contra o Brasil após tarifaço dos EUA e ataque ao Pix

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Senador diz que articulação de aliados de Trump fortalece medidas que prejudicam a economia brasileira – Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado

O anúncio de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos provocou forte reação no meio político. Entre as críticas mais contundentes está a do senador Humberto Costa (PT-PE), que acusou integrantes da família Bolsonaro de atuarem contra os interesses nacionais ao buscar apoio do governo norte-americano em disputas envolvendo a política brasileira.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam incentivando a interferência estrangeira em assuntos internos do país. Para Humberto Costa, a aproximação de membros do clã Bolsonaro com setores ligados ao presidente Donald Trump representa uma postura que enfraquece a soberania brasileira em um momento de crescente tensão diplomática entre Brasília e Washington.

A polêmica ganhou força após autoridades comerciais dos Estados Unidos incluírem o sistema de pagamentos Pix em uma investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desfavoráveis a empresas norte-americanas. O mecanismo criado pelo Banco Central passou a ser alvo de questionamentos do governo dos EUA, que o citou como um dos pontos analisados na justificativa para a adoção das novas tarifas.

A reação ao posicionamento norte-americano mobilizou integrantes do governo federal e parlamentares da base aliada. Lideranças políticas defenderam o Pix como uma tecnologia brasileira que ampliou a concorrência no setor financeiro, reduziu custos para consumidores e se consolidou como um dos sistemas de pagamento mais utilizados do país.

Além das críticas ao Pix, o relatório norte-americano também fez referências a decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo investigações sobre atos antidemocráticos e bloqueios de perfis em plataformas digitais. O documento aumentou o desgaste diplomático entre os dois países e alimentou o debate sobre a influência de grupos políticos brasileiros em articulações realizadas nos Estados Unidos.

Para governistas, as movimentações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em território norte-americano contribuem para ampliar a pressão externa sobre o Brasil em um momento delicado das relações bilaterais. O episódio reforçou a disputa política em torno da atuação da família Bolsonaro no exterior e abriu uma nova frente de embate entre oposição e governo sobre os impactos dessas articulações para a economia e a imagem do país.

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