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Prisão de Paulo Henrique Costa expõe esquema bilionário no BRB e amplia pressão sobre o governo do DF

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Operação da Polícia Federal expõe fragilidades na gestão e pressiona autoridades do DF por explicações – Foto: Reprodução/ Agência Brasília

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), abriu um novo capítulo de uma crise que já vinha se arrastando nos bastidores do poder no Distrito Federal. A ação, conduzida pela Polícia Federal, reforça suspeitas de irregularidades graves dentro da instituição financeira pública.

A repercussão foi imediata e ganhou contornos políticos após declarações de Leandro Grass, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que cobrou explicações das autoridades locais. Segundo ele, o caso não se limita a decisões isoladas e pode envolver uma estrutura mais ampla de poder ligada ao governo do Distrito Federal.

A investigação faz parte da Operação Compliance Zero, que apura possíveis falhas graves na governança do banco, especialmente em negociações envolvendo o Banco Master. As suspeitas incluem a realização de operações sem garantias adequadas, além de decisões tomadas com urgência incomum e sem os controles internos exigidos.

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Relatórios de auditoria independente indicam que diversas operações eram conduzidas sob pressão e, em alguns casos, aprovadas no mesmo dia, sem análise detalhada do conselho. Documentos apontam ainda que parte dessas transações era tratada internamente como decisões concentradas na presidência do banco, levantando dúvidas sobre a transparência da gestão.

Entre 2024 e 2025, o BRB movimentou cerca de R$ 21,9 bilhões em carteiras ligadas ao Banco Master. Desse total, aproximadamente R$ 13,3 bilhões apresentam indícios de irregularidades, como inconsistências documentais, ausência de lastro financeiro e até contratos vinculados a pessoas já falecidas, segundo a apuração.

Outro ponto crítico envolve operações societárias que permitiram a entrada de investidores ligados ao mercado financeiro na estrutura do banco. A auditoria aponta indícios de manobras consideradas suspeitas, incluindo operações trianguladas que teriam facilitado a participação indireta de fundos vinculados ao Banco Master no capital da instituição.

Em sua defesa, Paulo Henrique Costa nega irregularidades e afirma que as decisões eram colegiadas, envolvendo diferentes instâncias administrativas do banco. Ainda assim, o avanço das investigações aumenta a pressão sobre figuras políticas do Distrito Federal, incluindo o governador Ibaneis Rocha, que agora enfrenta cobranças públicas por esclarecimentos sobre o caso.

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BRB, sob gestão de Paulo Henrique, liberou R$ 5,9 milhões a Flávio Bolsonaro para imóvel de alto padrão em Brasília

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Prisão de ex-presidente do BRB reacende debate sobre financiamento milionário a Flávio Bolsonaro – Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado/ Kim Wyller/ Lide

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe novamente à tona questionamentos envolvendo operações financeiras realizadas durante sua gestão. Entre os casos que voltaram ao centro das atenções está o financiamento concedido ao senador Flávio Bolsonaro para aquisição de um imóvel de alto padrão na capital federal.

O imóvel, localizado em uma das áreas mais valorizadas de Brasília, foi comprado em 2021 por R$ 5,9 milhões. Parte significativa do valor, cerca de R$ 3,1 milhões, foi viabilizada por meio de crédito imobiliário liberado pelo banco, com prazo contratual de até 30 anos para quitação.

A operação passou a ser questionada judicialmente após iniciativa da deputada Erika Kokay, que apontou possíveis inconsistências entre a renda declarada pelo senador e os critérios exigidos pelo próprio banco para liberação de financiamentos dessa magnitude. Segundo os dados apresentados no processo, a renda familiar informada seria inferior ao mínimo indicado pelas simulações da instituição.

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O caso foi analisado pela Justiça do Distrito Federal, que avaliou os parâmetros da operação e a legalidade do contrato firmado. Durante o andamento da ação, um novo elemento chamou atenção: a antecipação da quitação do financiamento, que foi encerrado em cerca de três anos — prazo muito inferior ao inicialmente previsto.

Em decisão proferida em julho de 2025, a 1ª Vara Cível de Brasília concluiu que o financiamento seguiu padrões considerados regulares dentro das práticas comerciais do setor bancário. Ainda assim, o episódio continuou gerando repercussão política e questionamentos sobre critérios adotados por instituições públicas na concessão de crédito de alto valor.

A recente prisão de Paulo Henrique Costa, embora relacionada a outras investigações, reacende o debate sobre a gestão do BRB e levanta novos olhares sobre operações realizadas no período, especialmente aquelas envolvendo figuras públicas e valores expressivos.

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