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Senador Flávio Bolsonaro é pressionado após cronologia do caso Banco Master contradizer versão sobre o empresário Daniel Vorcaro

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Documentos e alertas do TCE-RJ colocam em dúvida argumento do senador sobre desconhecimento das suspeitas envolvendo o banqueiro – Foto: Betinho Casas Novas/ TV Globo

A sequência de acontecimentos envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro passou a aumentar a pressão política sobre o senador Flávio Bolsonaro. Informações divulgadas nos bastidores do Rio de Janeiro mostram que suspeitas sobre operações financeiras do grupo já circulavam entre autoridades e órgãos de controle meses antes do parlamentar afirmar ter conhecido o banqueiro.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro sustenta que o primeiro contato com Vorcaro ocorreu apenas em dezembro de 2024, durante negociações para buscar apoio financeiro a um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Porém, relatórios e manifestações públicas indicam que as suspeitas envolvendo o Banco Master já estavam sendo debatidas desde outubro daquele ano.

Em 14 de outubro de 2024, a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Mariana Montebello, teria encaminhado comunicação oficial ao governador Cláudio Castro alertando sobre possíveis irregularidades em operações ligadas ao banco. Paralelamente, o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha também vinha levantando questionamentos sobre investimentos relacionados ao grupo financeiro na Assembleia Legislativa do Rio.

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As informações divulgadas apontam ainda que o governo do Rio de Janeiro foi um dos principais responsáveis por direcionar recursos para fundos administrados pelo Banco Master. Entre os casos analisados está um aporte de R$ 100 milhões no fundo Texas IFA, operação que acabou entrando no radar dos órgãos de fiscalização por causa da alta concentração de recursos em ativos considerados de risco.

O Tribunal de Contas do Estado classificou a movimentação financeira como preocupante e alertou para a possibilidade de “risco sistêmico”, diante da dependência de um único grupo para administrar uma parcela expressiva dos recursos previdenciários. Com a repercussão do caso, aliados e adversários políticos passaram a cobrar explicações mais detalhadas de Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro e o contexto das negociações envolvendo o Banco Master.

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Ministro Alexandre de Moraes dá prazo à PGR sobre pedido para incluir Jair e Flávio Bolsonaro em investigação no STF

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Deputado Lindbergh Farias quer ampliar apuração que já investiga Eduardo Bolsonaro por atuação nos Estados Unidos – Foto: Assessoria/ TSE

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre um pedido que busca incluir Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em uma investigação relacionada à atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A solicitação foi apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias ao STF.

A investigação em andamento apura supostas articulações internacionais envolvendo Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos. Segundo informações do processo, o parlamentar teria atuado para pressionar autoridades brasileiras e buscar medidas contra integrantes do Judiciário e instituições do país, em meio ao julgamento sobre tentativa de golpe de Estado envolvendo Jair Bolsonaro.

O pedido de ampliação do inquérito ganhou força após novas revelações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de fraudes financeiras. De acordo com informações citadas na petição encaminhada ao Supremo, Vorcaro teria financiado um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro produzido em território norte-americano.

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Ainda conforme os documentos apresentados ao STF, Eduardo Bolsonaro apareceria como um dos responsáveis pela intermediação dos recursos destinados ao projeto audiovisual. A petição também pede que sejam compartilhadas provas obtidas nas investigações relacionadas ao Banco Master, além da análise de movimentações financeiras envolvendo Flávio Bolsonaro, empresas e pessoas ligadas à produção do filme.

Caso a Procuradoria-Geral da República dê parecer favorável, o Supremo poderá decidir pela inclusão de Jair e Flávio Bolsonaro no mesmo inquérito que já investiga Eduardo Bolsonaro. A decisão final ficará nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que deverá avaliar se existem elementos suficientes para ampliar oficialmente a investigação.

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